Lançado novo edital que qualificará serviço de coleta domiciliar

Para ampliar e qualificar a limpeza urbana de Porto Alegre, foi lançado nesta quinta-feira, 17, edital de licitação para a coleta domiciliar do lixo, que atualmente é realizada por contrato emergencial. O prefeito José Fortunati e o diretor-geral do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), André Carús, apresentaram os benefícios que a cidade terá com o novo contrato da coleta de resíduos urbanos, que irá contemplar a coleta domiciliar regular, a coleta de resíduos públicos e de focos de lixo irregulares.

O novo contrato deve entrar em vigor no prazo de 180 dias. O investimento do poder público será de R$ 3,563 milhões mensais, contra os atuais R$ 2,390 milhões. Estima-se que a quantidade de resíduos recolhidos passe das atuais 25 toneladas/mês para 28 toneladas. O edital prevê o aumento da frota de caminhões, com o incremento de 26 novos, totalizando 87 caminhões, além da qualificação do serviço nas vilas populares, de difícil acesso, através do incremento de 12 caminhões de pequeno porte.

O contrato também prevê a exigência de que a empresa tenha uma Central de Operações com GPS, o que facilita na fiscalização e organização dos serviços. Outro ponto importante é a utilização do combustível menos poluente, o diesel S10.

O prefeito ressaltou a importância do edital, da nova fase de superação das contratações emergenciais com parâmetros defasados, prejudicando a prestação de serviços. “Estamos trabalhando na qualificação e ampliação do serviço, caminhando para um processo mais dinâmico, com a atualização das necessidades da cidade. Haverá um investimento público muito forte na coleta do lixo”, afirmou Fortunati.

A transparência dos contratos de limpeza urbana foi destacada pelo diretor do DMLU. “Abrimos todos os dados de prestação de serviço, e a equipe técnica do DMLU tem perseguindo um modelo que a cidade se torna cada vez mais limpa”, disse Carús.

Próximos passos – Conforme Carús, esse é o segundo dos seis editais que integram a nova modelagem de limpeza urbana, lançada em maio, para qualificar a prestação dos serviços. Outros três devem ter os editais publicados até o final do ano, e o referente à coleta seletiva deverá ocorrer no início de 2014.

A proposta aprovada constitui-se na execução de seis licitações independentes:

  1. Coleta regular domiciliar + Resíduos públicos coletados com caminhões compactadores (produção dos serviços de limpeza urbana, alguns resíduos especiais e resíduos das disposições irregulares “focos de lixo”, exceto podas, terra e caliça);
  2. Locação de caminhões caçamba e retroescavadeiras para coleta dos demais resíduos públicos (podas, terra, caliça, entre outros) e operações “dia do bota-fora”;
  3. Coleta automatizada (2ª etapa), avaliando futura aglutinação com 1ª etapa;
  4. Coleta seletiva em toda a cidade;
  5. Locação de poliguindaste e roll-on/roll-off para UDCs e UTs e outros órgãos municipais;
  6. Transporte de resíduos até o aterro de Minas do Leão.

Conscientização da população – Na ocasião, o prefeito fez um apelo à população para a responsabilidade compartilhada com o município na limpeza urbana da cidade. “Desde que assumimos, procuramos modelar um novo conceito de limpeza urbana. Fomos atrás de experiências que deram certo, como em Lima, no Peru. O poder público está procurando fazer a sua parte e conta com a colaboração da população”, destacou.

Fortunati citou como exemplo o gasto excessivo do município com os focos de lixo irregulares. Atualmente, são gastos R$ 1,200 milhão na limpeza de 460 focos cadastrados pela prefeitura. “O DMLU chega a passar três a quatro vezes por dia para recolher resíduos irregulares que a população reclama pelo 156. Precisamos muito da colaboração e compreensão por parte de todos”, informou.

Novo modelo de coleta domiciliar traz importantes inovações:

1. A presença de caminhões compactadores para a coleta de resíduos públicos, hoje executada separadamente da domiciliar. A medida garante maior eficiência aos serviços e reduz o tempo de permanência do lixo domiciliar que sai das residências nas ruas, assim como aceleração do recolhimento do produto da varrição e roçada, bem como dos focos irregulares.
2. Incremento no número de equipes e tripulação dos caminhões, pois os serviços prestados hoje têm como parâmetro dados sobre geração de resíduos e quantitativos de 2006. De lá pra cá, esse cenário foi alterado significativamente. Além disso, em função de certa perda de eficiência na prestação de serviços devido ao aumento do tempo improdutivo, com a intensidade do trânsito e o excesso de cargas na Estação de Transbordo da Lomba do Pinheiro, as mudanças se fazem necessárias.
3. A ampliação e a oferta de melhores condições de trabalho no que diz respeito aos equipamentos e segurança contidos no projeto básico, anexo ao edital, respeitam na íntegra as recomendações da Delegacia Regional do Trabalho e Ministério Público do Trabalho.
4. O combustível que será utilizado pelos caminhões é da modalidade “S10” que, embora com custo um pouco mais elevado, tem repercussão sustentável e proteção ambiental, pois se subordina às diretrizes do Proconve7, que estimula a redução das emissões de gases poluentes na atmosfera.
5. Todos os equipamentos coletores da nova coleta domiciliar possuem câmara externa, mais uma exigência da DRT e MPT.
6. Previsão de circulação de mais coletores de pequeno porte para favorecer o acesso às comunidades que possuem difícil acesso e registram um aumento expressivo na geração de resíduos.
7. Centro de operações da empresa com fiscalização do DMLU afim de monitorar os roteiros estabelecidos com GPS e softwares específicos.

Prefeitura de POA



Categorias:Coleta mecanizada de lixo, Meio Ambiente

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3 respostas

  1. É André, ainda não é o fim da máfia do lixo… acho que vamos precisar de várias gerações para acabar com essa erva daninha.

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  2. OFF :

    Vou tomar uma garrafa de álcool Zeppelin no bico :

    http://www.facebook.com/vitor.videversus

    Vitor Vieira
    há ± 1 hora
    VAI SAIR NO FANTÁSTICO, DOMINGO, MAS VOCÊS JÁ FICAM SABENDO AQUI, AGORA, A LISTA DE NEPOTISMOS CRUZADOS NO GOVERNO DE JOSÉ FORTUNATI; É UMA PARENTADA ENORME, DE POLÍTICOS RENOMADOS, MONTADA NOS CCs DA PREFEITURA DA CAPITAL GAÚCHA.

    CONHEÇA A LISTAGEM DO APADRINHAMENTO E DO NEPOTISMO NA PREFEITURA DE PORTO ALEGRE, QUE O FANTÁSTICO PROMETE MOSTRAR NO DOMINGO.

    Governo de “coalizão”, aquela montanha de partidos reunidos para nada, sem qualquer propósito, só serve mesmo para dar em porcaria. Nesse tipo de governo, todo mundo é contra todo mundo. Está cheio de “deep throats”
    (“gargantas profundas”). Este termo “deep throat” foi usado pelos jornalistas Bob Woodward e Carl Bernstein, do jornal Washington Post, para designar o informante privilegiado de dentro da administração do presidente Richard Nixon que lhes repassava informações, assegurando que tinha sido de integral conhecimento do presidente a invasão da sede da campanha democrata no edifício Watergate; isso ocorreu no dia 17 de junho de 1972; a longa investigação levou a renúncia forçada de Richard Nixon à presidência dos Estados Unidos; em 31 de Maio de 2005 o ex-vice-presidente do FBI, W. Mark Felt, revelou que era o “Garganta Profunda”, o que foi confirmado por Bob Woodward e Carl Bernstein). Videversus também tém os seus “deep throats”.

    Aqui estão os principais nomes, cargos e padrinhos políticos que retratam como o prefeito José Fortunati repartiu cargos e salários entre os apaniguados. Esta listagem ainda mantêm todos os nomes apresentados nos cargos até o mês de setembro.

    Diego Belmont – sobrinho da primeira-dama Regina Becker – é uma espécie de boy de luxo do casal :

    Rubia Cantarutti – é cunhada do diretor adjunto do DEP;

    Denise Rosado Cantarutti – DEP, sobrinha do ex-deputado estadual Berfran Rosado (alvo investigado na Operação Concutare, recente hóspede do Presídio Central de Porto Alegre);

    Carlos Norberto Magalhães Fraga – Carris, ex-cunhado do deputado federal (licenciado) Mendes Ribeiro Filho (PMDB);

    Pablo Mendes Ribeiro – secretário adjunto da SMTUR, suplente de vereador, filho do deputado federal Mendes Ribeiro Filho;

    Beto Fraga – ex-diretor da Câmara de Vereadores no período de Sebastião Melo (vice-prefeito);

    Diego Alves Fidel – filho de Marílio Fidel, proprietária de creche terceirizada da
    prefeitura.

    Maria Salete Potrich Manfrói – filha de Cláudio Manfrói, do PTB, demitido
    recentemente do Conselho da Procempa;

    Carla Nascimento Machado – DMAE, ex-esposa do atual diretor do DMLU, André Carús, PMDB;

    Thaís da Rosa Mallmann Machado – DMAE , tesoureira do diretório municipal de Porto Alegre do PMDB (filha do lobista Antonio Mallmann – experimentem uma pesquisa do nome dele no Tribunal de Justiça);

    Eduardo Costa Machado – casado com Thaís da Rosa Mallmann, diretor de TI do DMAE;

    Juliana Cuchiarelli, PGM em desvio de função, foi chefe de gabinete do então vereador Sebastião Melo (PMDB);

    Rodolfo Rospide Júnior – DMLU, filho do dirigente do PMDB , Rospide Netto (investigado no escândalo de desvio de recursos do marketing do Banrisul; ligado ao deputado federal Mendes Ribeiro Filho);

    Carolina Beatriz Biolchi – irmã do deputado estadual Márcio Biochi, do PMDB;

    Fernanda Piatelli , diretora administrativa do DMLU, atual namorada de André Carus, diretor do órgão;

    Carlos Baltazar Ribeiro Azevedo – EPTC, casado com Luciana Provenzi, da Carris, e dirigente da Juventude do PMDB em Porto Alegre;

    Plínio Zalewski – EPTC, está em desvio de função no gabinete do vice-prefeito Sebastião Melo (desconhecido quem atesta a sua fetividade);

    Fernanda Busato, EPTC, filha do deputado federal Luiz Carlos Busato, presidente regional do PTB, atual secretário estadual de Obras do governo do peremptório petista Tarso Genro;

    Domenica Rigotto – EPTC, parente do ex-governador Germano Rigotto, do PMDB;

    Catia Lara Martins – FASC, filha do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, João Osório, ex-deputado estadual do PMDB;

    Paulo Rogowski, PROCEMPA, guarda-costas do prefeito José Fortunati, em desvio de função;

    Cláudia Campezatto, PROCEMPA, trabalha há muitos anos como secretária de absoluta confiança de Luiz Fernando Zácchia, está em desvio de função na SMAM;

    Diego Buraldi, PROCEMPA, assessor do gabinete de José Fortunati e acusado de receber dinheiro vivo do escândalo do convênio odontológico da PROCEMPA;

    Luciana Cristina Manfrói – PROCEMPA, parente, indicada por Cláudio Manfrói , do PTB;

    Jayme Pimnet, PROCEMPA, indicado pelo PMDB;

    Rejane Sebben Mello, PROCEMPA, mulher de Luiz Carlos Melo (PMDB), que foi chefe de gabinete do ex- governador Rigotto (atual chefe de gabinete do deputado estadual Frederico Antunes, do PP);

    Edson Coelho Souza Reis, PROCEMPA, filho do presidente da ATP, Enio dos Reis (associação dos donos de ônibus);

    Sabrina Ricco, PROCEMPA, indicada pelo PTB, pelo deputado federal Maurício Dziedricki;

    Cristiane Amorim Carpes, filha do deputado estadual Cássia Carpes;

    Tanise Amália Pazzim, esposa do vereador Elisandro Sabino, PTB;

    Carla Zambiasi, SMA, filha do ex-senador Sérgio Zambiasi, proprietário numero 1 do PTB gaúcho;

    Rita Cássia Rocha Brum – SMA, esposa do vereador Paulo Brum, PTB;

    Karina Pacheco Cardoso DÁvila – SMDA, adjunta, filha do vereador Nereu DÁvila (PDT);

    Rogério Portanova Leal , SMF, primo do deputado federal Mendes Ribeiro Filho (PMDB);

    Otília Maria Herz Abreu, SMF, mulher de Renato Abreu, funcionário do Senado, gabinete de Pedro Simon (PMDB), do qual é um dos “eternos” assessores;

    Daysi da Silva Fornari, SMGL, indicada do PPS, filha de João Carlos Fornari, do DMLU;

    João Carlos Fornari,, DMLU, vereador do PPS no município de General Câmara;

    Vânia Gonçalves de Souza, SMGL, cota do PP, filha do ex-governador Amaral de Souza;

    Denize Souza Costa, SMGL, cota do PP, filha do ex-governador Amaral de Souza;

    Fernando Fraga Mendes Ribeiro, SMIC, filho do deputado federal Mendes Ribeiro Filho;

    Carina Bernardi, SMJ, cota do PP, filha do presidente do partido, Celso Bernardi.

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  3. Depois do Diário Oficial, a coisa como ela é :

    http://www.mafiadolixo.com/2013/10/irregularidades-na-operacao-do-milionario-contrato-do-lixo-firmado-sem-licitacao-publica-pela-prefeitura-de-porto-alegre/

    IRREGULARIDADES NA OPERAÇÃO DO MILIONÁRIO CONTRATO DO LIXO FIRMADO PELA PREFEITURA DE PORTO ALEGRE
    14/10/2013

    DEZ-ANOS-Máfia-do-Lixo-2013Não há qualquer dúvida que o governo do prefeito pedetista José Fortunati está operando há quase 24 meses os serviços de limpeza urbana de Porto Alegre, por meio de contratos sem licitação pública. Os contratos ditos emergenciais são aqueles de maior faturamento e que beneficiam somente as empresas privadas que atuam na área do lixo da capital gaúcha.

    Recentemente o procurador geral do Ministério Público de Contas gaúcho, Geraldo Costa da Camino, fez constar em uma promoção contra o Departamento Municipal de Limpeza Urbana – DMLU da Prefeitura de Porto Alegre, que “as constantes deficiências de ordem operacional do Departamento, que demonstra não conseguir conhecer em profundidade os aspectos relacionados com sua área de atuação e, por força disso, evidencia a impossibilidade de oferecer ao Município soluções eficientes, eficazes e econômicas para a problemática da limpeza pública urbana, indicam o não-cumprimento de suas atribuições legais, inobstante o volume de recursos municipais que administra, o que deve ser adequadamente sopesado quando do julgamento das contas dos Administradores”.

    Camino foi mais longe, chegando a registrar na Promoção/MPC/0634/2013 que “a nova revogação, ora anunciada e publicada [da licitação da coleta de lixo e outros serviços de limpeza urbana da capital gaúcha], não rompe a trajetória de ilegalidade que caracteriza as contratações do Departamento, ao contrário pereniza a irregularidade de atuação do órgão público e transforma o emergencial em ordinário, o temporário em permanente, informando a desobediência explícita aos mandamentos constitucionais e legais que regem a Administração Pública”.

    Um desses contratos firmados sem licitação pública pelo DMLU, que “transforma o emergencial em ordinário”, foi assinado pela autarquia com a empreiteira Mecanicapina Limpeza Urbana Ltda, em 27 de maio de 2013, tendo por objeto a operação dos serviços de “Capina” de ruas e avenidas de Porto Alegre.

    Para atender esse contrato, o Departamento Municipal de Limpeza Urbana “empenhou” o valor de R$ 2.044.920,00 (dois milhões, quarenta e quatro mil e novecentos e vinte reais), se comprometendo com esse montante para pagamento dos serviços de “capina mecanizada de vias e logradouros públicos” a serem executados entre os meses de julho e dezembro de 2013 …

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