Finalmente a energia solar

energia_solar0_1A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) informou, nesta quinta-feira, (05), que 784 projetos, com total de 19.413 megawatts (MW) de capacidade instalada, foram cadastrados para o leilão de energia A-3 (de empreendimentos para entrega em três anos), previsto para acontecer em 18 de novembro.

As fontes eólica e solar lideraram as inscrições para a concorrência. “O resultado do cadastramento reflete o aquecimento do mercado de energia eólica no Brasil”, disse a EPE em nota.

Foram 629 parques geradores eólicos, com uma oferta de 15.042 MW inscritos na EPE. Além disso, o documento enfatizou que pela primeira vez participando dos leilões públicos de energia promovidos pelo governo federal, a geração solar totalizou 109 projetos do tipo fotovoltaico, somando potência instalada de 2.729 MW e dez empreendimentos do tipo heliotérmico ( o chamado termossolar), com 290 MW.

Mauricio Tolmasquim, presidente da EPE, afirmou, que o número expressivo de projetos solares inscritos na licitação mostra o grande interesse por parte dos investidores nesta fonte.

Affonso Ritter



Categorias:Energia, Formas alternativas de energia

Tags:,

12 respostas

  1. Energia solar é a energia do futuro – abundante, gratuita, limpa. Tem que investir forte em parques solares E pesquisa. Um investimento vai puxar o outro. A Alemanha, que tem uma incidência solar ridícula já largou na frente, produzindo em julho 5.1 TWh. A eficiência da célula só é um problema quando a área é restrita, o que não é o caso do Brasil. Sem falar que o preço das placas solares baixaram 80% nos últimos 5 anos. Carvão e energia nuclear não são mais opções.

    Curtir

  2. olha me parece que aqui no sul temos muito carvão tá na hora de usar e ainda por cima poderiamos queimar o lixo das cidades para produzir energia e deixar esta tecnologia num futuro.

    Curtir

  3. Em termos energéticos, me parece óbvio que o maior país tropical do mundo desse mais atenção à energia solar.

    Aliás, outra coisa óbvia: temos também uma das maiores áreas costeiras do mundo, e me parece que suprimento de sílica (areia) não seria problema.

    Mas fazer o óbvio por aqui é sempre tão complicado…

    Curtir

    • Enrico, não sei se notaste, chamei a atenção que deveríamos PESQUISAR o assunto. Ou seja, no caso do Brasil, dependendo da evolução tecnológica a energia solar pode ser uma grande solução e não uma grande dor de cabeça.
      .
      Atualmente temos dezenas ou talvez uma centena de grupos de pesquisa em Universidades e Centros independentes que poderiam se lançar ao desafio de novas tecnologias. Os rendimentos de um painel fotovoltaico de altíssimo rendimento é de 20% em relação a energia recebida (os mais comuns, e provavelmente os que serão instalados estão em torno de 15%). Desta forma se houver qualquer desenvolvimento tecnológico nos próximos anos, pode-se passar facilmente para rendimentos em torno de 30% (ou uma previsão otimista) a 40%.
      .
      Logo, o mais engraçado de tudo é que todo o investimento que for feito nos dias de hoje em energia solar, em dez ou quinze anos se tornarão completamente obsoletos e deverão ser descartados.
      .

      Curtir

      • Não basta só pesquisa… Tem é que parar com essa coisa de que ciência tem que ser aquela ciência pela ciência onde a aplicação comercial é algo degradante.

        Curtir

        • Não é a ciência pela ciência, é a busca de algo economicamente viável pela ciência. Não adianta simplesmente quando ainda não chegamos em algo factível economicamente, implantá-lo simplesmente porque achamos bonito.

          Curtir

        • Falo de algo que encontramos na academia que pesquisa é artigo, teorema, prova… e nuca patentes, produtos ou soluções comerciais.

          Curtir

        • Pablo.
          .
          Como tudo, há pesquisas que são simplesmente para satisfazer a necessidade de publicações dos professores e há pesquisas reais, não coloque tudo no mesmo saco.

          Curtir

      • Não esqueçamos, também, da presença de metais pesados nessas placas solares. Os metais pesados são extremamente tóxicos e cumulativos no ambiente.
        Poucos locais no Brasil (se é que já existem) são capacitados para separar, reutilizar e/ou reciclar os componentes dessas placas. Ao final de sua vida útil, as mesmas são enviadas para outros países (e nós perdemos matéria prima e $), enviadas para aterros sanitários (e nós perdemos matéria prima e $) ou são atiradas em qualquer canto (e nós perdemos matéria prima, $ e contaminamos ambiente e pessoas).

        Curtir

        • Débora, perfeita a colocação, só está faltando falar do alto consumo de energia e de água para a produção de células fotovoltaicas (já existem pesquisas diminuindo isto, mas industrialmente ainda é muito alta).

          Curtir

        • A questão das placas solares me parece muito com a questão das lâmpadas de vapor de mercúrio.
          São muito interessantes, se manejadas corretamente. Entretanto, o que mais se vê é criança quebrando lâmpadas nos galpões de separação de lixo. Mal sabem que estão aspirando aqueles vapores totalmente tóxicos.

          Curtir

  4. Mais uma vez iremos pelo caminho errado.
    .
    A energia solar é o meio de geração de energia mais promissor, se forem desenvolvidos células solares com no mínimo o dobro do rendimento das atuais, logo o que se tem que investir é em PESQUISA e não na implantação de parques de geração.
    .
    Atualmente no Brasil o custo da energia fotovoltaica, sem considerar linhas de transmissão e usinas de apoio para quando não tem sol (no fim da tarde, à noite e em dias nublados) é de R$300,00 kW.h. Em relação à biomassa de casca de arroz, por exemplo, é 3 vezes mais cara, em relação as grandes usinas é 4 a 6 vezes.
    .
    Além disto as placas de energia FV não tem a vida útil que se diz, (30 anos).
    .
    Só para complementar, apesar do Brasil possuir grandes reservas de sílica, ainda não dominamos a tecnologia de refino do silício para placas foto-voltaicas, ou seja, será mais um grande negócio para a China.
    .
    Eu não diria, FINALMENTE A ENERGIA SOLAR, eu diria, INFELIZMENTE A ENERGIA SOLAR.

    Curtir

%d blogueiros gostam disto: