Presidente Dilma confirma recursos para o Metrô de Porto Alegre

Dilma destacou determinação de Fortunati para a conquista do metrô   Foto: Luciano Lanes / PMPA

Dilma destacou determinação de Fortunati para a conquista do metrô Foto: Luciano Lanes / PMPA

O sonho porto-alegrense do Metrô começa a sair do papel com as garantias das condições técnicas e financeiras firmadas no acordo entre os governos federal, estadual e municipal. Neste sábado, 12, a presidente Dilma Rousseff confirmou a destinação de recursos federais que viabiliza a construção do Metrô da Capital em cerimônia marcada pela sinergia entre as três esferas de poder. O evento ocorreu no Plenário da Assembleia Legislativa.

No projeto atualizado do metrô, o governo federal destinará R$ 1,770 bilhão a fundo perdido; o investimento da prefeitura totalizará R$ 1,385 bilhão, somando R$ 690 milhões em financiamento para a execução da obra, R$ 195 milhões para as desapropriações e R$ 500 milhões em 25 parcelas de R$ 20 milhões como contraprestação do serviço durante a operação. O governo do Estado fará aporte de R$ 1,080 bilhão em financiamento, e o parceiro privado participará com R$ 1,303 bilhão.

Prefeito elogiou empenho da presidenta para que o sonho se tornasse real   Foto: Luciano Lanes / PMPA

Prefeito elogiou empenho da presidenta para que o sonho se tornasse real Foto: Luciano Lanes / PMPA

Durante o evento, Fortunati e Tarso assinaram um Termo de Compromisso para a criação de uma empresa gestora para o Metrô, que será responsável pela contratação, execução e operação das linhas. A prefeitura e o estado terão 30 dias para aprovar a criação da empresa no Legislativo estadual e municipal.

Prefeito anuncia nova PMI – Em seu pronunciamento, Fortunati anunciou que na próxima semana assinará uma nova proposta de Manifestação de Interesse (PMI) para a construção do Metrô. Conforme o prefeito, num prazo de 90 dias, as empresas interessadas deverão apresentar estudos mais aprofundados sobre o desenvolvimento da obra à operação. “São dados rigorosamente técnicos que nos dão maior segurança jurídica, técnica e financeira, assim teremos confiança e credibilidade para avançar”, afirmou. Conforme o Ministro de Estado das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, a proposta com novo modelo traçado foi baseada na PMI anterior, que serviu para evoluir o projeto.

“Precisamos ter a cautela que uma obra desse porte exige de nós, faremos todo o esforço para que o Metrô aconteça com a maior transparência e dentro do interesse público da obra. Me empenhei e continuarei me empenhando até o final do meu mandato para que essa obra aconteça. Hoje é um momento festivo da cidade de Porto Alegre ”, disse o prefeito, emocionado.

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Mobilização da União, Prefeitura e Estado – A presidenta ressaltou esforços que culminaram na conquista do Metrô: a teimosia, determinação e vontade política do prefeito Fortunati e do governador, assim como a responsabilidade no planejamento da infraestrutura da mobilidade urbana que é trabalhado na Capital, prevendo a integração de diferentes modais de transporte. Em seu discurso, enfatizou que a prioridade do seu governo é construir Metrô nas grandes cidades, uma estrutura de transporte mais adequada possível nas cidades médias, em que se possam integrar modais e caminhar para o bilhete único.

Fortunati não poupou elogios à presidenta Dilma: “É com muito orgulho e muita alegria que temos aqui a sua presença, mas mais do que isso, tivemos toda a vontade política para que esse sonho se tornasse realidade”. Agradecendo o empenho da presidenta, Fortunati recordou o início das discussões sobre o Metrô, em 1997, quando o prefeito de Porto Alegre era Raul Pont e a presidenta era ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República. “Foi a primeira vez que o governo federal começou a fazer uma discussão séria para tentarmos viabilizar o Metrô”.

Para mostrar a complexidade da construção, o prefeito citou como exemplo a maior cidade do país que mais tem Metrô, São Paulo, que conta com apenas 54 km de linha. “Isso demonstra a dificuldade que o país sempre enfrentou”. Fortunati também agradeceu ao governador Tarso Genro que, segundo ele, foi fundamental para que as negociações avançassem. Além dos secretários municipais, agradeceu também às equipes técnicas que se dedicaram e acreditaram no processo.

O governador Tarso Genro destacou o resultado da capacidade de unir esforços para a solução dos impasses. “Estou orgulhoso de estar compartilhando essa grande iniciativa de estratégia de mobilidade urbana da cidade que é a Capital de todos os gaúchos”.

Participaram da cerimônia a primeira-dama Regina Becker, o vice-prefeito Sebastião Melo e os secretários municipais que se envolveram diretamente no processo. Também estiveram presentes o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Pedro Westphalen; o ministro de Estado do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas; o ministro de Estado das Cidades, Aguinaldo Ribeiro; a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário; e a ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Helena Chagas.

Reforços para a mobilidade urbana – Além do Metrô, a presidenta também anunciou recursos da ordem de R$ 200 milhões para obras e projetos na Região Metropolitana de Porto Alegre. Uma das obras será o alargamento da avenida Protásio Alves, com implantação da faixa lateral exclusiva para os ônibus até o limite do município de Porto Alegre com Viamão e Alvorada, com investimento de R$ 145,5 milhões. Serão destinados também R$ 500 mil para a elaboração do projeto de alargamento da avenida Castelo Branco, na entrada de Porto Alegre, que ligará a Freeway até a rodoviária da cidade, para a instalação de faixa exclusiva de transporte coletivo. A obra na principal via de acesso ao município atenderá aos passageiros de 443 linhas de ônibus que trafegam diariamente neste trecho nas horas de pico. Também está previsto investimento para elaboração do projeto do corredor de ônibus na Perimetral Metropolitana para atender Porto Alegre, Viamão e Alvorada.

Traçado

O Metrô de Porto Alegre está baseado em um modelo de integração com o sistema BRT (transporte rápido de ônibus) e com o Trensurb. Para garantir a viabilidade técnica e financeira da obra, o projeto foi atualizado, otimizando o traçado e definindo estações enxutas e funcionais.

A obra prevê extensão total de 11,7 km. O traçado inclui o trecho de 10,3 km da Linha 1, do Terminal Triângulo (zona Norte) até a Esquina Democrática (Centro Histórico) e o trecho de conexão de 1,4 km até o Complexo de Manutenção. O espaço para estacionamento e manutenção dos trens será instalado em área da Rede Ferroviária, localizada no bairro Humaitá, próximo à Estação Aeroporto do Trensurb.

A atualização do trajeto, inicialmente estendido até as proximidades da Fiergs, deve-se à impossibilidade técnica de instalar a área de manutenção dos trens no terreno no final da avenida Assis Brasil, que seria desapropriado. O traçado do metrô será concluído no Terminal Triângulo, onde existe a demanda concentrada de transporte coletivo. Dando seqüência ao sistema, até a Fiergs, haverá corredores exclusivos de ônibus para conexão com a Região Metropolitana.

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Tecnologia e infraestrutura – Com tecnologia baseada em um Metrô de alimentação elétrica, a previsão é atender diariamente 325 mil usuários, ampliando a oferta de transporte coletivo e estimulando a redução do uso do automóvel. O projeto prevê no mínimo 10 estações (Triângulo, Cristo Redentor, Obirici, São João, Dom Pedro II, Cairú, São Pedro, Florida, Conceição, Rua da Praia).

Estações exclusivas

Estações específicas para acesso ao metrô, com terminal de ônibus na superfície. O acesso às plataformas de embarque será via passeio público, prevendo saguão em túnel vertical e conexão às plataformas em túnel horizontal.

Método construtivo

Para evitar transtornos na mobilidade urbana durante as obras, a escavação do túnel será pelo método shield (tatuzão), com escavação profunda mecanizada.

Nova Proposta de Manifestação de Interesse (PMI) – A nova PMI estabelece 90 dias para empresas interessadas no projeto apresentarem estudos sobre o desenvolvimento da obra, a infraestrutura e a operação do serviço. A prefeitura realizará essa etapa antes da licitação para garantir transparência, sustentação técnica, segurança e otimização dos recursos públicos. O documento define as diretrizes mínimas de traçado e infraestrutura do serviço, que poderão ser qualificadas e ampliadas conforme as propostas de viabilidade técnica e financeira apresentadas.

Características do Projeto

  • Integração – Integração com os diferentes meios de transporte e sistema BRT, conectados na rede metropolitana.
  • Mobilidade urbana – Ligação do Centro à Zona Norte, com 10,3 km de traçado e com 10 estações no trajeto.
  • Projeto estruturante – Urbanização de toda a área envolvida ao longo do trajeto do Metrô, com ciclovias, passeios, arborização e paisagismo.
  • Acesso a todos – Mesma tarifa do ônibus de Porto Alegre, integrada à utilização das linhas urbanas e metropolitanas e ao Trensurb, garantindo atuais isenções.
  • Conforto – Bilhetagem eletrônica, climatização nos trens e estações, acomodações confortáveis, portas automáticas, informação e infraestrutura de atendimento ao usuário.

Características técnicas

  • Número de trens: 18 + 3 composições
  • Total de veículos: 72 + 12 carros
  • Velocidade média: 35 km/h
  • Intervalo entre viagens (hora pico): 2,5 minutos
  • Velocidade máxima: 80 km/h
  • Demanda prevista (dia): 325.000 passageiros/dia
  • Demanda potencial (hora pico): 22.000 passageiros/h/sentido
  • Capacidade máxima hora pico): 43.200 passageiros/h/sentido

Critérios de seleção

  • Disponibilidade – Maior disponibilidade do serviço: horário de operação e frequência.
  • Eficiência – Considerando o menor tempo de viagem e as etapas do processo de deslocamento: informação, acesso ao sistema, pagamento, espera na plataforma, deslocamento, transbordo e o desembarque.
  • Acessibilidade – Plena acessibilidade ao sistema: deslocamento, acesso às estações e aos serviços internos, incluindo bilhetagem, embarque, desembarque e interligação com outros modais.
  • Conforto – Melhor infraestrutura de assentos, ruído, iluminação, climatização, vibração, facilidades ergonômicas, sanitários e oferta de comércio e serviços.
  • Segurança – Planos de emergência, ações preventivas, dispositivos e equipamentos com o objetivo de minimizar os riscos de acidentes.
  • Atendimento – Ações, estrutura física e equipamentos para interface e informação ao usuário.
  • Informação – Recursos de informação dinâmica e estática, visual e sonora, nos veículos, nas estações, nos acessos, no entorno e à distância.

Modelo de negócio da PPP – CONCESSÃO PATROCINADA DE OBRA e prestação de serviço público, através de aportes de recursos durante a construção da obra. PRAZO DE CONCESSÃO DE 30 ANOS, sendo 5 anos de obras e 25 anos de operação. CONTRAPRESTAÇÕES ANUAIS a partir do início da operação dos serviços, vinculada ao cumprimento dos indicadores e níveis de serviços operacionais.

O futuro – O projeto do Metrô de Porto Alegre prevê ainda a possibilidade de ampliação futura do traçado do Centro Histórico até a avenida Antônio de Carvalho (Fase 2), com 10,5 km a mais, passando pela Azenha. A extensão permitirá aumentar o atendimento diário de 325 mil para cerca de 450 mil usuários no trajeto até a Azenha e atender até 585 mil usuários até Antônio de Carvalho. A ampliação do traçado irá favorecer o trânsito entre as regiões da cidade e os municípios vizinhos, reduzindo o tempo de viagem, sem transferência no Centro da cidade.

CRONOLOGIA

  • 30 MARÇO 2011 – Cadastro do projeto do MetrôPoa no Ministério das Cidades.
  • 14 OUTUBRO 2011 – Presidenta Dilma Rousseff anuncia investimento federal de R$ 1 bilhão.
  • 8 AGOSTO 2012 – Publicação no Diário Oficial da União da Medida Provisória da PPP.
  • 10 SETEMBRO 2012 – Lançada a Proposta de Manifestação de Interesse (PMI) para o MetrôPoa.
  • 7 FEVEREIRO 2013 – Entrega das propostas para o MetrôPoa.
  • 15 ABRIL 2013 – Resultado das Análises das Propostas da 1ª PMI, que motiva atualização do projeto e revisão do orçamento da obra.
  • 24 JUNHO 2013 – A presidenta Dilma Rousseff anuncia, em rede nacional, cinco pactos, entre os quais o do transporte público, que deve destinar R$ 50 bilhões a novos investimentos em obras de mobilidade urbana.
  • 7 JULHO 2013 – A Prefeitura de Porto Alegre formaliza junto ao governo federal proposta de ampliação de recursos federais para viabilizar o projeto do Metrô.
  • 12 OUTUBRO 2013 – A presidenta Dilma Rousseff confirma em Porto Alegre os recursos que garantem a viabilidade técnica e financeira para concretizar a obra, e é anunciada a nova Proposta de Manifestação de Interesse (PMI).

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Prefeitura de Porto Alegre

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Veja o vídeo:



Categorias:Meios de Transporte / Trânsito, Metro Linha 2

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43 respostas

  1. Eu achei otima a noticia, no entanto o trajeto me pareceu terrivel! Um metro que vai pra zona norte e nao tem estaçao no iguatemi? Que tem um trajeto paralelo ao trensurb? Estaçoes na farrapos… Quem quer ir lá?
    Nao entendi se é tatuzao porque tem que seguir o trajeto das ruas?

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  2. Sabem porquê nada vai adiante?

    Porque todos somos pessoas do mesmo saco. Os envolvidos na negociação do metrô e os envolvidos nesse fórum. É só dar uma olhada aqui pra cima e veremos como TODOS NÓS somos. Todo mundo tem a melhor ideia, ninguém quer discutir a ideia dos outros. Só comenta quando quer esculhambar o que o outro pensou.

    E isso se reflete nos nossos políticos. Ou será que lá também não teve reunião sobre o traçado? Claro que teve! Só que deve ter um bando de gente igual aos daqui: cada um com sua ideia, sem ouvir nem desenvolver a ideia do outro. Ninguém quer que a sua ideia seja melhorada. Quer a sua ideia pura aplicada, como se fosse a melhor do mundo.

    Se o pessoal ler todos os comentários, vão perceber que tem um monte de ideia diferente. E é assim mesmo, normal! Tem um monte de ideia que dá pra se juntar com outras e formar um plano muito bom, talvez té melhor do que o já traçado.

    Mas não, cada um tem o seu umbigo e só olha para o seu.

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  3. OFF Mais do mesmo

    http://www.facebook.com/vitor.videversus?hc_location=stream

    Vitor Vieira
    há ± um minuto
    VOCÊ QUER SABER COMO SE FRAUDA UM CONTRATO NO GOVERNO DO PREFEITO JOSÉ FORTUNATI? ENTÃO LÁ VAI UMA PROVA: O CAMINHÃO CAÇAMBA BASCULANTE, DE PLACA IHM 8434, ANO DE FABRICAÇÃO 1973, PORTANTO COM 40 ANOS DE VIDA ÚTIL, FOI UTILIZADO (SERÁ QUE AINDA NÃO ESTÁ SENDO UTILIZADO) NO SERVIÇO DE CAPINA DAS RUAS DE PORTO ALEGRE PELA EMPRESA MECANICAPINA. ESSA EMPRESA FOI CONTRATADA PELO GOVERNO JOSÉ FORTUNATI SEM LICITAÇÃO, EM CONTRATO EMERGENCIAL. DETALHE: O PROJETO BÁSICO (PLANILHAS DE CUSTOS) E O CONTRATO DO PROCESSO SELETIVO EXIGIAM CAMINHÕES COM NO MÁXIMO 10 ANOS DE USO. QUE TAL, HEIN? ISSO AS AUDITORIAS EXTERNAS DO TRIBUNAL DE CONTAS NUNCA VÊEM. ESSE CAMINHÃO IHM 8434 TEM APENAS (!!!!) 30 ANOS A MAIS DO QUE O PERMITIDO. QUAL É O NOME QUE OS CONSELHEIROS DO TRIBUNAL DE CONTAS DARIAM PARA ISSO? E OS PROMOTORES DO MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL, O QUE DIRIAM DISSO?

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  4. Bom seria o compartilhamento da linha 2 pela Trensurb entre o Centro e o Aeroporto, desativando o antigo traçado e fazendo o alargamento da Av. Castelo Branco.

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  5. Discordo da visão apresentada sobre o quanto seríamos atrasados em relação aos países desenvolvidos que “já estão buscando soluções muito melhores…” Amigo, eles estão buscando estas outras soluções porque já implantaram suas redes de metrô vastíssimas e que em certos casos não há sequer mais como expandir por já cobrirem toda a extensão urbana das cidades. Se não as tivessem suas metrópoles provavelmente seriam escrotas e caóticas como as nossas, nada funcionais e gerando perdas econômicas, que não lhes permitiriam ser tão ricos a ponto de hoje poderem investir além dos seus metrôs em novas e complementares redes de transporte alternativo que aprimoram ainda mais a mobilidade urbana. Acho que o nosso atraso é realmente pelo fato de que até hoje esta que um dia já foi a principal cidade da Região Sul, ter ficado literalmente parada no tempo e não possuir ainda linhas de metrô para oferecer para sua população. Apesar de achar o anúncio positivo, no sentido do primeiro passo, não posso deixar de observar que por outro lado a grande potência emergente, a China, por exemplo na cidade de Xangai implantou em 20 anos 440 Km de metrô, ou seja a cada 10 anos 220 km! Nós agora em Porto Alegre temos a promessa de 10 km em 07 anos. Tri medíocre, e ainda ao invés de exigirmos mais e melhor, entramos no jogo do “países desenvolvidos já estão buscando soluções melhores”. Vemos que a mentalidade chinesa é de liderança e os caras não titubeam, se esforçam ao máximo e se saem vitoriosos, razão pela qual são eles os únicos capazes de fato de ameaçar a hegemonia americana e européia, pois primeiro copiam aquilo que dá certo e depois vão melhorando. Então por hora dá-lhe linhas e mais linhas de metrô o quanto mais vastas possível em todas grandes cidades e ainda a incrível implantação de linhas de trem-bala conectando os extremos absurdos daquele país continental (nós sonhando com Rio-Sampa). Diferença radical, tudo primeiro uma questão de mentalidade (gigante), materializada em planejamento (audacioso), e implantada através de atitude (forte e seríssima), tudo o quê não prevalece por aqui, definitivamente.

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  6. No Brasil as possiveis soluções para o transporte coletivo tem de ser caras e se possivel ineficientes para que se possa gastar novamente.Adivinha quem ganha?

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    • Metrô, VLT ou qualquer outra coisa que involva trens é muito caro, mesmo não tendo corrupção nem desperdício. Os valores de km construido do metrô pelo mundo são esses mesmo: 100 mi os baratos, 1 bi os caros (por quilômetro!). Sendo que o que mais influencia o valor é o terreno.

      A unica solução barata para transporte coletivo é ônibus. Só que não. Onibus não é solução.

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  7. Esse metrô de Porto Alegre me faz ver o quanto somos atrasados! Países desenvolvidos já estão buscando soluções muito melhores para o transporte público, mais modernas, econômicas e rápidas e nós aqui, ainda, brigando pra termos um metrô ultrapassado, que vai custar BILHÕES, vai demorar – no mínimo – 7 anos pra ser concluído (o que eu duvido muito, imagino que vá levar no mínimo uns 12) e, o pior, é que não vai atender a cidade inteira. Inclusive vai refazer um trajeto que o Trensurb já faz. Por que não tentar outra coisa? O aeromóvel tá aí, muito mais econômico, limpo e moderno.. Deu certo lá no aeroporto, por que não investir e tentar levar pra cidade inteira?

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    • Lógica fascinante: “deu certo lá no aeroporto, por que não iria dar certo na cidade inteira?”. Fantástico!

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      • Acho que tu não sabe ler direito, ou finge não saber. Eu falei que se deu certo lá, pode – talvez – com investimento, dar certo na cidade inteira, pra expressar isso usei a palavra TENTAR. Agora me diz tu, então, que é tão entendido, o que esse metrô tem de tão superior em relação ao aeromóvel e porque é tão certo que vá dar certo? Me desculpa, mas o metrô vai ficar pronto só depois de 2020! E só vai servir a zona norte (e nem toda ela), até lá a zona sul já vai estar mais do que saturada, visto que todos os novos empreendimentos estão migrando pra cá, o que já está se tornando um caos… Até 2020 já vão precisar de mais uns 2 ou 3 metrôs como esse. Por isso sou a favor de ESTUDAR, INVESTIR e TENTAR outras alternativas.

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    • Outros países já tem extensas malhas metroviárias, e por isso investem em soluções pontuais rápidas e práticas, como VLT’s (muitos aproveitam antigas linhas de bondes). Vai querer me dizer que cidades como Paris, Londres e Nova York erraram em construir centenas de km de metrô, mesmo em uma época que era mais abrato de construir as linhas (épocas sem a mínima preocupação com segurança do trabalho), ou mesmo Shanghai e Pequim, que aumentam constantemente a malha, almejando os 1000 km!

      Quanto o que o metrô tem de tão especial em relação ao aeromovel? Capacidade de passageiros, 40 mil/hora/sentido contra 20 mil/hora/sentido.

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      • Argumentos assim que me fazem repensar a ideia do metrô, e não comentários vazios que só vem ofender, sem acrescentar nada. Mas reitero a ideia de que, pra mim, esse metrô continua sendo uma alternativa ruim. E pontuo que só usei o aeromóvel como exemplo de transporte alternativo. Também não acho que apenas com ele seria possível resolver todo o problema do transporte público da cidade. O que quero dizer, com isso, é que se os porto-alegrenses fossem mais “ousados”, acharíamos soluções melhores – e mais baratas – pro transporte. É só olharem o exemplo de Curitiba, a cidade inovou e hoje serve de exemplo pro Brasil e mundo inteiro (e não tô aqui querendo falar de mobilidade, porque sei que Curitiba ainda sofre dos mesmos problemas que nós em relação ao trânsito e ao transporte, mas falo de inovação e forma de pensamento, apenas).

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  8. Com sorte teremos metrô em poa lá por 2030

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  9. Cristóvão! Cristóvão! Cristóvão!

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  10. Essas PPPs brasileiras são meio bizarras.

    Parcerias desse tipo mundo afora geralmente funcionam com o governo concedendo o right-of-way e licenças para o empreteiro, que fica responsável por construir e operar por um tempo fixo (geralmente 30 anos), retornando tudo pro governo depois. Ou seja, nessas PPPs “de verdade”, o governo gasta muito pouco inicialmente (essencialmente só desapropriações e burocracias), deixando o heavy-lifting do dinheiro pro investidor, que por sua vez pode explorar o serviço por bastante tempo, tendo inclusive algumas garantias de rentabilidade.

    No Brasil, por outro lado, a PPP é com o governo dando o grosso da grana pra construir (no caso, 70%), o investidor dá uma rebinha que acho que compra só os veículos e depois o lucro tá garantidíssimo por 25 anos, com a certeza que dá pra mexer uns pauzinhos lá na frente e extender por mais 25.

    Enfim, é uma parceria público-privado. O público entra com a bunda.

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    • Exatamente isto fmobus.

      Com a divulgação no final do ano passado de que seria lançado uma PMI para o metrô de Porto Alegre, pelo menos 2 grupos internacionais se mobilizaram para participar e elaboraram estudos para apresentar soluções compatíveis com os recursos até então existentes (R$ 2,3 bi). E um deles, imaginando que os recursos anunciados não estariam disponíveis regularmente, vinham com recursos próprios garantidos pelo banco de fomento do país de orígem.

      Só não participaram da PMI porque a mesma foi elaborada e, provavelmente a próxima também o será, com uma solução que exclui investidores sérios, cujos objetivos não são somente construir, mas operar, manter e expandir o sistema, nos moldes que você citou.

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    • As PPP não são uma parceria simples. O que as empresas querem é lucro, se o governo não entrar com grana (desapropriações, etc), para garantir o lucro da empresa, esse tipo de parceria não saí. Porque esses projetos não são rentáveis para as empresas. Para você ter uma ideia, o primeiro metro que está tentando sair em forma de PPP aqui em São Paulo, está no terceiro edital! E a cada edital que é lançado e fracassa, o governo vai entrando com mais recursos, para garantir a viabilidade do projeto, lógico. E aqui em São Paulo estamos falando do governo do PSDB, que se diz que se entende muito bem com a iniciativa privada, mas já fracassou duas vezes. Lógico que se fosse com o PT, a pancada da impressa seria muito maior.

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      • Você leu o que eu escrevi? Nas PPPs mundo afora o governo banca só desapropriação e burocracias licenciamento. A obra em si é do privado. Aqui, querem fazer uma PPP onde o governo vai pagar o grosso da conta total, e o privado vai pagar uma merreca. Esse grosso com certeza vai ser mais do que as desapropriações – até porque serão poucas pra uma obra essencialmente subterrânea. O governo está pagando OBRA, e quem vai explorar a operação é o privado.

        Não é PPP, é maracutaia da grossa.

        Se leva anos e anos, editais e editais pra fazer a PPP acontecer, e quando ela acontece o governo tem que arriar as calças pros privados, é porque alguma coisa está errada. Francamente, eu já preferiria que o governo bancasse tudo. Dinheiro não está faltando.

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        • existem concessões patrocinadas e outras não. Faz-se privatizada porque, em tese, o particular não conseguiria recuperar o investimento no período previsto de concessão, limitado, em alguns casos, pela legislação. vocês precisam estudar mais os dois modelos.

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        • É, mas se não for assim não há interesse dos privados.

          Concordo contigo que tem algo muito errado, em o governo entrar com o grosso da grana, só que este algo é excesso de interferência do governo no modelo de negócio além da insegurança. Depois acontece igual na Petrobrás onde o governo impede esta de ter lucro, ferrando quem investiu dinheiro na companhia em ações, esperando um retorno que nunca veio.

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        • Pelo novo projeto, o custo para implantação deve ficar em torno de R$ 3,5 bi, se tomarmos como referência algumas obras similares em execução ou previstas no Brasil.

          Agora dá para entender o “esforço” que foi realizado pelo Fortunati, pelo Tarso e pela Dilma para encontrar uma “equação financeira”.

          A contrapartida do parceiro privado (R$ 1,3 bi) será pró-forma. E ainda leva como brinde os lucros das obras civis com shield, a Trensurb e R$ 20 mi durante 25 anos.

          Uma questão que você bem levantou: será que a iniciativa privada do Brasil entraria neste negócio se fosse adotado o modelo “right-of-way” utilizado na maioria dos países que implantam este tipo de empreendimento?

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        • Existem vários tipos de PPP, nos aerportos o governo faz a concessão e não investe praticamente um tostão. No metro a realidade é outra, é isto que estou querendo colocar. Mas é muito mais fácil falar que o governo está fazendo maracutaia, do que realmente tentar entender a complexidade deste tipo de obra. Onde os players do mercado são poucos, geralmente multinacionais, e que estabelecem redes (carteis) para elevar o preço da licitação. E alias você falar que as desapropriações são poucas é porque você desconhece o investimento que tem de ser feito nisso, essa é uma das partes que mais preocupam a iniciativa privada.

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  11. Pra que criar uma empresa para operar e executar a linha se já existe a Trensurb?
    E essa segunda parte do traçado que beneficia apenas a Pucrs e não vai até o Campus da Ufrgs, aliás, não inclui nenhum campus da Ufrgs por perto. O ideal é que a próxima linha (e não apenas uma extensão dessa) faça uma trajetória semelhante a da linha D43 da Carris.

    E quanto à extensão até a Fiergs, já sei como conseguir dinheiro. É simples, deixa a Trensurb como a parceira pública da linha 2, e acaba de uma vez com a palhaçada de extensão da linha 1 até Sapiranga e estende a linha 2 em superfície ou elevada até a Fiergs. Ou vão dizer agora que Sapiranga precisa mais de metrô do que a zona norte de Porto Alegre, Cachoeirinha e Gravataí juntas?

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    • Qual Trensurb? A que implantou todo o sistema original (27 km, 15 estações, pátio) e para qual foram disponibilizados USD 300 milhões, utilizou USD 252 milhões e devolveu o que sobrou? A que inaugurou o sistema em 04 de março de 1985, data esta definida mais de 1 ano antes? A que tinha a maioria de seus funcionários com reconhecida capacidade técnica e gerencial, oriundos da iniciativa privada e da extinta RFFSA?

      Ou a Trensurb de agora, cuja direção está fazendo sucateamento, aumento da passagem, arrocho salarial e demissões dos funcionários de carreira, aumento nos cargos e salários de CC’s e FG’s (Partidarismo) para entregar este patrimônio desvalorizado para absorção pela PPP? Que somente agora adquiriu novos trens que serão repassados no pacote a ser entregue, evitando que a empresa privada que irá assumir tenha que investir no equipamento? A Trensurb da qual o ex-presidente da empresa, Marco Arildo Cunha entrou em licença não remunerada há dois anos para responder pelos interesses da Invepar, empresa privada que quer construir e operar o metrô de Porto Alegre, mas propõe também a privatização da própria Trensurb, visando operar o complexo como uma coisa só?

      Quanto a sugestão de levar até a Fiergs é boa e poderia ser viabilizada se não houvessem outros interesses.

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    • Corretíssimo Guilherme, a extensão da linha do metro até a Fiergs, interligando com um sistema tipo BRT de Cachoeirinha, Gravatai, Glorinha.

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  12. Versão do Políbio :

    http://polibiobraga.blogspot.com.br/2013/10/fortunati-diz-que-metro-so-esta-saindo.html

    sábado, 12 de outubro de 2013
    Fortunati diz que metrô só está saindo por empenho pessoal de Dilma

    A foto é do site http://www.zerohora.com.br

    Dilma, Tarso e Fortunati encontram-se neste momento (13h) na Assembléia do RS, onde a troika lançou oficialmente o projeto do metrô de Porto Alegre.

    . É o metrô-papel de Dilma, prometido por ela na campanha eleitoral de 2010 e que é novamente usado na campanha eleitoral de 2014.

    . O prefeito José Fortunati ignorou sua própria relevância no processo e desconsiderou os esforços do governador Tarso Genro, lembrando o seguinte:

    – Isto tudo sai por empenho pessoal de Dilma.

    . Foi uma estocada em Tarso, que na semana decisiva das conversações de Brasília esteve no Chile participando de uma tertúlia filosófica e política com grupelhos da esquerda latinoamericana.

    . Ninguém falou sequer em projeto ou formato do negócio, porque Dilma Roussef enfiou goela abaixo de Tarso e Fortunati o ato deste sábado, mesmo sem saber exatamente o que irá acontecer.
    Postado por Polibio Braga

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    • Marco Arilda Cunha é o articulador nos bastidores . Ah, OAS …

      http://polibiobraga.blogspot.com.br/2013/10/o-grupo-oas-guarulhos-linha-amarela.html

      sábado, 12 de outubro de 2013
      O grupo OAS (Guarulhos, Linha Amarela) manobra para se apossar do Trensurb e uni-lo ao metrô de Porto Alegre
      Neste noticiário sobre o anúncio da construção do metrô de Porto Alegre, que farão hoje Dilma, Tarso e Fortunati, na Assembléia, não será discutida a questão da privatização de Trensurb e sua ligação com o metrô, que pode ser negócio de R$ 5 bilhões (preços de abril/2013), conforme denuncia o próprio Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários e Conexas do Estado do Rio Grande do Sul – Sindimetrô/ RS).

      . O candidato à mão do Trensurb e do metrô, unidos numa empresa só e num só sistema, o que até parece muito racional, já que eles são conexos de fato e elevariam a escala, é a Invepar, do grupo OAS, a mesma que já explora a Linha Amarela, Rio, e o Aeroporto de Guarulhos, SP, entre outros negócios no Brasil e no exterior.

      . O editor tem passado informações recorrentes que é enorme a estranheza do pessoal do Trensurb e do próprio Sindimetrô em relação a estatal federal do metrô de superfície da Grande Porto Alegre, diante do trânsito livre que possui ali o ex-presidente da empresa, Marco Arildo Cunha. Ele entrou em licença não remunerada há dois anos para responder pelos interesses da Invepar, empresa privada que quer construir e operar o metrô de Porto Alegre, mas propõe também a privatização do própria Trensurb, visando operar o complexo como uma coisa só. O metrô será construído com dinheiro federal, estadual, privado e municipal.

      . O trânsito livre do representante da Invepar até três meses atrás a serviço do grupo OAS, permite-lhe acesso a documentos que as outras empresas

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      • André, você esta certo em seu comentário. Infelizmente a grande maioria das pessoas não está conseguindo detectar a negociata montada nos 3 níveis de governo. Por isto eles levam adiante esta armação, com a certeza de impunidade. E as outras, inclusive da grande mídia, que tem parte significativa de seu faturamento oriundo de verbas publicitárias governamentais, só fazem questão de salientar o “presente” que os porto-alegrenses irão “ganhar” – e pagar, certamente.

        A hipocrisia das declarações de hoje no Plenário da Assembleia Legislativa só são permitidas acontecer num país onde um dos direitos mais importantes do cidadão – o de não ser vítima da corrupção – é desrespeitado com a maior cara de pau.

        De qualquer maneira, fica uma mensagem da Transparência Brasil:

        “Algumas atitudes tomadas pelas administrações e certos comportamentos das autoridades municipais se autodenunciam como fatores com muita chance de se relacionar à corrupção. Esses comportamentos são facilmente detectados, não demandando investigações mais profundas. Basta apenas uma observação mais atenta. A simples observação é um meio eficaz de detectar indícios típicos da existência de fraude na administração pública.”

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      • Seria uma boa unir o Trensurb e o metrô.

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      • Minha mãe trabalhou no trensurb 20 anos. Em todo esse tempo o sindimetrô usou esse absurdo de que o trensurb seria privatizado para torturar os funcionários psicologicamente e fazê-los votar no PT ou outros partidos de esquerda. Por favor, não propaguem esse ABSURDO.

        Privatizar um metrô não faz sentido nenhum pros “capitalistas”, só pros “socialistas”…

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  13. Eu sonho que eles vão fazer a conexão com o trensurb pelos túneis da garagem de manutenção.

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    • O argumento, válido por enquanto, é que um é subsidiado e o outro não. Isso torna o preço de um no mesmo patamar do ônibus, em torno de 2,80. E há de se concordar que seria extremamente antipático equiparar as tarifas para poder integrar o sistema!

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  14. Triste é ver a disputa pra saber quem é o pai dessa criança. Esqueceram que o mais importante é a população.

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