Fepam solicita novos estudos para liberação do PISA

Técnicos do Dmae estiveram reunidos com Fepam e MP   Foto: Luciana Turela/Divulgação PMPA

Técnicos do Dmae estiveram reunidos com Fepam e MP Foto: Luciana Turela/Divulgação PMPA

Para fins de liberar a operação na ETE Serraria, que faz parte do PISA o Ministério Público Estadual reuniu a Fepam e o Dmae para acertar os termos de um TAC que contemple todas as necessidades e exigência para que fique garantido o atendimento de padrões de emissão exigidos pela Licença de Instalação – LI. O encontro aconteceu na tarde desta quarta-feira, 6.

Apesar dos estudos apresentados pelo Dmae apontarem para a falta de necessidade de extensão do emissário além dos 1.600m, a Fepam ainda se considera insatisfeita, pois, segundo ela, os dados disponíveis de simulação para os efeitos dos efluentes lançados pela ETE estão desatualizados e isto ocorre pelo desmantelamento da rede de monitoramento do lago Guaíba, que é uma obrigação do estado.

Para que a Fepam se sinta segura ela precisa que o Dmae faça esse monitoramento, que no futuro permitirá calibrar o módulo Sis Bahia desenvolvido pela COOPPE/Rj, apresentado pelo Dmae , e considerado pela Fepam adequado para simular dispersão e o decaimento dos efluentes da ETE. Além deste monitoramento a Fepam está requerendo ao Dmae outro, que verifique como o afluente da ETE se comporta na região de descarga do esgoto tratado.

Uma equipe de especialistas ficará responsável de, à luz dos dados dos monitoramentos e das simulações, definir se o emissário final da ETE poderá permanecer com os 1.600m ou terá que sofrer alterações no seu comprimento, sem necessariamente ser os 2.600m, medida que dito pelo próprio presidente da Fepam, não há certeza de que este ponto é o melhor. Os estudos apresentados pelo Dmae mostraram equivalência de impactos nestes dois pontos. Outra reunião foi marcada para o próximo dia 14, entre Dmae e Fepam para serem acertadas as exigências técnicas que posteriormente serão levadas ao Ministério Público para fazer parte do texto final da TAC.

Prefeitura de Porto Alegre



Categorias:Programa Sócio Ambiental

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10 respostas

  1. Não tem como o Guaiba piorar.

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  2. Bem feito pro DMAE. Por que eles não concluem o emissário de acordo com o previsto no projeto? O relatório que o DMAE apresentou para a elaboração dos modelos matemáticos de dispersão e probabilidade utiliza de fato dados bastante desatualizados,

    Não sou contra ao encurtamento do emissário desde que ele não provoque reflexos negativos no Guaíba. O que eu gostaria de entender é pq o DMAE de uma hora pra outra decidiu surrupiar esses 1.000 metros de emissário?

    Mania que o pessoal tem de dizer que tudo é politicagem.

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  3. Enquanto os burocratas discutem, o esgoto continua sendo jogado in natura no Guaíba…

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  4. Vocês leram o relatório que o DMAE apresentou? Ele limita-se a avaliar a qualidade na praia de Ipanema, e disse que o emissário de 1600m é melhor que o de 2600m com base no tamanho da pluma, que obviamente é menor quando o efluente é lançado em uma zona de estagnação das correntes. Com o emissário a 1600m as praias ao longo da porção norte e oeste da Ponta Grossa ficarão poluídas. E outra, a quantos anos pagamos a taxa de esgoto (coleta + tratamento) e não vinhamos sendo atendidos com serviço que nos foi cobrado? Na minha opinião o DMAE deveria fazer o melhor possível, e um emissário com 1km a mais não é impossível.

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  5. Eu faria sem a autorização da FEPAM, pois já atrasaram a obra em mais de 1 ano. Perderam, no atraso, qualquer moral para dar pitaco.

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  6. Só uma questão: mesmo com esse emissário mais curto não vai ficar muito melhor do que é hoje, então pra que tudo isso?

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