Metrô de Porto Alegre terá apoio técnico do BNDES

metropoaNesta quarta-feira, 30, Porto Alegre deu mais um passo no processo de construção do metrô. O prefeito José Fortunati e o secretário municipal de Gestão, Urbano Schmitt, estiveram reunidos com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, durante visita ao complexo da Tecnopuc. Eles acertaram uma parceria para que a equipe técnica do banco acompanhe o projeto do metrô desde o início.

Na próxima semana, uma equipe de técnicos do BNDES deve vir a Porto Alegre para se reunir com representantes da prefeitura e do governo do Estado. “Queremos que nosso projeto tenha a melhor base técnica possível, o que vai resultar em uma maior qualidade da obra. Nada melhor do que contar com o apoio de uma instituição como o BNDES”, explicou Fortunati, após o encontro.

A Proposta de Manifestação de Interesse (PMI) para a construção do metrô foi lançada no último dia 15 de outubro, pelo prefeito e o governador Tarso Genro. A proposta foi publicada no Diário Oficial de Porto Alegre (Dopa) no dia 18 de outubro. Desde então, empresas interessadas em participar do processo têm 30 dias para se credenciar na fase de pré-qualificação, que apontará as participantes com condições técnicas de atuar.

Também foi acertada a criação de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) para realizar o acompanhamento do processo até o lançamento do edital de licitação. A intenção é que, até o final do ano, prefeitura e governo do Estado encaminhem aos seus legislativos Proposta de Lei para a aprovação e constituição da SPE.

Prefeitura de POA



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4 respostas

  1. Segue o solilóquio do metrô. Me acordem quando a obra travar em definitivo.

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  2. Continuo achando que este traçado deveria ser melhor estudo por quem tem entende realmente. O metrô de Sampa é um exemplo: as duas primeiras linhas cortaram a cidade de N a S e de L a O passando pelo centro e retirando do local inúmeros ônibus, liberando espaço para as pessoas.
    O nosso projeto deveria servir para retirar aqueles terminais horrorosos do centro pois eles ajudam a poluir o local. Insisto em dizer que metrô deve ser usado em regiões de alta densidade populacional para resolver o problema de circulação excessiva de carros e ônibus.
    Vejo mais lógica no projeto Curitibano, que corta a cidade passando pelo centro.

    Se o trajeto fosse do Triângulo ao Centro Adm., via Borges, ja estaria muito bom.

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    • Porto Alegre tem praticamente o mesmo problema do Rio de Janeiro, são cidades que nasceram da atividade portuária e por isso seu “centro” fica em um dos extremos da cidade. Nesses casos para o centro ser atendido por metrô, boa parte das linhas devem ser radiais.

      Se fosse como em SP, e as primeiras linhas cortassem horizontal e verticalmente o mapa da cidade teríamos os seguintes problemas:
      Apenas uma linha atenderia ao centro;
      Teríamos toda a linha vertical e o trecho leste da linha horizontal alimentando o trecho oeste e superlotando-o já ao nascimento.
      Este terminal de integração entre as duas linhas ficaria em alguma região como o Tereópolis ou Belém novo, com menor demanda;

      Mesmo que um trecho da linha do MetrôPoa seja quase paralela e próxima da linha da Trensurb, ela tem formato parabólico (considerando que futuramente tanto a fase 2 quanto a extensão até a Fiergs saiam do papel). Pode não ser vantajoso para quem quer ir da PUC ao Triângulo Por exemplo, mas é interessante quando se pensa em uma malha metroviária (pode ser que demore 10, 50 ou 100 anos, mas Porto Alegre ainda vai ter) pois desse jeito ela intersectará toda e qualquer linha radial, transversal ou perimetral que poderá nascer futuramente, assim não será necessário o usuário pegar mais que 2 trens para ir à qualquer parte da cidade, e cumpre bem sua função de levar as pessoas das zonas norte e leste até o centro.

      Inclusive uma das maiores reclamações que eu via aqui no blog foi sanada: a integração física se dará na estação Augusto Pestana (prevista na PMI) e ainda vai por o aeroporto na rota do metrô. Só será necessário saber se haverá caminho para os trens fazerem o caminho Triângulo – Augusto Pestana sem precisar que o passageiro desça na Cairu e pegue outro trem para ir até ela, senão, quem quer ir ao Humaitá ou à RM terá de pegar 3 trens.

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  3. O Fortunati articulando para dividir responsabilidades. Talvez os técnicos do BNDES digam onde vai ficar o “tatuzão” depois da obra concluída.

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