O brasileiro está preparado para deixar o carro na garagem?

Para responder à questão, o jornalista Leonardo Sakamoto entrevistou Thiago Guimarães, especialista em transportes e consultor do Mobilize

A implantação de faixas exclusivas tornou o ônibus mais rápido que o automóvel para o deslocamento entre algumas regiões da cidade, mas a qualidade do serviço ainda é péssima, não condizente com o preço já subsidiado. Sabe-se que a transição de uma cidade de carros para uma de pedestres, bicicletas, ônibus e trens trará impactos para o estilo de vida do paulistano.

A pergunta é: estamos preparados para mudar a prioridade de transporte individual para o coletivo ou vamos continuar defendendo isso como uma ideia bonita – mas para os outros. Enquanto isso, duas manifestações serão realizadas, nesta quarta (14), na capital paulista sobre a qualidade e o preço do transporte coletivo.

img-blog1Para ajudar no debate, entrevistamos Thiago Guimarães, pesquisador do Instituto de Planejamento de Transportes e Logística de Hamburgo e um dos grandes especialistas em mobilidade urbana.

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), defendeu um estudo da Fundação Getúlio Vargas, encomendado pelo sindicato das usinas de etanol, propondo que um aumento de R$ 0,50 no litro da gasolina poderia abaixar o preço da tarifa do transporte público em R$ 1,20. Quais são os impactos por trás dessa ideia, além do descontentamento de quem tem carro?

Thiago Guimarães – Em uma metrópole como São Paulo, a melhoria das condições de deslocamento da maioria da população passa necessariamente por um transporte coletivo mais eficiente e mais acessível. Em comparação internacional, a gasolina comercializada no Brasil ainda é muito barata. Seja pela perspectiva de crescente escassez de petróleo, pela necessidade de busca de fontes energéticas alternativas ou por um tributo com caráter redistributivo, o brasileiro não pode mais se iludir e achar que é seu direito poder comprar energia fóssil barata para sempre. São essencialmente políticos os problemas envolvidos nessa proposta.

O primeiro é o risco político-eleitoral de o prefeito Fernando Haddad e seu partido perderem, no curto prazo, apoio de quem não quer ver interferência no direito de uso supostamente irrestrito de seu automóvel. Essa é uma amardilha, que tem levado sistematicamente os políticos brasileiros a praticarem políticas urbanas, energéticas de transporte míopes, sem visão de longo prazo. Portanto, considero esse um falso risco. O segundo problema é o prefeito querer mexer no imposto sobre a gasolina no município de São Paulo.

A tributação de combustíveis não deve ser tomada como uma política da alçada municipal. O preço dos combustíveis para uso em automóvel particular deveria ser aplicado no mínimo no nível metropolitano. Caso contrário, haverá fila para o abastecimento de veículos em postos de Osasco, São Caetano, Guarulhos… Em terceiro lugar: há o risco de outros bens e serviços serem afetados pelo novo nível de preço da gasolina.

Esta seria, aliás, uma das vantagens do pedágio urbano sobre um imposto indiscriminadamente cobrado sobre o consumo de gasolina. Por fim, existe o risco de o caráter redistributivo dessa política se perder. Afinal quem garante que um imposto criado no Brasil para uma determinada finalidade será mesmo destinado para aquilo?

Outra pesquisa da prefeitura de São Paulo mostra que o transporte público em ônibus piorou no município entre o ano passado e este. A principal reclamação dos usuários não é o preço, mas a qualidade do serviço – atraso, muvuca, ônibus que não param nos pontos. A administração municipal diz que a solução para isso passa pela implantação de corredores. Os corredores são a pedra filosofal do transporte público em São Paulo?

Não surpreende o fato de que o custo monetário não seja a principal reclamação entre os usuários. Até porque quem considera o transporte coletivo caro demais e não toma ônibus por causa disso sequer foi ouvido pela pesquisa. No entanto, é expressiva a parcela da população das grandes regiões metropolitanas do Brasil excluída dos serviços de transporte coletivo. Daí a importância das recentes manifestações e de propostas que visem à redução do preço das tarifas de transporte coletivo.

Outro fator importante para a melhoria da qualidade do transporte coletivo é redução dos tempos de viagem e o aumento da confiabilidade. A implantação de corredores pode ser um elemento essencial para reduzir os tempos de viagem, dependendo sobretudo do conceito de corredor de ônibus a ser implementado. Até agora, pouco se falou sobre como os corredores serão. O conceito de Bus Rapid Transit vai além da mera implantação de faixa exclusiva. Envolve rapidez no embarque e desembarque, aumento da regularidade e do conforto do serviço.

O que a prefeitura está propondo para a cidade: faixas exclusivas ou verdadeiros corredores de ônibus?

Vergonhosa mesmo é a baixa confiabilidade do sistema. Em determinadas paradas, não se sabe sequer quais linhas de ônibus passam por ali e nem de quando em quando passam. Será que é tão dificil assim melhorar a qualidade da informação à disposição dos usuários?

Essas ponderações mostram que, enfim, está chegando a hora de fazer uma escolha. Mas a população, o poder público e os empresários aceitarão mudar a vida na metrópole?

Já se passou a hora de fazer essa escolha e de o poder público por em prática políticas que democratizem o acesso ao espaço urbano e às oportunidades que a cidade oferece. O atual momento político favorece muito a discussão de como o transporte coletivo deve ser priorizado. A sociedade está muito insatisfeita com as condições de deslocamento em uma cidade em que andar de carro, tomar um ônibus ou mesmo um metrô pode ser uma experiência quase traumática.

É preciso dizer claramente: a priorização do transporte coletivo envolve uma disputa por diversos recursos escassos, entre eles, o espaço viário, a energia de origem fóssil e o dinheiro necessário para sustentar um mecanismo de financiamento de um sistema integrado, eficiente e inclusivo.

Talvez por motivos que remetem a nosso passado escravagista, parte das pessoas de maior poder aquisitivo acha que ônibus, no Brasil, é e sempre será coisa para a ralé. Não obstante, acredito que a maioria das pessoas compreenda a importância dos meios coletivos de transporte para o funcionamento e a qualidade ambiental e urbanística da metrópole. Mais difícil ainda é tirar o poder público da inércia. Como acreditar que, de repente, será bem-sucedida a instalação de uma sistemática de planejamento e de gestão integrados de transporte e uso do solo?

Autor: Leonardo Sakamoto*  – Blog do Sakamoto

*Leonardo Sakamoto é jornalista e doutor em Ciência Política. Cobriu conflitos armados e o desrespeito aos direitos humanos em Timor Leste, Angola e no Paquistão. Professor de Jornalismo na PUC-SP, é coordenador da ONG Repórter Brasil e seu representante na Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo.

Portal Mobilize Brasil



Categorias:BRT, ferrovias, Meios de Transporte / Trânsito, mobilidade urbana, onibus, VLT

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89 respostas

  1. Uma palavra para essa discussão toda:

    LICITAÇÃO.

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  2. Tudo isso é resultado de décadas de falta de planejamento de todos os governos.
    Por incompetência e por má fé, pressionado pelas companhias petrolíferas e pelas montadoras de automóveis, o Brasil acabou com as suas ferrovias e investe mal e pouco no transporte coletivo.
    Incentiva-se a compra de automóveis em larga escala, mas ao mesmo tempo o poder público não investe em maneiras das pessoas se deslocarem melhor (tá, não vamos entrar de novo naquela discussão de que o aumento de ruas e vias aumenta o congestionamento e etc…). Mas a verdade é essa. A BR-116 existe há quanto tempo ? 50 anos, talvez mais…Me lembro bem que não década de 70/80 podia se andar com tranquilidade por ela. Sem engarrafamentos. Nesse meio tempo, a estrada permaneceu praticamente a mesma, mas em quantos por cento aumento o número de veículos, carros, caminhões, ônibus, camionetes ? 500-600%, mais quem sabe. Em POA, a última obra viária foi a 3ª perimetral, que foi apenas o alargamento de uma via já existente, e mal feita por sinal.
    Sobre mais imposto sobre a gasolina eu penso o seguinte: A menos que a população se reúna, faça vigília e fique com tochas e facões na frente dos parlamentos, Congresso, Assembléia, Câmara de Vereadores, Palácio Piratini (no caso do RS), Prefeituras, vai acontecer o que sempre acontece, o mesmo que acontecia com a CPMF. O $ não será usado na melhora do transporte coletivo, vai para o caixa único e vai “desaparecer”. Eu não sou contra e se depois de 5 anos (por exemplo) me mostrarem que TUDO foi usado compravadamente e que realmente melhorou e muito o transporte coletivo serei sempre a favor. Mas infelizmente mais esse imposto vai para o bolso dos milhões de ladrões, safados e corruptos que estão por aí.

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    • O problema é que essa proposta do Haddad e do Fortunati, pelo que entendi, não é usar o montante juntado com o aumento da gasolina para investir em transporte público, mas sim subsidiar as tarifas atuais e manter o lucro dos empresários que reclamam que tão tendo prejuízo com a tarifa atual mas não largam o osso (por que será?). Se a proposta fosse usar a grana pra investir em transporte público como um todo, principalmente em outros modais (trilhos, hidrovias e ciclovias) eu apoiaria, mas pra subsidiar tarifa de ônibus, apenas, eu não apoio. Nesse caso, acho que o pedágio urbano seria mais interessante.

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  3. Que saco sempre a mesma ladainha. (OBS: CONCORDO QUE O IDEAL SERIA UMA UTOPIA DE TODOS NÓS ANDARMOS DE BIKE E TERMOS UMA CIDADE VERDE E BLABLA)…

    MAS, eu disse mas nos moramos num país tropical e não em Londres. POR TANTO: As empresas teriam que instalar chuveiro e banheiros em todos os pontos de trabalho em Poa, porque andar de bike em poa no verão, eu chegaria todo suado no escritório…

    2° Poa é uma cidade vertical, por tanto necessita de viadutos e ampliações de ruas e avenidas. (EU SEI QUE O IDEAL É – ASFALTO E + VERDE) mas moramos em Poa e não numa cidade horizontal…

    3° Transporte de massa: (É O IDEAL) termos de transporte público sim, mas não resolve. Porque? Porque mesmo com trens e metro e um sistema de onibus eficaz, ainda sim teremos carros nas ruas, ainda mais em poa. EU MESMO DIRIJO UM CARRO FORNECIDO PELA MINHA EMPRESA, NA QUAL EU TRABALHO O DIA INTEIRO ANDANDO PELA CIDADE E ENFRENTANDO CONGESTIONAMENTO.

    4° Para resumir: Precisamos sim de trens, metro, Brt, mas não podemos esquecer que moramos em poa numa cidade vertical que necessita sim em melhorias e ampliações ruas pois nossa cidade é apertada. E sobre andar de bike precisamos de conscientização da população pra depois por em prática, até lá a solução imediata é outra…

    PRA ENCERRAR DIGO QUE NESSE BLOG TEM UM GRUPINHO QUE NÃO APOIA NADA QUE É FEITO NESSA CIDADE SÓ SABE CRITICAR E ENCHER O SACO. (talvez sejam falsos moralistas, ou alguem ligado a partidos politicos)

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    • Concordo que o ideal seria todo mundo andar de carro com uma rede de túneis e viadutos, mas aceite que não isso não existe em nenhum lugar do mundo… Então esquece!

      Obs. Eu também achava que iria verter de suor se pedalasse no verão, mas de bicicleta transpiro bem menos que caminhando em um estacionamento ao deixar o carro longe.

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      • Pablo:
        Eu moro no Jardim Botânico e trabalho no Navegantes, se eu fosse de bike no verão com certeza iria precisar de um banho, por causa do suor…

        Agora tu falar que transpira mais caminhando pra colocar teu carro num estacionamento longe, do que andar de bike, bom dai tem duas coisas:

        – Ou você mora muito perto do seu trabalho e não precisa de carro pra ir trabalhar.
        – Então se não precisa usar o carro porque tu usa?

        Porque se realmente teu trabalho for longe da tua casa, tu sabe muito bem que tu vai soar bem mais andando de bike, do que caminhar alguns metros procurando estacionamento.

        POR TANTO NAO SEJA IRÔNICO, ESSE BLOG É SERIO E NÃO PRECISA DE IRONIA.

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        • Não estou sendo irônico é real!

          Vi que do Jd. Botânico até Navegantes dá uns 9km, eu pedalo diariamente menos, uns 5km.

          É sério, antes eu achava que ia ficar todo suado pedalando em dias quentes, mas isso não acontece… Vou considerar que você vai para o trabalho pela manhã e não ao meio dia. Costumava pedalar às 14:00 para ir à aula de francês em pleno verão.

          O que acontece é que em terreno plano bicicleta é muito mais eficiente que caminhar, no seu caso do Jd. Botânico indo pelo centro é tudo plano.

          Quando eu comecei a pedalar notei que a bicicleta esquenta no inverno e esfria no verão. Parece irônico, mas não é. Pedalando em um ritmo lento se faz uns 15km/h que gera uma brisa suficiente para manter o corpo a uma temperatura agradável. Durante o inverno com um pouco de roupa para proteger do frio, pode-se forçar um pouco a pedalada para uns 20km/h que te mantém aquecido.

          Logo que comecei a pedalar levava em uma mochila camisa extra, desodorante, água, toalha… mas com o tempo percebi que basta eu obedecer meu corpo e meu ritmo que não transpiro nada além que o normal do dia a dia.

          Agora, voltando para casa eu forço bastante a pedalada para cansar e suar bastante. É o meu exercício aeróbico de todos os dias. Com isso não preciso ficar caminhando em uma esteira monótona na academia.

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        • Pedalar numa velocidade razoável (15~20km/h) tem um gasto metabólico muito parecido com a caminhada. É claro que se alguém for pedalando “às ganha” vai suar, mas quem pedala numa velocidade mais civilizada não sua mais do que quem está caminhando na rua.

          Se isso não for óbvio o suficiente, aqui tem uma referência científica:

          Minetti AE, Pinkerton J, Zamparo P. From bipedalism to bicyclism: evolution in energetics and biomechanics of historic bicycles. Proc Biol Sci. 2001 Jul 7;268(1474):1351-60.

          http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11429134

          Essa história de “não usar a bicicleta por causa do suor” lembra aquele velho ditado: “Quem quer fazer, encontra um jeito; quem não quer, encontra uma desculpa.”

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        • Legal esses dados Eurico! É essa a impressão que eu tenho. Uma pedalada na velocidade de passeio, entre 12 e 15km/h parece que posso pedalar um dia inteiro sem me cansar…

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        • Por outro lado, isso me fez pensar que para um treino aeróbico bom, devo começar a correr…

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        • Pablo,
          Cara na boa, só o fato de sair pra rua no verão, eu quase me desintegro em suor, dai tu vem dizer que pedalar do J. Botânico até o Navegantes é tranquilo??

          Bah na boa eu quando morava no interior (Pelotas) ia de bike pro trabalho, a minha sorte é que lá havia chuveiro…

          Impossível pedalar no verão e não precisar de um banho…

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        • Ao enrico,
          Cara eu tô arrumando desculpa pra não pedalar. Pelo contrário, sou adepto a bicicleta, no interior eu trabalhava indo de bike pro serviço…

          O fato é: Pedalar até o escritorio(10km) no verão exige que o ambiente de trabalho disponibilize um chuveiro, se isso não existir não tem como ir de bike pro trabalho.

          Ou Vai me dizer que tu trabalharia todo suado dentro do escritorio das 8h até 18h? Não né… Pois é…

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        • Esse tipo de discussão sempre acaba nesse mesmo ponto. Eu suo muito, no meu trabalho não dá, sou obeso… posso listar várias coisas que já li em blogs. Mas a questão é que para muita gente a bicicleta e o transporte público é solução de mobilidade. Sempre haverão muitas pessoas que não querem aderir pelas mais diversas razões, entretanto há muitas pessoas que estão dispostas a usar transporte coletivo ou bicicleta e para isso falta muito pouco.

          1. Ciclovias e ciclofaixas – isso é muito barato e muito fácil! Compare a dificuldade de se fazer um metrô ou viaduto com uma fina camada de asfalto que durará anos.
          2. Fiscalização de trânsito – Isso é necessário evitando morte não apenas de ciclistas como de pedestres ou demais motoristas. Multa por não parar em faixa de segurança são raras, apenas agora está acontecendo algumas.
          3. Melhoria do transporte coletivo – todos nós sabemos que a planilha é secreta, todos nós percebemos que com o valor da passagem percorre-se metade da cidade de carro. Melhorar o transporte coletivo é barato e fácil, o problema é que os políticos tem o rabo preso com essas empresas.

          A questão é que medidas que permitam e incentivam as pessoas a migrarem do carro para o transporte coletivo ou bicicleta melhora o trânsito para aqueles que realmente precisam do carro, por exemplo quem trabalha transportando equipamentos, cardíacos ou pessoas com problemas de locomoção.

          Criar uma infraestrutura para a cidade inteira andar de carro não existe em nenhum lugar do mundo.

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        • Eu tomo banho por lá.

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        • Pablo:

          Acabei de falar que eu ia de bike pro trabalho quando morava no interior porque lá havia chuveiro.

          tambem deixei bem claro que aqui em poa nao tem chuveiro onde eu trabalho.

          por tanto nao é desculpa pra nao andar de bike e sim fato.

          outra coisa pra bike funcionar em poa primeiro tem que haver conscientização…

          por enquanto a solução é outra…

          entao te liga meu, eu to falando uma coisa e tu ta destorcendo pra outro.

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        • Cara, vc não quer andar de bicicleta, tudo bem, ninguém está te obrigado! Te liga maluco! Mas também não entendo porque vc fica tão ofendido com pessoas que andam e querem melhorar as condições cicloviárias da cidade! Releia o teu post e verá do que estou falando.

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        • Pablo:

          Alouuuu acorda meu velho, eu ”não” to dizendo que não quero andar de bike…

          Estou dizendo que para a bike pegar moda em poa tem que haver conscientização da populaçaõ primeiro, e instalação de chuveiros nos trabalhos…

          sobre reler o tópico, foi vc que postou que soa mais andando no estacionamento do que andar de bike no verão. dai te chamei de ironico porque pedalar 10km no verão soa menos que andar no estacionamento, dai to loco então…

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        • Está sim.. está louco! Ou está te fazendo de louco, será?

          Para muita gente chuveiro não faz falta, o que faz falta é chegar vivo ao destino! É disso que estou falando… Se vc acha que PoA não dá pq é quentem pq tem lomba, pq sei lá o que. Tudo bem é a tua opinião! Mas o mínimo de fiscalização e ciclovia é muito mais importante do que um chuveiro ou terraplanar a cidade, pois estamos falando de vida!

          Obs. Se vc soa muito, isso pode ser pressão alta, diabetes ou mesmo ansiedade! O que faz sentido, qdo não consegues interpretar um texto!

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