O local do novo aeroporto

aeroporto-20-de-setembroGoverno gaúcho refez nesta segunda (23), no Palácio Piratini, o local da construção do novo aeroporto 20 de setembro, que agora ficará no limite entre Nova Santa Rita e Portão, na Região Metropolitana, a cerca de 35 quilômetros de Porto Alegre. A decisão encerra um impasse com a Aeronáutica, que alegava problemas de tráfego aéreo na região do V Comar, em Canoas, e junto ao Aeroporto Salgado Filho em Porto Alegre.

Segundo o secretário Caleb de Oliveira, a definição do local vai permitir agora que o Governo avance nas negociações a respeito do modelo de construção. A ideia é contar com duas pistas que permitam aterrissagens e decolagens simultâneas e um terminal de passageiros que atenda ao padrão internacional.

O secretário destacou ainda que a área do aeroporto – 1,7 mil hectares – vai possibilitar a ampliação do número de pistas.

Sobre a modelagem econômica, afirmou que o objetivo é tratar de possíveis empreendedores e fontes de financiamento durante missão do Governo do Estado à China, prevista para este ano. Já o diretor do DAP, Roberto Carvalho Netto, revelou que o modelo adotado para a construção do aeroporto tem como referência o de Atlanta, EUA, um dos mais movimentados do mundo com 90 milhões de passageiros por ano.

Affonso Ritter

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Do Correio do Povo:

Proposta para novo aeroporto no RS recebe correções

Terminal pode ser implementado em dez anos, na divisa entre Nova Santa Rita e Portão

Uma alternativa a um problema técnico que emperrava o projeto do Aeroporto 20 de Setembro foi apresentada nesta segunda-feira no Palácio Piratini. O desenho das duas pistas foi reposicionado, de modo a não causar interferência com o Aeroporto Salgado Filho e com a Base Aérea de Canoas. Com isso, a localização do futuro terminal foi confirmada na divisa entre os municípios de Nova Santa Rita e Portão, a 35 quilômetros de Porto Alegre.

A definição do local encerra um impasse com a Aeronáutica, que havia alertado para possíveis problemas no tráfego aéreo da região. “O que se fez foi reposicionar as pistas tanto no sentido Norte-Sul como também algumas milhas ao Norte, porque com isso as linhas de aproximação dessas infraestruturas portuárias ficaram paralelas, não interferindo uma com a outra”, explicou o secretário estadual de Infraestrutura e Logística (Seinfra), Caleb de Oliveira.

De acordo com o assessor de Relações Institucionais do 5º Comando Aéreo Regional (Comar), coronel Uirassú Litwinski, o reposicionamento elimina o problema de interferência no tráfego aéreo, especialmente no que se refere à base aérea. Com relação ao Aeroporto Salgado Filho, segundo ele, o problema pode ser reduzido por meio de um tratamento técnico, já que o atual terminal está mais distante do futuro aeroporto do que a base de Canoas.

Conforme o coronel, a Aeronáutica nunca foi contrária ao projeto. “Desde o primeiro momento nos colocamos numa posição dizendo que a definição do local do aeroporto seria do governo do Estado. Uma vez definido o local, a Aeronáutica faria então uma análise técnica informando dos problemas e da maneira como tudo poderia ser contornado”, afirmou.

PPP deve ser opção para construção

Superado o problema da interferência, o governo do Estado busca agora alternativas para o financiamento da obra. Não há um valor estimado e nem prazo para a conclusão, mas segundo o diretor do Departamento Aeroportuário (DAP), Roberto de Carvalho Netto, o tempo de construção não costuma ser menor do que dez anos. “É o prazo que se espera que o Salgado Filho resista ao crescimento do tráfego”, observou. Se o período for maior, ele prevê um gargalo logístico no Rio Grande do Sul. O modelo de financiamento, por sua vez, ainda não está definido. O governo irá buscar recursos por meio da União, mas não descarta uma parceria público-privada (PPP).

A área escolhida para a construção do novo aeroporto possui 1,7 mil hectares. A projeção é de que o novo terminal tenha padrão internacional e seja maior do que o Salgado Filho. O número de pistas poderá passar de duas para quatro no futuro. Segundo Carvalho Netto, o conceito levou em conta o aeroporto de Atlanta (EUA), um dos maiores do mundo. “É evidente que não precisamos disto num primeiro momento, mas temos de enxergar dentro de um plano diretor aeroportuário, que lá adiante quem sabe vamos precisar”, destacou.



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71 respostas

  1. Há um projeto de plataforma logística a ser implantado no Bairro Niterói que irá usar a pista da BACO.

    Quanto a esse novo aeroporto a localização tem que ser essa mesma, de Canoas até Novo Hamburgo (contando apenas Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Novo Hamburgo) temos praticamente 1 milhão de pessoas.

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  2. Ideal=novo aeroporto (bem planejado, com metro ou aereomovel até a capital, entorno e tudo mais…), expansão da pista do salgado filho, aumento e revitalização do terminal de passageiros se não um novo, criação de uma malha ferroviária completa no rs…isso sim iria desafogar o tráfico aéreo e terrestre…claro q isso nunca seria possível no Brasil, mas há lugares no mundo onde aeroportos foram construídos sobre a água…com criação de ilhas artificiais e etc…claro q isso tem um custo muito diferenciado e nem sei se seria possível e viável fazer isso, mas poderia se construir um aeroporto sobre o guariba…sonhando….

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  3. Se para iniciar as obras de ampliação da pista com mais de 900 metros a coisa é tão complicada, imagina, sair um novo aeroporto. O que interessa na verdade são as verbas que encheram os bolsos alheios e os demais investidores interessados nos seus focos. Amplia o Salgado Filho muito bem localizado com integração do aeromóvel com o metrô e toda a Grande Poa. Por falar nisso, quando é que começarão as obras prometidas pela infraero?

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