Igreja das Dores apresenta projeto para revitalizar seu entorno

Projeto prevê estacionamento subterrâneo e cafeteria no Centro Histórico

Projeto prevê estacionamento subterrâneo e cafeteria no Centro Histórico. Foto: Gilberto Simon

Projeto prevê estacionamento subterrâneo e cafeteria no Centro Histórico. Foto: Gilberto Simon

O projeto de construção do estacionamento da Igreja das Dores foi apresentado nesta quinta-feira, 5, ao vice-prefeito, Sebastião Melo. Uma comitiva com representantes da instituição religiosa católica anunciou que o novo empreendimento contará com aproximadamente 130 vagas, praça pública e cafeteria.

A discussão sobre a avaliação dos Índices Construtivos, conforme a legislação vigente predominou na conversa, que contou com as presenças do secretário da SMURB, Cristiano Tatsch, do assessor Técnico do Gabinete do secretário municipal da Fazenda, Rogério Alves Rios, do secretário-adjunto da Cultura, Vinícius Cáurio, do procurador da prefeitura, Marcelo do Canto e dos representantes da Igreja, Dom Jaime Spenler, do pároco da Igreja das Dores, Pe. Luís Carlos de Almeida e do administrador Murilo Carvalho.

A área da Igreja das Dores, localizada no cruzamento da Rua Riachuelo com a rua General Canabarro, também contará com vagas subterrâneas, por tanto há a necessidade de um detalhamento do projeto arquitetônico de acordo com a legislação municipal. “O Centro Histórico é o segundo bairro de todos os cidadãos. A região central será beneficiada com uma série de obras e benfeitorias nos próximos anos, que tornará as imediações da Igreja das Dores um importante corredor cultural do Centro”, disse o vice-prefeito, Sebastião Melo, após sugerir o encaminhamento do projeto ao protocolo da prefeitura para análise técnica dos órgãos competentes.

Foto: Gilberto Simon

Foto: Gilberto Simon

Histórico da Igreja das Dores – É a igreja mais antiga da cidade ainda existente, tendo sua pedra fundamental lançada em 2 de fevereiro de 1807. Em meados de 1813 já estava concluída a capela-mor, e em 23 de junho deste ano foi trasladada a imagem de Nossa Senhora das Dores da antiga Matriz até a sua nova casa.

O corpo do edifício até 1846 estava ainda limitado à capela-mor, quando Luís Alves de Lima e Silva destinou-lhe quatro contos de réis para início da construção da nave. Com as paredes erguidas por volta de 1857, João do Couto e Silva instalou o telhado e terminou a fachada (ainda sem revestimento) e a abóbada, terminando esta etapa em 1860. Como o projeto inicial fora alterado, uma comissão foi constituída em 1863 para realizar as necessárias correções, supervisionadas por Luiz Vieira Ferreira e concluídas em 1866. O templo foi então consagrado em 10 de maio de 1868 por Dom Sebastião Dias Laranjeira. A escadaria monumental defronte só seria terminada em 1873, sendo que o acesso anteriormente se dava pela rua Riachuelo, atrás da igreja.

Foto: Gilberto Simon

Foto: Gilberto Simon

Até o fim do século XIX o edifício não recebera revestimento nem possuía torres, e então a comunidade reuniu forças para os arremates necessários. O projeto original em estilo barroco colonial, já desfigurado, foi definitivamente abandonado, e encomendou-se um novo do arquiteto Júlio Weise, que traçou uma fachada em estilo eclético com influência germânica, onde se incluíram três esculturas do artista João Vicente Friedrichs, representando a Fé, a Esperança e a Caridade, mais um frontão em baixo-relevo.

As obras só foram terminadas em 1904. Segundo a lenda, a demora na sua conclusão ocorreu devido à maldição de um escravo, condenado à forca injustamente pela acusação do roubo de um colar da imagem de Nossa Senhora. Contudo, o historiador Sérgio da Costa Franco alega que a história é falsa, e a condenação do dito escravo ocorreu em virtude de um assassinato. Nave e capela-mor foram recentemente restauradas, ainda faltando as imagens nos altares laterais.

Foi tombada e declarada patrimônio histórico e artístico nacional em 1938, sendo a única igreja de Porto Alegre tombada em nível nacional, sob fiscalização do IPHAN.

No período de 1951 até finais dos anos 70, a igreja ficou aos cuidados dos Padres da Congregação do Santíssimo Sacramento, convidados pelo então Arcebispo de Porto Alegre, Dom Alfredo Vicente Scherer para dar início à Obra da Adoração Perpétua na capital gaúcha, tendo como Santuário a Matriz das Dores.

Prefeitura de Porto Alegre



Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Revitalização do centro

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19 respostas

  1. É claro que depois da rua da Praia é um aterro. Afinal o que originou o nome rua da Praia……

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  2. Estacionamento?!?!?! Etcha-lelê… mais carro no centro.
    Parabéns aos envolvidos! Só que não.

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    • É dose esses velhos individualistas que querem ir na missa de carro, né?. Acho que todos eles tinham que ir de onibus, porque domingo de manhã tem bastante disponibilidade de horários e linhas…o que é ficar 30 min de pé prum velhinho, nada né? Eles tem que ajudar a coletividade e pensar na cidade. Ou melhor, podiam parar de se fazer de doentes e fracos e ir de bicicleta para melhorar o mundo e curtir a vibe da cidade.

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      • Assim como qu ando instalam um pardal num cruzamento o número de ambulâncias e assaltantes se multiplicam nas sinaleiras, quando querem construir um estacionamento o número de fracos e deficientes se multiplicam. Na hora de fazer uma rampa de acesso na calçada ou de cuidar da acessibilidade dos pedestre sem geral ninguém tá nem aí.

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      • sim, domingo de manhã é impossível estacionar no centro. E gente, sério, esse estacionamento só vai ser usado por quem está indo a igreja. Eu juro.

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  3. Achei estranho, estacionamento de 130 vagas na igreja? Bem, não duvido que tenha demanda, afinal é no centro… De quebra dá pra usar nos findes para ir no gasômetro pois é super perto. Mais um argumento para não pegar um pedaço da praça para fazer estacionamento.

    Agora a parte que me interessa: vai ter vaga para bici? 😉

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    • Se tem tanta demanda de gente assim, seria legal ter um bicicletário e uma estação de bikepoa por perto.

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      • É a orla, tem uma demanda absurda de ciclismo. Ainda mais perto do gasometria. Mas acho que nossos empresários deste setor ainda não acordaram para essa demanda.

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    • Falando nisso, parece que esse estacionamento que vão fazer na 7 de setembro (que vai ser muito bonito por sinal, com lojas no terreo e tudo mais) vai ter vagas para bikes.

      Fica a dica… haha

      E sobre a noticia, achei muito boa, mas esse negocio de estacionamento ja faz tempo que andam falando em por pelo centro e nunca sai, só não entendo uma coisa, falam e falam que não tem como construir certas coisas em Porto Alegre por causa dos aterros, mas NY tem uma parte da Manhatam que é aterrada e tem diversos arranha céus e tantas outras coisas, acho que até mesmo um metrô.

      O que poderiam fazer, é ir tirando as vagas das ruas conforme vão fazendo os estacionamentos subterrâneos, e quanto mais longe da orla eles forem (não da pra ser tão longe tambem), nos finais de semanas as pessoas iriam circular pelo centro para ir no gasometro, podendo até abrir o mercado nesses dias

      Alias, bem que poderiam fazer um “liquida Porto Alegre” de final de semana para abrir as lojas do centro nos finais de semana.

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      • Qual é esse estacionamento da sete de setembro? Fiquei curioso.

        Bem, não sei qual é a geologia de NY ou POA, mas sei que o bolso deles é bem mais fundo 😛

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      • O que eu queria é que o número de vagas fosse de alguma forma congelado no centro. Poderia ser do jeito que sugeres, trocando vagas de rua por vagas (pagas) subterrâneas. Infelizmente, me parece que a prefeitura sequer sabe quantas vagas existem no centro – tudo nesse cidade é feito na base de chutes.

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  4. essa do estacionamento subterrânea é mais velha que andar pra trás. Só falta “””descobrirem”””” que depois da Rua da Praia é um aterro e “não dá pra fazer”.

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