Valcke aumenta pressão e só vê acessos como essenciais

Secretário-geral da Fifa disse que presença física da entidade serve para agilizar obras para a Copa

Jérome Valcke que presença física da entidade serve para agilizar obras para a Copa  Crédito: Divulgação / Inter / CP

Jérome Valcke que presença física da entidade serve para agilizar obras para a Copa Crédito: Divulgação / Inter / CP

A Fifa está no Brasil. Na Capital gaúcha, para a primeira parte de uma visita que também tem Cuiabá no cronograma, o secretário-geral da Fifa, Jérome Valcke, falou sobre a proximidade da Copa do Mundo do próximo ano. O dirigente da entidade máxima do futebol disse que a presença dos organizadores do evento nas cidades-sede serve para pressionar o poder público e os gestores das obras e mostrar que estão atentos a tudo o que acontece. Além disso, teceu elogios a Porto Alegre e afirmou que o que interessa para o Mundial é o estádio e o entorno.

Durante a manhã, o francês chegou a Porto Alegre com atraso. Se reuniu com os membros do conselho de administração do Comitê Organizador Local, Ronaldo e Bebeto, e demais autoridades gaúchas, além do presidente do Inter, Giovanni Luigi. Na sequência, adentrou o gramado e observou as obras do Beira-Rio, após dar dois ingressos simbólicos para operários que terão acesso ao local em um jogo da Copa do Mundo.

“É uma visita de um time técnico, começando amanhã. O que estamos fazendo é para ter certeza de que o que estamos olhando está lá. Queremos ver espaço, uso do espaço, a construção para organizar. Precisamos do campo, de vestiário, de espaço para controladores, para árbitros. E também para dar uma certa pressão, mostrar que estamos acompanhando, que não estamos apenas sentados em Zurique. É importante e estamos trabalhando para o Brasil, é o projeto mais importante para a Fifa. E vamos voltar”, declarou Valcke.

Valcke comandou a comitiva que vistoriou o Beira-Rio e as obras do viaduto Pinheiro Borda, no entorno do estádio. Para a Fifa, esse é o ponto mais importante. O secretário-geral afirmou que não tem responsabilidade no legado que ficará para a cidade que não diz respeito ao local dos jogos. Algumas obras previstas pelo governo do Rio Grande do Sul e pela prefeitura de Porto Alegre, prometidas para 2014, não estarão terminadas, como o sistema de Bus Rapid Transit (BRT) e viadutos na terceira perimetral.

“O que importa para a Fifa é o estádio e o fácil acesso para o estádio e para a cidade. O problema é que a Copa é uma busca para projetos, e não posso falar do status depois da Copa. Tem coisas que são necessárias para o Mundial e tem outras coisas para a cidade, que é responsabilidade da cidade”, completou Valcke.

O francês terá uma rodada de reuniões com os representantes do estado, no Palácio Piratini, e com demais autoridades locais. A próxima cidade a ser visitada é Cuiabá.

Correio do Povo



Categorias:COPA 2014

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3 respostas

  1. Esse corredor da Padre Cacique, sai do nada e vai dar no nada? Sai do viaduto da José de Alencar e termina no novo viaduto? É isso ou entendi errado?

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  2. Ou seja, dos prometidos legados da Copa só teremos mesmo uma conta de dezenas de bilhões de reais…; ah, e os estádios de futebol modernizados (só espero que não sejam obras feitas com a técnica do Engenhão).

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  3. Se a Padre Caciquei, Pinheiro Borda e arredores do estádio ficarem prontos e sem gambiarras, já estaremos no lucro, mas lembrando que faltam 8 meses e não 8 anos, e sendo Brasil, bom, esperemos!!!!!

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