Associação quer preservação do Museu Júlio de Castilhos

Museu Júlio de Castilhos Foto: Gilberto Simon

Museu Júlio de Castilhos Foto: Gilberto Simon

Na Tribuna Popular da Câmara Municipal de Porto Alegre, nesta segunda-feira (16/9), a Associação Comunitária do Centro Histórico tratou do projeto de lei do Executivo, que estabelece incentivos para a conclusão das obras de prédios inacabados na região central da Capital. Em nome da entidade, Rogério Veit fez um resgate da discussão sobre a proposta da Prefeitura. “Questionamos a legalidade deste projeto, que se ancora em Plano Diretor anterior ao atual”, afirmou.

Veit destacou, em especial, imóvel localizado próximo ao Museu Júlio de Castilhos, instalado em dois antigos casarões de Porto Alegre, na rua Duque de Caxias. “Estamos preocupados com o futuro que cabe a nós projetar hoje. Nossa preocupação deve ser voltada ao coletivo. Preservar nossos museus e praças, e não abonar o que pode causar impacto negativo. Queremos a proteção do Museu Júlio de Castilhos e a defesa da paz e da segurança da vizinhança, e não o benefício de um empreendedor em detrimento dos demais moradores”, complementou.

Segundo ele, a rua Duque de Caxias é estreita e veículos que sejam estacionados na via causarão grande impacto. “Se autorizarmos esta obra, com certeza na carona virá outra obra ao lado do museu. E daqui a alguns anos estaremos discutindo para onde será levado o museu, que sucumbirá prensado entre dois espigões”, alertou. Veit disse, ainda, que para finalizar obras inacabadas e construir prédios novos não se pode colocar em risco o patrimônio histórico e cultural de Porto Alegre. “As leis mudaram por clemência, e mudaram justamente em razão do mal que alguns empreendimentos causaram à nossa cidade. Este certamente é um deles.”

Para finalizar, o representante da Associação Comunitária do Centro Histórico pediu que se faça um estudo detalhado de todos os imóveis passíveis de serem enquadrados no projeto de lei por meio de um grupo de trabalho com representantes de universidades e do conjunto de moradores.

Texto: Maurício Macedo (reg. prof. 9532)
Edição: Helio Panzenhagen (reg. prof. 7154)

Câmara Municipal

 



Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Patrimônio Histórico, Restaurações | Reformas

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7 respostas

  1. olha só, sou advinho: 5 espigólatras em chamas comentaram.

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  2. Mais uma q liga o nada a lugar nenhum .

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  3. Eu moro no centro, no entanto muita coisa eu nao concordei, tem um tom de retrogrado que nao me agrada

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  4. “Se autorizarmos esta obra, com certeza na carona virá outra obra ao lado do museu. E daqui a alguns anos estaremos discutindo para onde será levado o museu, que sucumbirá prensado entre dois espigões”,

    E o kiko?

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  5. Aposto que esse senhor tambem mora em um edificio no Centro….nao quer mais “espigoes”? Entao pare de ser hipocrita, mude-se para uma chacara e ai sim venha reclamar dos “espigoes” do Centro.

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  6. Se o terreno está vazio, é particular, e a construção será de um porte respeitoso ao conjunto da rua, não vejo por quê não. Aliás, só vejo bons motivos.

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  7. espigólatras em fúria reclamando da “turma do não” em 3, 2, 1…

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