Péssimo projeto de rampa descaracteriza a Catedral Metropolitana

Rampa construída junto a entrada da Catedral de Porto Alegre

Rampa construída junto a entrada da Catedral de Porto Alegre

O Blog do Porto Alegre em Revista está solicitando a opinião dos leitores sobre esta rampa.

Veja a matéria:

Fomos surpreendidos ontem pelo surgimento de uma rampa para pessoas com deficiência (PCDs) na entrada da Catedral Metropolitana de Porto Alegre. Um acesso, sem dúvida, necessário para a garantia da acessibilidade em um dos cartões postais mais belos da cidade, mas que chama atenção pelo tremendo mau gosto de quem a projetou. Além de desvirtuar e empobrecer a estética e a beleza da construção, a rampa não obedece às normas da ABNT de acessibilidade. Sequer dispõe de apoios laterais.

A ABNT estabelece critérios e parâmetros técnicos que devem ser observados em adaptação de edificações às condições de acessibilidade. No estabelecimento desses critérios devem ser consideradas diversas condições de mobilidade e de percepção do ambiente, com ou sem a ajuda de aparelhos específicos, como: próteses, aparelhos de apoio, cadeiras de rodas, bengalas de rastreamento, sistemas assistivos de audição ou qualquer outro que venha a complementar necessidades individuais.

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Do Blog do Porto Alegre em Revista

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Além de comentar aqui no nosso Blog, sugiro que colaboremos comentando também no Blog origem da matéria. 



Categorias:Arquitetura | Urbanismo

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30 respostas

  1. Porto Alegre já foi uma cidade linda, agora, não sei não…

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  2. Me assustei quando vi a tal de rampa. Pensei que a Catedral estava em obras. Um horror….E, dizem que custou, mais ou menos, 100 mil reais. Aquilo?

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  3. Pessoal, vou me ausentar do Blog por 8 dias. Umas férias são necessárias as vezes. Pode ser que eu apareça eventualmente … Os demais da equipe estão avisados. Eles vão manter o Blog na medida do possível. Abraço!

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  4. Essa catedral é extremamente criticada no meio arquitetônico, pois nao possui características básicas de arquitetura alguma, a anterior sim era digna! uma capital merecia no mínimo uma catedral com características próprias e nao essa copia mal feita, essa rampa nao é nada comparado ao TODO do problema, quem tem conhecimento mínimo sobre o assunto sabe do que estou falando.

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    • Pelo que eu sei, no Brasil colonial e imperial as igrejas mais “dignas” não eram catedrais e sim igrejas ou capelas de algumas irmandades mais ricas ou de alguma paróquia mais importantes. Herança de Portugal, onde as catedrais não constituem as edificações religiosas mais pomposas, se comparadas com as grandes igrejas dos grandes mosteiros. Já na América espanhola a situação era bem diferente, basta pensar nas catedrais de Cuzco, de Lima, do México, de Puebla, entre outras, estas sim bastante dignas do título de catedral.

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  5. sinceramente não acho que a rampa deva ter alguma identidade com o estilo da igreja. a rampa deve ser exatamente como é porque é necessário distinguir que a rampa não faz parte do conjunto arquitetonico da igreja. o principio básico de tudo isso é distinguir com bastante notoriedade o que é o trabalho do artista e o que é a intervenção para adequação das normas.
    não vi pessoalmente, mas pela fotografia, se percebe que é de material metálico, bem leve e discreta. na minha opinião jamais poderia ser de alvenaria revestida acompanhando a textura das paredes e com mosaico português no piso, por exemplo.
    quanto a igreja ser um monstrengo, discordo totalmente. é uma estrutura de arquitetura elegante e bem fiel ao estilo. mosntrengo é a igreja da senhor dos passos ou a do menino deus… na minha opinião, é claro.

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    • Muito mais que isso. Essa rampa além de estar fora das normas é extremamente perigosa.

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    • Pedro.
      Já olhaste as fotos da antiga catedral?

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      • Aqui 3 fotos em que ela aparece, todas da década de 20:

        Mais uma foto, a melhor, de 1865. A mais antiga desta área da cidade:

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      • E qual o motivo de se construir um novo palácio, pondo a baixo o antigo casarão colonial, cujo estilo arquitetônico tinha muitíssimo mais a ver com a história e cultura da capital? Respondo: materializar o poder das instituições! Bem, hoje temos um grande estádio pintado de azul e logo teremos um novíssimo estádio pintado de vermelho, dois monumentos que atendem não só as necessidades de espaço e de modernidade pedidos para os padrões atuais, mas que possuem a função de serem monumentos, um grande símbolo para os membros de ambos os times. Penso que a construção da nova catedral e do novo palácio responderam a estas mesmas aspirações.

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  6. E veja que essa rampa, além de ser feia tem um grandes erros. Rampas não são usadas somente por cadeirantes, as rampas são usadas, na grande maioria, por senhores e senhoras idosas que tem dificuldade de levantar a perna e impulsionar-se para cima subindo pela escada. Por isso, em qualquer rampa deve haver um corrimão bem firme dos dois lados. Alguém com uma bengala usaria, dependendo da mão que usa, precisaria do corrimão à esquerda ou à direita.

    Fora isso, qualquer coisa de acessibilidade deve transmitir muita confiança! Não pode ser de chapa fina que se movimenta e faz barulho ao caminhar. A rampa deve ser bem firme e transmitir solidez quando pisa. Fora isso esse alumínio é super escorregadio!

    Resultado, essa rampa é mais uma armadilha para qualquer pessoa que queira usar do que para facilitar, pois se alguém escorregar ali, mesmo uma criança, pode sofrer ferimentos sérios nas quinas.

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    • A rampa mal começou a ser construida e alguns afobadinhos já começaram a criticar, sem saber ou se informar do que ainda faltava fazer. Hoje (24.08) a rampa ainda não está concluida e só estará pelo fim deste mês de agosto. Ainda está sendo adaptada para oferecer toda a garantia aos uusuários. O projeto foi feito por um arquiteto e passou por inúmeros órgãos da Prefeitura que examinam esse tipo de acesso, tais como COMPAHC, EPAHC, IPHAE e seus diversos departamentos e também pelo IPHAN da órbita federal.

      Para conhecimento dos desavisados, informo que esse apêndice, por exigência dos órgãos antes citado, deve ser completamente diferente da construção a que vai servir, demonstrando que não faz parte do projeto original e reversível, por isso foi feito em material que a qualquer momento possa ser removido sem prejudicar a arquitetura do templo.

      Vamos ter um pouco de paciência. Concordo que não tem um visual favorável, mas é necessária. Tenho certeza de Os membros da Catedral e seu projetista tudo farão para encontrar uma harmonização para a obra. Um abraço a todos.

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  7. Um patrimônio destes deveria ter autorização da prefeitura para mudar alguma coisa
    no prédio, com acompanhamentode uma pessoa capacitadapara isto.
    Tremendo mau gosto.

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    • Gostaria apenas de ressaltar que o prédio da Igreja da Matriz é tombado pelo IPHAN e como tal tem a autorização de tal orgão para realizar qualquer mudança na estrutura! E, além do mais, a rampa é removível… Aconselho consultar os interessados antes de lançar qualquer juízo mal intencionado!

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  8. Que horrível!

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  9. A Cúria metropolitana de Porto Alegre tem uma forte tendência histórica de anarquizar com tudo que ela faz.
    Tínhamos no lugar da atual catedral uma capela de 1753 e uma catedral em estilo barroco com um projeto de 1774. Demolimos as duas para construir o atual monstrengo que não tem nada a haver com a nossa cultura (projeto de um arquiteto romano).
    Agora bagunçam mais um pouco, tudo dentro do programa!

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    • Boa lembrança. Como contraponto à Catedral Metropolitana, temos a conservadíssima Igreja Matriz de Viamão, em estilo colonial, de 1747. Vale a pena uma visita ao centro de Viamão só para sentir a imersão histórica no Brasil-Colônia por alguns instantes.

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    • Eu não tenho nada contra a atual Catedral, mas poderiam ter construído em outro lugar, sem demolir as antigas…

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    • Também acho que foi um crime botar a original abaixo.

      Mas essa rampa é o cúmulo da falta de bom gosto. Sério, o poço não tem fundo.

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    • Lamento também a destruição da antiga catedral e da antiga igreja do Rosário. Mas penso que exigir que na década de 1920 se pensasse em preservar uma centenária igreja que se demonstrava insuficiente para abrigar um número considerável de fiéis como requer uma catedral, já é pedir demais! Evidente que hoje isto já não seria possível.

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      • Rafael.
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        As pessoas em 1920 não eram burras, e em muitos aspectos quando leio no Correio do Povo o que estava escrito há 100 vejo que em vários aspectos perdemos muito.
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        Eu como sou mais velho convivi com minha avó que nascera em 4 de janeiro de 1900 (viveu até 2001!), e ela é que com constância me falava do crime que fora a derrubada da Catedral antiga e da Capela ao seu lado.
        .
        Como era paroquiana da catedral ela atribuía a ignorância de alguns curas da época o crime histórico (citando-os pelo nome, que não declinarei), mas já havia uma consciência da conservação do patrimônio histórico, não pense que isto foi uma invenção dos últimos 30 anos.
        .

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        • Ora, sei que já nos anos 1930 iniciou o processo de tombamento de edificações e locais com interesse histórico. Mas penso que a necessidade falou mais alto. Volto a dizer que considero lamentável o fato da derrubada destas edificações, como também do antigo palácio do governo, dos sobrados coloniais que embelezavam as ruas da capital, sobretudo a Andradas, do antigo Cadeião, etc., porém tento entender o que se passou e ao meu ver não me parece que se tinha a intenção de cometer um crime. Lamento ainda pelo desaparecimento dos altares que haviam sido preservados na cripta da catedral e que já não mais existem pelo que eu sei.

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        • Rafael.
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          O que se passou no início do século passado é o que passa nos dias atuais, existiam pessoas que queriam conservar o passado e existiam construtores que junto aos proprietários queriam ganhar o máximo possível.
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          Se trocava um belo sobrado no centro por dois apartamentos com a mesma área e sem outras facilidades (pátios) e não havia uma mentalidade dos governantes de preservar algo, o importante era abrir ruas e avenidas.
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          Não mudamos muito.

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