Fíbria poderá reativar seu projeto no RS

A Fíbria, sucessora da Aracruz e Votorantin (VPC), poderá reativar em breve seu grandioso projeto de produção de celulose na Zona Sul do Estado, provavelmente, em Arroio Grande, conhecido por Losango.

Originalmente, negociado com o governo estadual, ainda ao tempo de Germano Rigotto pela Votorantin, foi colocado em banho maria quando a empresa teve problemas sérios com derivativos na crise de 2008. Mas recuperada agora, com a venda inclusive de ativos florestais e terras para os chilenos da Celulose Riograndense, poderá retomar o projeto com uma grande fábrica de celulose voltada à exportação, diante da sua escassez no mundo e a voracidade de compras principalmente por parte da China.

Affonso Ritter



Categorias:Economia Estadual

Tags:, , , ,

5 respostas

  1. Julian, o Porto de Estrela foi criado para funcionar integrado com vários modais, hoje ele está praticamente desativado deixando de produzir riquezas por simples descaso dos gestores públicos.
    É uma verdadeira vergonha aos governantes do Rio Grande do Sul o pouco caso que se trata todo este patrimônio.
    Ele precisa de dragagem, mas parece que o estado não tem draga nem dinheiro para manter a profundidade no canal
    É de chorar.

    Curtir

  2. A zona sul do estado vem recebendo uma enxurrada de investimentos, como o polo naval de Rio Grande, o de São José do Norte, a retomada da mineração de carvão para as termoelétricas, parques eólicos, hoje li sobre a produção de soja em áreas de várzea em alternância com o cultivo de arroz, e agora essa possibilidade da fábrica de celulose.
    Sem dúvidas isso é ótimo para recuperar a economia dessa região (e do estado) da decadência que sofreu nas últimas décadas.

    Mas minha preocupação continua a mesma, a infraestrutura é precária para as demandas atuais, sem investimentos nessa área fica difícil crer num futuro de sucesso.

    Curtir

    • Deviam é tentar a recuperação do transporte fluvial, o custo e o impacto são menores e sustentabilidade alta.
      .
      O problema que na reestruturação feita por um governo passado (não vou declinar nomes para não cairmos no debate bobo de quem foi o pior ou o melhor) o DEPREC foi desmanchado (já vinha trabalhando com deficiências de pessoal) e não foi substituído por uma estrutura que este setor merece.
      .
      Nós somos os verdadeiros Jecas em termos de aproveitamento de nossas hidrovias, se nossos governadores (aqui posso dizer todos) olhassem para o mapa do Rio Grande do Sul veriam que somos o ÚNICO ESTADO DA CONFEDERAÇÃO (além dos estados na Amazônia) que os rios formam uma via complexa e completa de vias para o escoamento de nossos produtos. Os rios no Rio Grande do Sul passam pelo meio do estado se ramificando de tal forma que se fossem criadas estradas especiais para portos ao longo destes e se fosse feito um trabalho de LOGÍSTICA de transporte quase não precisaríamos outros modais.

      Curtir

      • Olhando o mapa hidrográfico do RS e pensando com um pouco (mesmo com pouco conhecimento em logística) parece viável a estruturação de um sistema de transporte que aproveitasse esse potencial, assim como o senhor cita, poderiam existir portos espalhados ao longo do curso dos rios que fossem usados como centrais para distribuição das cargas.

        Agora, será que dentre os assessores do governo existe alguém com capacidade, ou formação em logística para propor e estudar essa possibilidade?

        Curtir

%d blogueiros gostam disto: