Impasse atrasa obras do sistema BRT em Porto Alegre

Obras em três corredores por onde circularão os ônibus do sistema BRT, em Porto Alegre, estão praticamente paradas

Segundo o TCE, há sobrepreço em itens da obra créditos: Divulgação

Segundo o TCE, há sobrepreço em itens da obra
créditos: Divulgação

Isso ocorre porque o Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou sobrepreço em dois serviços executados pelos consórcios que venceram a licitação — fresagem e sinalização.

De acordo com o TCE, esses itens estariam 100% e 30% acima do preço de mercado, respectivamente. Por isso, o órgão orientou (e a prefeitura seguiu) a retenção do pagamento do valor excedente. O prefeito José Fortunati explicou, em entrevista à Rádio Gaúcha, que o edital de licitação contempla tabela indicada pela Caixa, por onde passa o financiamento, e não tabela da Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov), que tem preços mais baixos:

— O que fez o Tribunal de Contas? Há um sobrepreço neste item e, por isso, o que a prefeitura de Porto Alegre deve pagar é pelo preço menor, ou seja, da tabela da Smov, e não pelo preço maior, apontado pela Caixa Econômica Federal.

O secretário municipal de Gestão, Urbano Schmitt, diz que só não há paralisação total nos três corredores — João Pessoa, Protásio Alves e Bento Gonçalves — porque serviços complementares, como meio-fio e calçada, são realizados.

— Evidente que vai ter um atraso, mas a gente espera que, no menor tempo possível, seja dirimido — relata o secretário, acrescentando que a fresagem, retirada do asfalto para colocação das placas de concreto, é a principal parte da obra.

Schmitt afirma que as empresas responsáveis pelas obras, contrariadas com a decisão de não pagamento do excedente, pararam a execução dos dois serviços, questionaram a retenção dos valores na Justiça e obtiveram uma liminar favorável. Agora, a administração municipal espera uma decisão final do Judiciário e do TCE para que os trabalhos sejam retomados. Na Padre Cacique, conforme a prefeitura, não houve mudança.

Portal Mobilize Brasil



Categorias:BRT, Meios de Transporte / Trânsito, onibus

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6 respostas

  1. Uma palavra:bagunça.

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  2. Considerando que “todas as obras” atrasam por aqui na terra do atraso… tu poderia publicar as coisas somente quando elas forem finalizadas.

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  3. É muita incapacidade de criar e gerir projetos.

    Só não sei que de BRT estão falando, não existe isso sendo construído em POA.

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  4. Bem que o tribunal de contas podia cobrar a diferença apontada DEPOIS de terminar as obras ao invés de ferrar a população parando as obras.

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    • Exatamente cgasparetto! Ou então poderiam pelo menos deixar os corredores operacionais de novo.
      .
      E se ficarem discutindo anos na justiça por mim está beleza já que as obras são para Olimpíadas do Rio Guaíba 2059 à tarde.

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