Obra de R$ 346 mi em aeroporto no RS atrasa 3 anos, e só “puxadinho” ficará pronto para Copa

O Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, foi contemplado com projeto de reforma e ampliação de suas instalações visando a Copa do Mundo de 2014 em julho de 2010. Um acordo foi estabelecido entre governo federal, Governo do Estado do Rio Grande do Sul e Prefeitura de Porto Alegre para a execução de uma obra de orçamento de R$ 346 milhões, com início marcado para junho de 2011 e término em junho deste ano.

Atrasou um pouco. Em junho deste ano, na verdade, o que aconteceu foi o início do processo de licitação para a obra. A empresa vencedora apresentou, na semana passada, a planilha de execução financeira à Infraero, estatal que administra os aeroportos brasileiros e é responsável pelo plano nacional de ampliação do sistema.

O contrato deverá ser assinado nos próximos dias, e tem prazo de entrega de 930 dias a partir da assinatura da primeira ordem de serviço, o que ainda não ocorreu. Ou seja: a conclusão da obra se dará, na melhor das hipóteses, em 2016, ou três anos depois da previsão inicial.

Mas e para a Copa do Mundo, o que fazer? Afinal, o projeto prevê uma ampliação na capacidade do aeroporto dos atuais 13,1 para 18,9 milhões passageiros por ano, pelo menos parte dessa ampliação será necessária até a Copa. Sobre este ponto, a Infraero esclarece que a previsão de demanda do aeroporto gaúcho para 2014 é de 11,7 milhões, absorvível, portanto, pela atual capacidade do terminal. Isso não significa, porém, que para o momento de demanda de pico da Copa, a estrutura atual seja suficiente.

E tem outra, pelo excessivo atraso, foi necessário licitar a obra sob as regras do RDC, ou Regime Diferenciado de Contratação, mecanismo normativo criado em 2011 através de medida provisória para flexibilizar as regras das licitações públicas para as obras da Copa. Então, até para justificar esse tipo de contratação, é bom que alguma coisa fique pronta até o Mundial de 2014.

A solução que a Infraero encontrou foi dividir a obra em duas fases. A primeira, que deverá ter início no mês que vem, tem prazo de conclusão para maio de 2014. Trata-se da operacionalização de uma estrutura modular que fará as vezes de um novo terminal de passageiros.

Ele não tem ligação com o saguão principal do Salgado Filho, é feito com estruturas modulares montadas com chapas de aço e concreto, como as utilizadas em pavilhões de feiras e eventos, o chamado “puxadinho”. Além disso, prevê-se a construção de novos banheiros e a instalação de novos sistemas mecânicos, elétricos e telemáticos.

Com o improviso, será possível montar um terminal para receber os passageiros de voos fretados. A projeção é de que a capacidade do aeroporto suba em 2,3 milhões de passageiros por ano. O projeto prevê a construção de um corredor que ligue física e operacionalmente o terminal modular ao prédio principal do aeroporto, mas é possível que não fique pronta a tempo da Copa. Neste caso, a ligação será feita de ônibus.

O custo total da empreitada até 2016 está orçado na casa dos R$ 350 milhões. O projeto não inclui a ampliação da pista de passageiros e do terminal de cargas, projetos esses que estavam previstos no orçamento inicial da obra, de 2010. A previsão é que só a construção da pista saia por mais R$ 400 milhões. O processo de licitação nem começou.

Fonte: UOL Esportes

Vergonha dessa cidade. Como pode ser tão difícil fazer um terminal de passageiros?



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11 respostas

  1. Que bos## hein. Incopetencia total de todas as partes involvidas.
    Uma vergonha!

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  2. Mas é o suprassumo da incompetência esta Infraero. Vergonha de termos que aturar uma empresa destas administrando uma coisa tão séria como o setor aeroportuário.

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  3. Juro, eu não lembro em todo meus 43 anos uma oportunidade de fazer obras com dinheiro chegando e quase nada sendo feito…PURA INCOMPETÊNCIA!

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  4. Não tem desculpas e todos os gestores envolvidos são totalmente incompetentes. A infraero deveria é ser punida pela falta e despreparo de soluções para a conclusão das obras de ampliação da pista do aeroporto com mais de 900 metros extensão. O Governo Federal, Estadual, Municipal e todos os demais políticos que representam o Rio Grande do Sul deveriam chorar pela TOTAL e GRANDE Incompetência de gestão e interesse do povo gaúcho. Nota ZERO.

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    • Exato! Esta na hora de assumir a responsabilidade! Fora isso deveria haver regras bem claras sobre atrasos nas obras. A pouco tempo os prédios construídos pela iniciativa privada também atrasavam horrores, mas depois que obrigaram as construtoras a ressarcir os compradores as coisas melhoraram.

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  5. InfraBosta!

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  6. A reportagem retrata fielmente a competência dos envolvidos.

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  7. Como todos já previam…

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  8. Novidade né?

    É uma vergonha total, isso é o Brasil.

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