Curitiba: dando uma aula de como levar cicloestruturas a sério.

Curitiba terá mais 300 km de vias cicláveis e investimento de R$ 90 milhões para consolidar novo modal

A Prefeitura de Curitiba vai investir até 2016 mais de R$ 90 milhões na implantação do novo Plano Diretor Cicloviário. O plano, anunciado nesta sexta-feira (6) pelo prefeito Gustavo Fruet, prevê a implantação de 300 quilômetros de vias cicláveis na cidade – mais do que o dobro da malha cicloviária atual, que é de 127 quilômetros –, a instalação de bicicletários junto aos terminais de ônibus (para integrar os dois modais) e uma série de outras medidas que, juntas, efetivam a bicicleta como um modal de transporte em Curitiba (ver detalhes abaixo).

“Estamos dando um importante passo na consolidação da bicicleta como modal de transporte, levando as vias cicláveis não somente às áreas mais centrais, mas também em direção à região sul do município, onde muitos trabalhadores utilizam a bicicleta como meio de transporte diário”, disse Fruet, que deixou o Ippuc, após o anúncio do plano, em sua bicicleta.

Elaborado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), o Plano Diretor Cicloviário de Curitiba será um marco de humanização dos espaços públicos, atendendo aos anseios de parte da população que tem na bicicleta um meio de locomoção para o trabalho, estudo e lazer ou prática desportiva. “O plano também vai colaborar para a melhoria das vias e calçadas de Curitiba, pois não é possível implantar infraestrutura cicloviária sem melhorar ou corrigir erros da infraestrutura viária existente”, destacou o presidente do Ippuc, Sérgio Póvoa Pires.

Dos 300 quilômetros de vias cicláveis a serem implantados, 90 quilômetros são ciclorotas (vias de tráfego comum e de baixo movimento, em que veículos motorizados e bicicletas compartilham o mesmo espaço, com preferência para os ciclistas): 80 quilômetros são vias calmas (nas quais a velocidade máxima para veículos motorizados será reduzida e os ciclistas circularão em áreas demarcadas) e 130 quilômetros, outros tipos, como ciclovias, ciclofaixas e passeios compartilhados entre pedestres e ciclistas.

Parceria

Durante o evento foi assinado um acordo que formaliza a parceria entre o Ippuc e a CicloIguaçu – Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu, estabelecendo um novo tipo de relacionamento entre o poder público e a sociedade civil organizada. Dessa maneira, a Prefeitura consegue se aproximar, com mais rapidez e precisão, da realidade enfrentada pelos ciclistas em seu dia a dia.

“A bicicleta traz silêncio para a cidade, humaniza os espaços, reduz a poluição e é um elemento pacificador do trânsito. Eu estou muito emocionado com esse momento, pois é a primeira vez que o movimento cicloativista tem voz e espaço junto à administração pública”, disse Jorge Brand, o Goura, que preside a CicloIguaçu.

Dedicada ao cicloativismo, a associação tem colaborado com o Ippuc na identificação de problemas e na busca por alternativas para a questão cicloviária em Curitiba, além de auxiliar em situações pontuais. No mês de agosto, a CicloIguaçu colaborou ativamente na realização de uma pesquisa por amostragem que buscou identificar o perfil dos ciclistas que trafegam pela Avenida Sete de Setembro, no centro da cidade.

Também em parceria com o Ippuc, a CicloIguaçu lançou a campanha intitulada “Ciclorota – Qual é a sua?”. Realizada pela Internet, entre os dia 28 de agosto e 8 de setembro, a consulta tem o objetivo de levantar quais são os locais em que os ciclistas de Curitiba gostariam de ver implantadas ciclorotas. As três sugestões mais votadas deverão ser objeto de estudo e projeto por parte do IPPUC para, posteriormente, serem implantadas. A CicloIguaçu é uma Organização Não Governamental que congrega mais de 300 cicloativistas e conta com milhares de seguidores nas redes sociais.

Para saber mais detalhes dos projetos, consulte a fonte desta notícia, abaixo.

Fonte: Prefeitura de Curitiba

Notaram a diferença? São 300 quilômetros previstos para dois anos e meio. Além disso, Curitiba sabe diferenciar ciclovia de ciclofaixa e de via ciclável. Sabem diferenciar paraciclo de bicicletário. Abraçaram também o conceito de via calma, já em voga na Europa. Em resumo, estão em sintonia com o que o urbanismo moderno propõe. Não só isso, mas Curitiba também tem uma instituição dedicada ao planejamento da cidade à longo prazo, e essa instituição ouve os cilclistas na hora de planejar ciclovias. 

Porto Alegre, enquanto isso, trata cicloestruturas como lixo, faz tudo de qualquer jeito e ainda por cima demora pra fazer. Ou vocês esqueceram que a ciclocoisa da Ipiranga já está em obras faz dois anos e não está nem na metade? Vanguarda do atraso, em todos os sentidos.



Categorias:Bicicleta, Ciclofaixas, ciclovias, Infraestrutura, Meios de Transporte / Trânsito, paraciclos, Qualidade de vida, Sustentabilidade

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27 respostas

  1. Pessoal, não se iludam com essa notícia. Projetos e notícias sobre Curitiba existem aos montes, o que não significa que isso tudo seja ou se torne verdade.

    Para começar, Curitiba NÃO tem mais de 100km de ciclovias. Se tem 10km – somando todos os parques – é muito. O que acontece aqui é que calçadas se tornam ciclovias compartilhadas da noite para o dia, mas não são utilizadas por ciclitas pois, os mesmos, usam as vias exclusivas de ônibus para se locomover. Ou seja, não infraestrutura adequada.

    Provavelmente, esse projeto não vai se tornar realidade, infelizmente. Curitibanos adoram dizer que foram os pioneiros de tudo. Que vivem na melhor cidade e etc. A realidade é que a cidade é bonita no centro – ponto!

    Mas ela não é limpa. As pessoas não são educadas. A maior parte da cidade não tem calçadas e, onde tem, são extremamente irregulares e deterioradas. A propaganda de Curitiba extrapola e muito a realidade. Eu moro em Curitiba. Não sou gaúcho mas sei que os gaúchos são incomparávelmente mais educados.

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  2. Curitiba nas capitais brasileiras foi pioneira na implementação de ciclovias, lembro que nos anos 90 já tinha em torno, de 100 km. Mas li essa informação que contradiz essa anunciada… http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/09/20/pioneira-na-implantacao-de-ciclovias-curitiba-fica-para-tras.htm

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  3. Projetos, aqui também temos aos montes.

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