Arquitetos e urbanistas apóiam preservação das casas da Luciana de Abreu

Movimento Moinhos Vive recebe apoio do IAB l Foto: Moinhos Vive

Movimento Moinhos Vive recebe apoio do IAB l Foto: Moinhos Vive

Arquitetos e urbanistas de 13 estados brasileiros e de Brasília apóiam o movimento em defesa das casas geminadas da rua Luciano de Abreu, em Porto Alegre. Projetadas pelo arquiteto alemão Theo Wiederspahn, as casas não foram reconhecidas, até agora, como patrimônio artístico, histórico e cultural da cidade e correm o risco de ceder espaço para a construção de um edifício com 16 andares. A comunidade do bairro Moinhos de Vento está mobilizada há 10 anos na defesa dos imóveis.

Os conselheiros do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), que participaram, em Porto Alegre, da 144ª Reunião do Conselho Superior (Cosu) da entidade assinaram moção de apoio às instituições, entidades e moradores que defendem a inclusão do casario como patrimônio da cidade.

A moção

Aprovada por unanimidade pelo plenário do Cosu, a moção pela preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural das cidades brasileiras,foi proposta por representantes do Rio Grande do Sul, Ceará, Paraná, Brasília, Bahia, Mato Grosso do Sul e Pernambuco. O texto afirma:

“Considerando:

1. O recorrente desrespeito pela história das cidades brasileiras e do patrimônio arquitetônico por parte das grandes empresas de empreendimentos imobiliários;

2. As dificuldades de setores do poder público responsáveis de zelar pela preservação do patrimônio, que resultam, muitas vezes, em uma atuação frágil e vacilante;

3. A responsabilidade dos arquitetos e urbanistas frente a esta prática predatória dos testemunhos de nossa história;

4. O episódio específico de risco de demolição de imóveis em Porto Alegre com características históricas culturais e arquitetônicas importantes – conjunto de casas na Rua Luciana de Abreu, no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

O Conselho Superior do IAB manifesta:

§ No entendimento que esta prática deve ser eliminada e substituída pela valorização das cidades brasileiras, de seu patrimônio histórico, artístico e cultural, representado com destaque por sua arquitetura:

§ Total apoio às instituições, entidades e moradores que estão defendendo a preservação do casario da Rua Luciana de Abreu, conjunto arquitetônico representativo de um período histórico e da paisagem urbana daquele bairro e da cidade.”

SUL 21



Categorias:Patrimônio Histórico

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41 respostas

  1. Há algumas informações neste texto que não são verdadeiras; outras são de mérito discutível. Em primeiro lugar, não há provas de que foram feitas por Widersphan. Segundo, se foi ele mesmo, foi um ponto baixo em sua carreira. Terceiro, não se pode preservar uma casa simplesmente porque ela foi feita por um alemão. Quarto,as casas não têm valor estético e histórico. Foi a Prefeitura do PT (2003) que decidiu isso, acertadamente, aliás. Por fim, não é a comunidade do Moinho de Vento que está mobilizada em defesa das casas. É o bando de velhinhos falidos do Moinhos Vive junto com mais outro que mora no prédio ao lado das casas. O grande temor dele é que não haja sol na cobertura com piscina que ele tem a partir da construção de um edifício ao lado…Foi este que iniciou o movimento e preservação das casas, proposta de enorme alcance social e cultural, como se vê…

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  2. O que chama a atenção é o silêncio da Pref. Mun. POA com referência a este assunto, que via de fato tivesse um planejamento voltado para o futuro, poderíamos inclusive agregar ao projeto as referidas casas, uma bela idéia.

    Mas neste país, tudo pode, tudo vale, falta visão política administrativa. É só verificar o que realizou os países de 1º Mundo, em que a preservação de parte histórica das cidades tem sido preservadas, inclusive, nós Brasileiros temos o privilégio de conhecer e aplaudir atitudes como essa.

    Mas como estamos no 3º Mundo, este é o resultado.

    Aliás, não vejo a hora desta turma do Paço Municipal terminar essa indigesta administração melancólica.

    E Agora José?????????????????????????????????

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  3. A verticalização desenfreada da cidade,principalmente em áreas bem servidas de infraestrutura publica e privada é um ótimo negocio para as construtoras e meljor ainda para o poder publico.Imaginem voces quanto vai render de IPTU por metro 2 estes prédios,certamente muito mais que a atual ocupação. Não tenho o privilegio de morar no Moinhos,mas é triste ver a transição que o bairro vive aos poucos cheios de caixotes cada vez mais altos. Quanto a NY se não houvesse o Central Park os monumentos historicos e os museus e os teatros só sobraria a alegria da brazucada compras.

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  4. Pela lógica de alguns comentaristas aqui, não se poderia tombar nenhum imóvel privado. No entanto dezenas foram tombados e os proprietários certamente perderam dinheiro com isso. E com razão porque se impõe o interesse público. Só porque a Goldzstein comprou o terreno ela não pode levar “o tufo” como tantos outros proprietários de imóveis tombados? E nem seria tão grande porque reformando e alugando as casas ainda teria um belo lucro. Mas no nosso país impera a canalhice dos empresários. É quase imoral que eles não tenham o maior lucro possível e dane-se o resto.

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