Porto Alegre terá 17 novos hotéis até 2016

Estes são os novos hotéis entregues ou em construção em Porto Alegre neste momento (entre parênteses, o número de leitos de cada um). São 17 novos hotéis. Nunca se viu nada parecido na história da Capital do RS. Todos serão entregues até o final de 2016.

Abertos este ano:

  • Master, Floresta Shopping (650)
  • Açores, Rua Ernesto Alves (238)

Em construção:

  • Master, Avenida Dom Pedro II (200)
  • Intercity, 24 de Outubro (260)
  • Viverone Moinhos, Dr. Valle (260)
  • ExpressSuarez, Rodoviária (260)
  • Suarez, Rua Sete de Setembro (120)
  • Master, Avenida Loureiro da Silva (200)
  • Ibis Budget, Avenida Júlio de Castilhos (990)
  • Intercity, Avenida Carlos Gomes (234)
  • Ibis, Rua Garibaldi (308)
  • Intercity, Avenida Loureiro da Silva (456)

Em projeto:

  • Arena do Grêmio (470)
  • Cais do Porto (450)
  • Ibis, Assis Brasil (280)
  • Master, Nilo Peçanha (478)
  • Hyatt, PUC (340)
Hotel Ibis Budget em construção na Júlio de Castilhos. Foto: Gilberto Simon

Hotel Ibis Budget em construção na Júlio de Castilhos. Foto: Gilberto Simon

Convention prevê crise hoteleira em Porto Alegre

Se tudo acontecer como acredita o Convention Bureau, o ramo de hotelaria de Porto Alegre caminha com velocidade para uma crise sem precedentes, tudo em função da superoferta, o que já começa a resultar em queda na ocupação, portanto desaparecimento da lucratividade e aparecimento de prejuízos.

Hotel Intercity da 24 de Outubro. Foto: Gilberto Smon

Hotel Intercity da 24 de Outubro em construção. Foto: Gilberto Smon

Num estudo ainda mantido sob sigilo a respeito da reestruturação do próprio Porto Alegre Convention & Visitors Bureau, a acelerada implantação de novos hotéis produzirá quedas graves de ocupação já neste ano de 2013, chegando a níveis insuportáveis em 2019.

Mesmo com procura crescendo 2% ao ano, este é o histórico da ocupação hoteleira prevista, depois de ter saído do pico de 61,18% no ano passado:

  • 2013 – 53,86%
  • 2014 (Ano da Copa) – 51,13%
  • 2019 – 41%

Este ano, Porto Alegre oferece 9.069 leitos, mas apenas 4.876 serão ocupados. Em 2016, serão 11.062 leitos em oferta e ocupação de apenas 5.174.

Políbio Braga

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Foi esquecido pelo Políbio o hotel da rede americana Marriot que também anunciou construção em Porto Alegre,  na rua Duque de Caxias, próximo à Catedral, conforme noticiamos no Blog:



Categorias:hotelaria, Rede Hoteleira, TURISMO

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19 respostas

  1. Nº de leitos é métrica-chulé para turismo baixa renda. A ocupação que interessa é calculada sobre u.h. Bem vindos os invetimentos e quem não for competente pode tentar vender maçãs na rua oub.f.

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  2. Passei hoje pela Av. Pernambuco próximo da Av. São Pedro e vi uma placa de um Ibis Budget Farrapos. Esse não consta na relação. mas deve demorar, pois o prédio que está no terreno ainda está em pé.

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  3. Acho que crise não chega, mas vai faltar gente pra tanto hotel.

    Uma coisa que eu observei, nesse hotel da Maua, parece que o acabamento dele vai ser melhor do que parece pelas imagens, ao menos eu vi umas placas de granito instaladas na lateral dele, me pareceu que vai ficar bom.

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  4. Tem que aproveitar e investir em turismo nessa cidade, se o prefeito nao investe que os joteis tomem a frente, que tal financiar a reforma da rua da praia pra variar. Ma europa cidades que nao tem nada inventam e se tornam turisticas, alias nao so na europa, em todo lugar onde se tem visao, é so inventar, encham a cidade de cafes, restaurantes agradaveis no centro, nao só os bandeijoes de trabalhadores como é o caso dos atuais que vc come correndo em meio a uma enchurrada de gente! Criem atraçoes na orla, shopings decentes no centro, um bom sistema de transporte. Ontem queria ir de onibus da redençao ate o shopping barra e desisti, nao tinha como ir, fui a pe ate o centro, cansei e desisti, ninguem soube dizer que onibus pegar, nao tinha nenhuma orientaçao, isso que sou de Porto Alegre, só que nunca uso o transporte publico… se houvesse uma rede de aeromovel na cidade ficaria bem mais facil . Invistam nisso! Se nao ha demanda, criem motivos para que haja!

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  5. Só para dar um exemplo da falta de luz do nossos empresários, fazem uma previsão de ocupação de 51,13% com um ano de antecedência, tomando como certo a previsão a partir do número de algarismos significativos 0,01% que corresponde a (0,01/100)*6069 o erro do dado previsto na projeção dos mesmos é de 0,61 leitos. Se vier um grupo extra de 150 pessoas num só dia, a estatística deles já está errada.
    .
    O que estou dizendo é que quem não sabe nem o que são algarismos significativos e a qualidade de qualquer projeção do tipo, vai saber como ocupar melhor os hotéis?

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  6. Há coisas que este tal de Porto Alegre Convention & Visitors Bureau, parece desconhecer algumas coisas básicas (ou faz de conta que não sabe), como, por exemplo, que a rede hoteleira de Porto Alegre não comporta dois eventos simultâneos de porte médio. Há menos de três anos houve em Porto Alegre duas convenções médias e nesta época comecei a procurar hotel para um professor que vinha do exterior, conclusão, achei somente um apart hotel caro e completamente sem infraestrutura. Segunda coisa, mercado se constrói, não cai do céu. Terceira coisa, nossos hotéis são velhos, vetustos e caros em relação ao mundo em geral, talvez em relação a algumas cidades grandes do mundo, não, mas em relação a cidades com a mesma importância que Porto Alegre são muito caros.
    .
    No lugar de ficar reclamando contra a concorrência deveriam estar fazendo barulho por um centro de convenções em nossa cidade.

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  7. Que construam mais hotéis. Isso vai fazer os hotéis antigos reformarem-se para competir. Assim teremos serviços de melhor qualidade. Se forem muitos hotéis, os bons ficarão e os incompetentes desaparecerão.

    Atualmente Porto Alegre tem muitos hotéis ruins com preço alto, tal qual o resto do país.

    O órgão que reclamou está atendendo reclamações dos hotéis atuais, pros quais não é interessante mais concorrência.

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  8. Se investirem em turismo de lazer, arrumando e embelezando a cidade, esse quadro pode ser significativamente amenizado ou até revertido. Mas acho que só daqui a umas 3 ou 4 eleições, no mínimo.

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  9. Ainda há um Intercontinental 5 estrelas previsto pra Nilo.

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  10. Pois é, acho estranho, existe uma expectativa de crescimento tão grande da demanda? Ou são os grandes tentando esmagar os pequenos que ainda existem por aí?

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    • Pois é, obviamente os novos hotéis não esperam só a demanda nova, vêm com intenção de roubar mercado dos que já tem.

      E, mesmo sendo ineficiente, imagino que deve ter muito de ocupação de espaço pelas grandes redes, ter um hotel que não dá muito dinheiro mas marca território. E se uma e outra rede vai, outras vão também, pra não ficar pra trás; e se várias outras foram, a que sobra não quer ficar pra trás e mete um também. Então gera esse tipo de explosão. Tem que ver se ocorre coisa semelhante em outros lugares.

      De qualquer forma, imagino duas coisas:

      Primeiro, ruim pros hoteleiros daqui e pra comunidade em geral, com hotéis nas mãos de grandes redes padronizadas cujos hotéis são iguais em Porto Alegre, Seattle e Mumbai.

      Segundo, pode ter um efeito positivo se os hotéis por si só servirem como agentes incentivadores do turismo. Ou mesmo como Gramado, o surgimento dum núcleo forte de empresários de turismo que investem e pressionam politicamente de forma unida e organizada. Mas o primeiro ponto, serem em boa parte redes internacionais sem nenhuma relação com Porto Alegre, pode complicar essa parte.

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    • Ou trata-se de uma imensa lavanderia ?

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  11. O pessoal de Gramado é mais esperto. Suspenderam as licenças de novos hoteis até que se conclua estudo para ver se comporta.
    Claro, lá é a atividade principal; aqui em Porto Alegre, as coisas são mais dinâmicas.

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    • Exato, eles sabem que se ficar aumentando indiscriminadamente a oferta sem aliar a isso um bom plano de mobilidade causará a queda geral da qualidade. Ninguém irá para Gramado por oferta de hotéis se demora horas para se deslocar.

      Se a oferta simplesmente fosse aumentada, a quantidade de pessoas iria automaticamente minar as atrações, reduzindo a qualidade da gastronomia, dos parques, dos eventos…

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  12. É. Os gestores das maiores redes hoteleiras do mundo são uns imbecis.
    Quem entende, mesmo, de hotelaria é o Políbio Braga.

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