Nova Proposta de Interesse para o Metrô será lançada nesta terça

metropoaApós a confirmação dos recursos para a realização da obra pela presidente Dilma Rousseff no sábado, o prefeito José Fortunati e o Secretário de Estado do Planejamento João Motta assinam nesta terça-feira, 15, a Proposta de Manifestação de Interesse (PMI) para a construção do Metrô. A assinatura ocorrerá às 11h30, no Escritório Metropoa, na Padre Cacique 290, 3º andar, bairro Praia de Belas.

A nova PMI estabelece 90 dias para empresas interessadas no projeto apresentarem estudos sobre o desenvolvimento da obra, a infraestrutura e a operação do serviço. Conforme Fortunati, a prefeitura realizará essa etapa antes da licitação para garantir transparência, sustentação técnica, segurança e otimização dos recursos públicos. O documento define as diretrizes mínimas de traçado e infraestrutura do serviço, que poderão ser qualificadas e ampliadas conforme as propostas de viabilidade técnica e financeira apresentadas. “São dados rigorosamente técnicos que nos dão confiança e credibilidade para avançar com a maior transparência e dentro do interesse público da obra”, afirmou Fortunati, ressaltando que a proposta com novo modelo traçado foi baseada na PMI anterior, que serviu para evoluir o projeto.

No projeto atualizado do metrô, o governo federal destinará R$ 1,770 bilhão a fundo perdido; o investimento da prefeitura totalizará R$ 1,385 bilhão, somando R$ 690 milhões em financiamento para a execução da obra, R$ 195 milhões para as desapropriações e R$ 500 milhões em 25 parcelas de R$ 20 milhões como contraprestação do serviço durante a operação. O governo do Estado fará aporte de R$ 1,080 bilhão em financiamento, e o parceiro privado participará com R$ 1,303 bilhão.

Traçado – O Metrô de Porto Alegre está baseado em um modelo de integração com o sistema BRT (transporte rápido de ônibus) e com o Trensurb. Para garantir a viabilidade técnica e financeira da obra, o projeto foi atualizado, otimizando o traçado e definindo estações enxutas e funcionais.

A obra prevê extensão total de 11,7 km. O traçado inclui o trecho de 10,3 km da Linha 1, do Terminal Triângulo (zona Norte) até a Esquina Democrática (Centro Histórico) e o trecho de conexão de 1,4 km até o Complexo de Manutenção. O espaço para estacionamento e manutenção dos trens será instalado em área da Rede Ferroviária, localizada no bairro Humaitá, próximo à Estação Aeroporto do Trensurb.

A atualização do trajeto, inicialmente estendido até as proximidades da Fiergs, deve-se à impossibilidade técnica de instalar a área de manutenção dos trens no terreno no final da avenida Assis Brasil, que seria desapropriado. O traçado do metrô será concluído no Terminal Triângulo, onde existe a demanda concentrada de transporte coletivo. Dando seqüência ao sistema, até a Fiergs, haverá corredores exclusivos de ônibus para conexão com a Região Metropolitana.

Tecnologia e infraestrutura – Com tecnologia baseada em um Metrô de alimentação elétrica, a previsão é atender diariamente 325 mil usuários, ampliando a oferta de transporte coletivo e estimulando a redução do uso do automóvel. O projeto prevê no mínimo 10 estações (Triângulo, Cristo Redentor, Obirici, São João, Dom Pedro II, Cairú, São Pedro, Florida, Conceição, Rua da Praia).

Estações exclusivas – Estações específicas para acesso ao metrô, com terminal de ônibus na superfície. O acesso às plataformas de embarque será via passeio público, prevendo saguão em túnel vertical e conexão às plataformas em túnel horizontal.

Método construtivo – Para evitar transtornos na mobilidade urbana durante as obras, a escavação do túnel será pelo método shield (tatuzão), com escavação profunda mecanizada.

Características do Projeto

  • Integração – Integração com os diferentes meios de transporte e sistema BRT, conectados na rede metropolitana.
  • Mobilidade urbana – Ligação do Centro à Zona Norte, com 10,3 km de traçado e com 10 estações no trajeto.
  • Projeto estruturante – Urbanização de toda a área envolvida ao longo do trajeto do Metrô, com ciclovias, passeios, arborização e paisagismo.
  • Acesso a todos – Mesma tarifa do ônibus de Porto Alegre, integrada à utilização das linhas urbanas e metropolitanas e ao Trensurb, garantindo atuais isenções.
  • Conforto – Bilhetagem eletrônica, climatização nos trens e estações, acomodações confortáveis, portas automáticas, informação e infraestrutura de atendimento ao usuário.

Características técnicas

  • Número de trens: 18 + 3 composições
  • Total de veículos: 72 + 12 carros
  • Velocidade média: 35 km/h
  • Intervalo entre viagens (hora pico): 2,5 minutos
  • Velocidade máxima: 80 km/h
  • Demanda prevista (dia): 325.000 passageiros/dia
  • Demanda potencial (hora pico): 22.000 passageiros/h/sentido
  • Capacidade máxima hora pico): 43.200 passageiros/h/sentido

Critérios de seleção

  • Disponibilidade – Maior disponibilidade do serviço: horário de operação e frequência.
  • Eficiência – Considerando o menor tempo de viagem e as etapas do processo de deslocamento: informação, acesso ao sistema, pagamento, espera na plataforma, deslocamento, transbordo e o desembarque.
  • Acessibilidade – Plena acessibilidade ao sistema: deslocamento, acesso às estações e aos serviços internos, incluindo bilhetagem, embarque, desembarque e interligação com outros modais.
  • Conforto – Melhor infraestrutura de assentos, ruído, iluminação, climatização, vibração, facilidades ergonômicas, sanitários e oferta de comércio e serviços.
  • Segurança – Planos de emergência, ações preventivas, dispositivos e equipamentos com o objetivo de minimizar os riscos de acidentes.
  • Atendimento – Ações, estrutura física e equipamentos para interface e informação ao usuário.
  • Informação – Recursos de informação dinâmica e estática, visual e sonora, nos veículos, nas estações, nos acessos, no entorno e à distância.

Modelo de negócio da PPP – CONCESSÃO PATROCINADA DE OBRA e prestação de serviço público, através de aportes de recursos durante a construção da obra. PRAZO DE CONCESSÃO DE 30 ANOS, sendo 5 anos de obras e 25 anos de operação. CONTRAPRESTAÇÕES ANUAIS a partir do início da operação dos serviços, vinculada ao cumprimento dos indicadores e níveis de serviços operacionais.

Prefeitura de POA



Categorias:Metro Linha 2

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19 respostas

  1. Ontem: “A nova PMI estabelece 90 dias para empresas interessadas no projeto apresentarem estudos sobre o desenvolvimento da obra, a infraestrutura e a operação do serviço. Conforme Fortunati, a prefeitura realizará essa etapa antes da licitação para garantir transparência, sustentação técnica, segurança e otimização dos recursos públicos. ”

    Hoje: “Os primeiros 30 dias serão utilizados para uma “pré-qualificação” das empresas que se lançarem à concorrência, resumiu Fortunati. A etapa consiste na apresentação de estudos de viabilidade sobre o desenvolvimento do projeto, infraestrutura e operação do serviço. Os dados técnicos nos dão confiança e credibilidade para avançar com transparência e dentro do interesse público da obra — disse o prefeito.”

    Para maior segurança do “processo”, porque não estabelecer um prazo de 30 horas?

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    • Parabéns Olhodaprovidencia ! Aproveito o momento para perguntar se alguém tem contato com o mestre Rogerio Maesti, grande conhecedor da matéria. Sinto falta do argumentos sempre qualificados do professor .

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      • André, concordo contigo.

        Os cotidianos casos de corrupção e o deboche das autoridades e poderosos em relação ao restante da população muitas vezes acontecem porque o cidadão acaba tendo certeza absoluta de coisas inteiramente difusas divulgadas por estas autoridades para esconder coisa muito maior, e tendo dúvidas sobre coisa óbvias e inegáveis, que não suportam uma avaliação mais profunda, até porque não sabe equacionar as suas certezas e suas dúvidas conforme a segurança maior ou menor do conhecimento em si.

        Certamente o Maestri seria mais um cidadão lúcido no questionamento de como este negócio está sendo conduzido.

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  2. O que significa “Metrô de alimentação elétrica”? Com certeza não seria um sistema com tração diesel. Será por catenária ou 3º trilho?

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  3. Esta faltando planejamento de mobilidade Urbano, abrangendo toda a cidade e região metropolitana. Neste planejamento baseado em demandas existentes, potencialidades das regiões, modais existentes, teriamos uma malha de BRTs, VLTs, Aeromoveis, Metros, suas integrações. De posse disto e de uma verba disponivel, construiria-se um trecho possivel mínimo para sua funcionalidade, como pátios e terminais de manobra. Depois gradativamente vai se construindo trechos após trechos, conforme a verba vai sendo disponibilizada. Assim é em São Paulo. Aqui se pensa com o intestino, alguem quer ser o pai da criança, para colocar no seu curriculo politico, pouca se importando se o projeto é bem feito. Um projeto desse porte precisa estar contextualizado no planejamento da cidade com visão para 50 anos. Algo que nunca passou pela cabeça de nossos governantes anteriores, nem dos atuais, porque o que importa é o imediatismo.

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  4. Que bom que não sou o único que estou com pruridos por causa desse traçado. Não tem cabimento dois trens correndo paralelos. A nova linha poderia ir por baixo da Cristóvão (ou Independência-24 de Outubro) e chegar na Assis Brasil só lá pela 3ª Perimetral. Ou se quisessem economizar, fizessem a linha partindo da estação Farrapos, integrando ao Trensurb.

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    • Eu só discordo que ele vá somente até uma estação da Trensurb, como a Farrapos ou a São Pedro, tornando-a apenas mera alimentadora da linha 1. Realmente ir pela independencia ou pela cristóvão parece melhor e mais abrangente. Mas já que o traçado será esse e pelo visto pode ser ampliado (se o parceiro privado disponibilizar a grana) poderiam fazer um ramal da linha 2 vindo pelo túnel de manutenção até a estação aeroporto, por exemplo, usando a mesma faixa de domínio (mas não os mesmos trilhos) da trenurb e aproveitando a plataforma da estação Augusto Pestrana.

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      • Guilherme, não seria um alimentador do trensurb. Você poderia ter a linha 2 compartilhando o trilho da Castelo Branco/Mauá até o Mercado. Efetivamente, teria duas linhas entre o Mercado e a São Pedro. Em termos de engenharia, é uma solução bem plausível até.

        Já propus esse modelo antes no blog como etapa de transição para um projeto mais qualificado.

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    • Concordo que seria muito mais lógico ir pela Cristóvão ou Independência. Será que é tão difícil ver isso?

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      • Acho que pela Cristóvão é fácil, pois não há muitos desníveis. Já pela Independência seria o ideal, mas tem bastante lomba, daí pode ser mais complicado.

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        • Mas se a ideia é usar shield, lomba já não seria tanto problema.

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        • Exatamente! O uso do shield é mais uma razão para que o trajeto fosse pela Independência. A avenida é um caos no final da tarde, pois não tem faixa exclusiva para transporte público no sentido centro-bairro e a zona é densamente povoada. O metrô ciontemplaria da farrapos até a osvaldo aranha, incluindo o campus central da ufrgs e a redenção.

          Com o metrô no subsolo, poderiam arranjar espaço pra ciclofaixa/via na superfície.

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  5. On-topic: “Leitor questiona traçado do metrô de POA”

    “O projeto do metrô de Poá é ridículo. Vão fazer duas linhas paralelas. Da estação da rua da praia até a estação cairu, as duas linhas irão correr paralelas sem serem interligadas. Vai se gastar um bilhão de reais para duas linhas andarem uma ao lado da outra. Ridículo.”

    “Da rua da praia até a estação do trensurb do mercado, não dá mais de 400 metros. Será que os porto alegrenses não podem andar 400m para pegar o metro. De outra parte, quem vem de Novo Hamburgo, são Leopoldo, Esteio, canoas, vai ter que andar estes 400m para pegar o metrô.”

    http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=5172

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    • Na jugular do bovinão …

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    • 400 metros é um bocado na real. Pela literatura da área, 400 metros é o limite de caminhada do passageiro para transportes sobre trilhos – isto é, acima dessa distância, as pessoas tendem a não usar o serviço.

      A conexão no centro poderia ser bem mais conveniente se a estação fosse construída onde existe espaço para construir uma estação, no caso, o Largo Glênio Peres.

      Mas melhor ainda seria conectar na Cairú.

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      • É bastante, mas se prestarmos atenção no que acontece no centro, há um monte de gente fazendo essas conexões a anos. Há um trânsito intenso de pessoas entre viaduto da Conceição, mercado, Salgado Filho ou Rodoviária.

        Existe ainda um monte de gente que conecta a pé Osvaldo / Independência, Bento / Ipiranga ou Sertório / Assis Brasil porque as linhas de ônibus não conectam esses eixos.

        Quero dizer que no fundo já fazemos essas conexões malucas caminhando muito.

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        • Sim, mas provavelmente estes usuários fazendo isso são os que não tem muita opção. Eu fiz essa conexão no centro por muitos anos, e convenhamos, ela é horrível. Quantos outros usuários não cansaram de sofrer e acabaram optando por outros meios de transporte ou outros destinos?

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        • Com certeza… Possivelmente isso só acontece no centro pq chegar e estacionar de carro é péssimo.

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    • Quem sabe esse questionamento feito em um veículo da mídia tradicional possa fazer com que a prefeitura se manifeste.

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