Pesquisa aponta mobilidade como maior problema estrutural de Porto Alegre

Levantamento mostra que ruas e avenidas da Capital não acompanharam aumento da frota de carros

Levantamento mostra que ruas e avenidas da Capital não acompanharam aumento da frota de carros Crédito: Mauro Schaefer / CP Memória

Levantamento mostra que ruas e avenidas da Capital não acompanharam aumento da frota de carros
Crédito: Mauro Schaefer / CP Memória

O trânsito e o transporte público são os maiores problemas de infraestrutura de Porto Alegre, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira pelo Sindicato Nacional de Arquitetura e Engenharia (Sinaenco/RS). De acordo com 70% dos entrevistados, os problemas relacionados à mobilidade urbana são os que causam maior impacto na vida da população. A Capital possui uma das maiores taxas de motorização do país: um automóvel por 2,79 habitantes. Na última década, o número de veículos na região Metropolitana obteve um crescimento maior que 80% na frota de veículos.

De acordo com o presidente do Sinaenco/RS, Edgard Cândia, a infraestrutura da cidade não acompanhou esse aumento. “Os problemas se acumularam nas duas últimas décadas, devido principalmente à falta de planejamento com uma visão integrada da macrometrópole”, argumentou. Para Cândia, a mobilidade urbana é, sem dúvida, a principal questão que precisa ser resolvida em um curto prazo.

“Embora nossa Capital tenha 12 vias radiais e três perimetrais, o número crescente de veículos a cada ano emplacados em Porto Alegre, somado ao fato de que contamos com inúmeras ruas estreitas, inadequadas para o volume de tráfego, e muitas delas com pavimentação de baixa qualidade, os congestionamentos aumentaram extraordinariamente nos últimos anos, tornando-se um fator de piora da qualidade de vida”, destacou.

Moradia também é problema

Para 12% dos entrevistados, a questão de moradia também causa preocupação com relação a infraestrutura. Este número, de acordo com Cândia, reflete a urgência do desenvolvimento de projetos e obras habitacionais destinadas à população de baixa e baixíssima renda, que mora em habitações subnormais, as favelas, responsáveis por abrigar quase um quarto da população (22%) da Capital. O levantamento, realizado de 16 a 20 de setembro e que ouviu 890 pessoas, faz parte do evento “De olho no futuro: Como estará Porto Alegre daqui a 25 anos?”, que será realizado nesta quarta-feira no Hotel Deville.

O encontro contará com palestrantes com ampla experiência em planejamento urbano e infraestrutura que vão enriquecer as discussões em torno da mobilidade urbana, desenvolvimento imobiliário saneamento e habitação de Porto Alegre nos últimos e próximos 25 anos. Para ter acesso ao programa do evento, realizar as inscrições, que são gratuitas, e contribuir com propostas basta acessar o site.

Correio do Povo



Categorias:Meios de Transporte / Trânsito

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12 respostas

  1. Nenhuma novidade, e para resolver precisamos de transporte de massa.

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  2. solução: transporte público. sem precisar duplicar rua nenhuma.

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    • Obs: Transporte público de alta qualidade. Pq transporte público qualquer lugarejo tem.

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    • A solução é simples, nenhum ônibus de outra cidade(grande POA) entra em porto alegre, quando chegar na entrada da cidade troca-se para os ônibus circulares que vão fazer um trajeto fixo nas áreas principais, e os coletivos dos bairros desembocam em paradas onde passam estes ônibus circulares, e somente estes circulares vão até o centro.
      Simples rápido e desafoga o transito.

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    • Fora isso, é preciso mudar o conceito de que carro é sonho de consumo. Sei que é meio utópico, mas o que qualquer um de nós sonhava até completar 18 anos? Ter carro.

      Isso lota as cidades, polui e é caro. O dinheiro que podia ser gasto na faculdade ou num intercâmbio, enfim, na formação bem mais profunda de um sujeito, é desperdiçada num carrinho pra ir em balada quando poderia ir de carona ou táxi, ir pra praia quando poderia ir de ônibus, ir pro trabalho quando poderia ir de bicicleta ou ônibus.

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  3. Obvio, nos ultimos 500 anos, quais os grandes investimentos no transporte em Poa?

    Não só de carro, mas em geral.

    O Trensurb praticamente nào atende Poa.
    Os bondes foram retirados
    As ruas são as mesmas desde 1200 ac
    Algumas avenidas duplicadas, mas no geral, em areas sem muita densidade.
    Onibus novos, em geral, sem ar.
    Ferrovias? Nada
    Meia duzia de ciclovia ligando porr@ nenhuma com a casa do baralho
    Ruas fechadas no centro
    Ruas abertas no centro
    Corredores de onibus construidos para uma demanda do seculo passado…

    Ai não tem cidade que aguente…
    hahaha

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  4. Precisaram fazer (e gastar com) uma pesquisa para descobrir isso?

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  5. excesso de carros ou falta de ruas..? Círculo vicioso esse

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  6. Mais uma do paralelo 30 :

    http://jornalggn.com.br/noticia/vinte-capitais-do-pais-tem-agua-contaminada-por-cafeina-e-produtos-de-limpeza

    Vinte capitais do país têm água contaminada por cafeína e produtos de limpeza

    ter, 24/09/2013 – 11:09 – Atualizado em 24/09/2013 – 17:33

    Jornal GGN – Uma população estimada em 40 milhões de pessoas, residentes em 20 capitais do país, está passível de contaminação por elementos que podem alterar o sistema hormonal do corpo. O alerta é do INCTAA (Instituto Nacional de Ciências e Tecnologias Analíticas Avançadas) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), que publicou estudo que aponta um total de aproximadamente 800 “interferentes endócrinos”, que também podem agir sobre o organismo de animais.

    Falhas no sistema endócrino comprometem não apenas o bom desenvolvimento do corpo, mas até a capacidade de reprodução. Um dos elementos contaminantes detectado nos mananciais em todo o país é a cafeína. As capitais com os maiores índices dessa substância são PORTO ALEGRE ….

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    • Nassif? Nassif pra mim é tipo o Políbio, jornalista de última categoria. Dá um monte de notícia de furada, nunca se retrata e às vezes inventa umas histórias loucas pra aparecer ou fazer média. Tipo quando ele disse que o grande mestre diplomático Lula tinha intermediado a libertação da Sakineh, quando na verdade ela continua prisioneira até hoje.

      Olha esse caso: o cara lança uma parada no mínimo polêmica, mas se eu quiser saber mais vou ficar chupando o dedo, pois a fonte do cara é “uma pesquisa da UNICAMP”. Uma pesquisa sem nome, sem autores, sem publicação em meio científico algum.

      É como se o pessoal tivesse se esquecido que dá pra fazer link na internet, sabe?

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      • http://www.revistatae.com.br/artigos.asp?id=108&fase=c

        Cafeína na água

        por Dr. Luciano Peske Ceron

        Um estudo realizado em 16 capitais brasileiras colocou Porto Alegre na liderança de um ranking indesejado. A água tratada que chega à casa dos porto-alegrenses registra a maior concentração de cafeína do país. De forma isolada, a substância existe no café e no chimarrão não é prejudicial à saúde, mas os níveis detectados (centenas de nanogramas por litro) significa, segundo os pesquisadores, que o manancial usado está comprometido pela poluição e que a água oferecida para consumo tem alta probabilidade de conter contaminantes potencialmente perigosos.
        A contaminação está em uma pesquisa do Instituto Nacional de Ciências e Tecnologias Analíticas Avançadas, que fica na UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas), em parceria com a UNB (Universidade de Brasília), Universidade Estadual do Norte Fluminense e as federais de Pernambuco, Paraíba e Paraná.
        As coletas foram feitas no ano passado. Na capital gaúcha, foram coletadas três amostras em imóveis que são abastecidos pelas estações Moinhos de Vento, Menino Deus e São João do DMAE (Departamento Municipal de Água e Esgotos). O índice por capital não foi informado pelos pesquisadores sob a alegação de que a pesquisa fará parte de uma tese de doutoramento, que exige dados inéditos. Atrás de Porto Alegre vem São Paulo.
        A cafeína é um composto químico de fórmula C8H10N4O2, conforme a figura abaixo, classificado como alcaloide do grupo das xantinas e designado quimicamente como 1,3,7-trimetilxantina. Além de atuar sobre o sistema nervoso central, aumenta a produção do suco gástrico, decorrente da alteração metabólica pela mesma. Devido ao estímulo do sistema nervoso, a cafeína favorece o estado de alerta. Em excesso, a cafeína pode ocasionar alguns sintomas como irritabilidade, agitação, ansiedade, dor de cabeça e insônia.

        Nos últimos anos, descobriu-se que a presença de cafeína está associada à contaminação por mais de 500 substâncias sobre as quais ainda não existe legislação. Um bom sistema de tratamento de esgoto remove 95% da cafeína despejada pela população. Boa parte do que resiste a esse processo é eliminado depois, quando a água é processada para consumo humano. Mas se o esgoto não é tratado, a cafeína chega à água tratada. Com ela, vêm hormônios (a maior parte eliminados na urina e nas fezes de mulheres que usam pílulas anticoncepcionais), atrazina (um herbicida), fenolftaleína (laxante) e triclosan (bactericida presente em sabonetes, desodorantes e enxaguatórios bucais). ..

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