Smam concede licença para instalação de estaleiro em Porto Alegre

Empresa deverá implantar sistemas de controle de emissões atmosféricas  Foto: Sérgio Louruz/Divulgação PMPA

Empresa deverá implantar sistemas de controle de emissões atmosféricas Foto: Sérgio Louruz/Divulgação PMPA

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) concedeu, na tarde desta segunda-feira, 09, a Licença de Instalação que autoriza o início das obras para o empreendimento Estaleiro Ecovix Porto Alegre, a ser instalado na avenida Mauá, 2852, em área de 1.648 metros quadrados. A atividade será focada na fabricação, montagem e reparação em embarcações e estruturas flutuantes.

A licença estabelece condicionantes e restrições, como a instalação de placa no local, informando sobre a licença da Smam para obra, juntamente com as responsabilidades técnicas. Dentre outras obrigações, a empresa deverá instalar sistemas de controle de emissões atmosféricas oriundas dos processos de corte e solda e apresentar projeto detalhado de caixa separadora de óleo e lama, conforme o Decreto Municipal 9.750/90. Deverá, ainda, elaborar projeto de tratamento acústico nos espaços fechados, de forma a minimizar sons excessivos, além de separar os resíduos, sendo vedada a queima a céu aberto. Terá, também, de implementar na íntegra o Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos.

Após a conclusão das obras, para obter a Licença de Operação, que possibilita o início do funcionamento do estabelecimento, o empreendedor deverá apresentar Carta de Habitação emitida pela Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov), alvará do Corpo de Bombeiros, cópia do contrato com Equipe de Pronto Atendimento a Emergência para atendimento ao empreendimento, com sede na região metropolitana de Porto Alegre.

A licença é válida por um ano.

Prefeitura de Porto Alegre

Localização

estaleiro-ecovix-porto-alegre

Achei estranho a instalação de um estaleiro nesta área, justamente onde haverá as torres do Projeto do Cais Mauá. Praticamente em frente à Rodoviária. Vamos aguardar e ver como vai ser ….

Pelo Google, o número que deram é neste local acima. Mas acho que é conforme a imagem abaixo:

estaleiro-ecovix-porto-alegre2

Leia também:

17/01/2013  –  Ecovix produzirá módulos de plataformas de petróleo em Porto Alegre



Categorias:Economia da cidade, Economia Estadual, Industrialização de Porto Alegre

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23 respostas

  1. Noticia boa, geração de empregos na área naval, construção de módulos para plataforma de petróleo pela Ecovix.

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  2. Eu não sei onde anda a cabeça de vocês, vamos a alguns fatos que todos esquecem.
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    Temos um sistema fluvial de dar inveja a qualquer país do mundo.
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    A navegação fluvial para o transporte de cargas é o meio mais sustentável e barato de transporte.
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    O investimento que foi feito durante 150 anos de história no porto de Porto Alegre (PORTO Alegre, PORTO Alegre, PORTO Alegre…., entenderam a cidade tem o nome de PORTO!!!!) foi algo que hoje o estado não teria condições de fazer. Lembre-se que o nosso porto foi produto de uma série de aterros como o da própria Voluntários da Pátria (até o início do século passado o rio ia até a Voluntários).
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    Criar um porto (mesmo somente fluvial) próximo a região metropolitana hoje em dia por limitações ambientais é verdadeiramente impossível.
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    Estamos perdendo dinheiro transportando cargas via rodoviária com um custo social altíssimo (cargas pesadas em caminhões comparada com os automóveis destroem as rodovias na relação de 1:10.000).
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    Agora o ponto que todos vocês não vão gostar: Puerto Madero era um porto do século XIX que já estava COMPLETAMENTE DESATIVADO, e Buenos Aires continua com seu porto em outro lugar. Logo, qualquer analogia do porto da nossa cidade com Puerto Madero, não tem pé nem cabeça.
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    A partir disto tudo, ainda ficam surpresos com a utilização de parte do porto para uma pequena atividade industrial. CERTAMENTE UM PEQUENO ESTALEIRO PODE GERAR MAIS RIQUEZA A UMA CIDADE DO QUE UM HOTEL NUM LOCAL SUJEITO A INUNDAÇÕES.
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    Nenhum empresário em sã consciência vai construir um mega empreendimento num local em que as cheias podem atingir e hóspedes teriam que sair de caíque do hotel.
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    Caiam na real, temos uma orla maravilhosa, com dezenas de locais mais favoráveis para construir um hotel do que no Porto.
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    Olhem no post anterior sobre a construções de novos hotéis em PORTO Alegre, nenhum dos empreendedores pensou em utilizar o terreno previsto para construir seus hotéis, no máximo eles ficaram na MAUÁ (isto mesmo um hotel de segunda linha).
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    O Tarso está dando linha para o mega-projeto do porto se afogar por ele mesmo.
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    NÃO VAI SAIR NADA DE RELEVANTE NAQUELA ÁREA, a não ser algo (como um pequeno estaleiro) que tenha como motivo principal o USO DO RIO.

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    • Está demorando para vir alguém propor a reativação do Cais da Mauá como porto.

      Pelo amor de Deus!

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      • Julião.
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        Eu não estou propondo nada, só estou trazendo algo para a realidade.
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        Aquele sonho todo do cais do porto virando um Puerto Madero, vai ser demonstrado infactível não por partidos políticos nem por ONGs contra ou a favor, quem vai trazer para a realidade é uma coisa que é adorada por muitos (não por mim), O MERCADO.
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        Qualquer empreendedor de respeito, antes de tomar uma decisão que comprometa o SEU DINHEIRO, vai pedir um estudo sobre a probabilidade de ocorrências de cheias na região, e não vai dar outra o sujeito vai desistir.
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        O projeto do porto vingou porque na época pensavam (e provavelmente estava combinado) utilizar dinheiro público! Agora a vaca secou, e para fazer algo ou será com dinheiro próprio ou com financiamento que deverá ser pago. Para conseguir um financiamento eles vão ter que apresentar um estudo de riscos e incorporando aos riscos naturais de fazer um investimento em uma área degradada, vai ficar difícil provar a viabilidade, principalmente se contarmos com obras faraônicas.

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    • Muito bem colocado… Me fez pensar na riqueza da cidade de Hamburgo com aquele porto gigantesco.

      Em Hamburgo conseguiram transformar a “diversidade cultural” criada por um porto no passado em um centro de cultura, centro logístico e um centro universitário que atrai estudantes buscando toda esse tipo ambiente.

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    • Observação Rogério: nós também já temos nosso outro porto. O Cais Navegantes, ao longo de toda a Castelo Branco, onde ainda vemos alguma atividade considerável. O Cais Mauá está desativado há anos. Ao menos aqueles guindastes velhos não se mexem desde que eu me conheço por gente.

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  3. Dizem também que o Estado está perdendo dinheiro porque está deixando de alugar os galpões e a empresa imitida na posse a mais de um ano não está fazendo nem a conservação. Até a feira do livro no cais está ameaçada. Em razão da super safra está faltando lugar para guardar fertilizantes e há muitas empresas interessadas nos galpões.

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  4. Ao que tudo indica a área deverá ser retomada pelo Estado, uma vez que a empresa que ganhou a licitação não tem condições economicas para fazer a obra. Um servidor da SPH me disse que o Tarço está empurrando com a barriga a retomada do porto para não pegar mal para ele. Talvez o idel seria relicitar o cais com uma área menor, a atual (2,8km) é muito grande e cara de ser feita. Até o calçamento é tombado.

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