TRE-RS determina cassação de diploma de vereador de Porto Alegre

Em sessão desta terça-feira (13), o Pleno do TRE-RS determinou a cassação de diploma do vereador Cássio Trogildo (PTB), de Porto Alegre. Ele foi condenado, por unanimidade, por abuso de poder político e econômico, “perpetrado mediante a prestação de serviços asfálticos e de iluminação, utilizando-se a estrutura administrativa em desacordo com a lei, tudo visando à obtenção de votos”, segundo o relator do processo. Na sentença, o ex-secretário municipal de Obras e Viação da Capital, Adriano Borges Gularte, também foi condenado pelo mesmo motivo. Trogildo e Gularte ficam inelegíveis para as eleições a se realizarem nos oito anos subsequentes ao pleito de 2012.

Ainda de acordo com o voto do relator, “não há como deixar de reconhecer que o candidato Cássio Trogildo se constitui, no mínimo, beneficiário do abuso político e econômico verificado com a utilização da Secretaria Municipal de Obras e Viação, capitaneada por Adriano Gularte, seu correligionário, usufruindo daquela estrutura administrativa para realizar melhorias em comunidades carentes e, por meio disso, obter expressivo prestígio eleitoral que reverteria em votos”.

A sentença determinou, ainda, “a exclusão do nome do vereador Cássio Trogildo da lista oficial de resultados das eleições proporcionais de 2012 no município de Porto Alegre, em decorrência da anulação de seus votos, procedendo-se ao recálculo dos quocientes eleitoral e partidário”, o que pode alterar a composição da Câmara Municipal. Os dois condenados podem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A decisão do colegiado – que reforma sentença da 161ª Zona Eleitoral (ZE), pela absolvição dos acusados – deve ser comunicada à zona eleitoral coordenadora da Capital, para cumprimento, após o julgamento de eventuais embargos de declaração interpostos.

Fonte: ASCOM/TRE-RS



Categorias:Corrupção

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18 respostas

  1. O Trogildo é o cara do mirante de “qualidade”. Durante a campanha, faltando 3 dias para as eleições recebi um SMS da “Equipe Trogildo” pedindo voto. Sendo que eu NUNCA passei meu telefone para a sua “equipe”.

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  2. Tenho uma dúvida. Nossas eleições são fraudadas pelos partidos? Não tenho a fonte, mas um colega me comentou que o Japão e EUA pediram modelos das urnas para análise incluindo o software para testes contra invasões. Reprovaram. Então se países desenvolvidos continuam no papel, porque nós, macacos da Pindorama, temos esse sistema que ninguém mais adota? Com a possibilidade de hackers alterarem o resultado, será que não é hora de revermos totalmente esse modelo de eleição?

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    • Minha hipótese é que os políticos disputam entre si por dois espaços: um no pagamento de hackers para efetuarem alteração do resultado das urnas, calando o político opositor com dinheiro; o outro no governo, com cargos e dinheiro.

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      • Acho que os escândalos políticos são tão escancarados que não é necessário algo tão sofisticado assim.

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  3. A corrupção é inerente as pessoas, a sociedade e, mais ainda numa socieade indivudualista, ao Estado (que representa o todo). E, sabidamente, uma sociedade é mais ou menos corrupta na medida inversa ao nível da aplicação de sansões.

    Então, devemos saudar quando um processo judicial leva a punição de um político, ainda mais no Brasil, onde, na busca talvez pelo erro zero, o Sistema Judicial foi constituído através de infindáveis níveis de recursos e instância, e por isso tende a valorizar mais aspectos formais do que reais e objetivos, levando a impunibilidade e a injustiça crescente.

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    • Não gosto dessa história de “corrupção é inerente as pessoas”. É a mesma coisa quando dizem que todos os meios de comunicação são tendenciosos… isso soa mais como desculpa. Corrupção é errado, é crime, não pode! Tem que punir de forma exemplar!

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