Open Data de Porto Alegre será lançado nesta quarta-feira

Apresentação acontece junto com a primeira maratona hacker da Capital

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Uma cidade mais colaborativa, inteligente e aberta. É assim que Porto Alegre passa a ser a partir de agora com o Open Data, projeto de abertura de dados oficiais que será lançado nesta quarta-feira, 13, a partir das 14h, na Usina do Gasômetro. Seguindo uma tendência mundial, a Capital cria o #DataPOA com a missão de disponibilizar informações sob o conceito de dados governamentais abertos e cuja finalidade é servir como matéria-prima para hackers, estudantes, desenvolvedores, jornalistas, pesquisadores e empresários utilizarem na criação de soluções, plataformas e apps, qualificar a gestão e fomentar a inovação e o empreendedorismo impulsionando novos negócios.

Para marcar esta iniciativa, o especialista Brian Purchia, líder do programa de Open Data de São Francisco, na Califórnia, fará um workshop sobre as melhores práticas e estratégias em governo aberto, além de apresentar seu case de sucesso na cidade californiana, realizada durante o governo de Gavin Newsom. Purchia inicia neste mês uma série de visitas a Porto Alegre até o final de 2014 para atuar como consultor do programa #DataPOA, que passará por diversas fases de implementação e aprimoramento.

Segundo o prefeito Fortunati, a abertura de dados reforça duas marcas da cidade que são a transparência e a participação popular. “Com o lançamento do projeto #DataPoA, queremos ampliar as opções de participação cidadã em nosso município. Além disso, queremos criar um ambiente em que cada cidadão possa colocar energia positiva e criatividade em propostas que busquem melhorar a vida das pessoas”, afirmou.

Apesar de extremamente complexo, um programa de abertura de dados tem uma finalidade simples: dar às pessoas o poder de criar soluções para uma cidade que, antes, era exclusividade dos agentes de governo. Com dados específicos e de alto grau de detalhamento sobre áreas como mobilidade, saúde, educação, turismo e limpeza urbana, o portal permite a desenvolvedores criar e construir plataformas web, aplicativos e softwares que ajudarão a cidade e seus moradores como um todo, criando laços colaborativos entre governo municipal, empresas, desenvolvedores e cidadãos.

O primeiro desafio para essas soluções já começa no dia 13, com o Hackathon, a primeira maratona hacker de Porto Alegre. A partir das 18h, profissionais e amadores de programação podem participar gratuitamente e formarem grupos para pensar novas estratégias para sua cidade durante toda a noite e madrugada também na Usina do Gasômetro.

O #DataPOA é uma iniciativa do núcleo #PoAdigital, uma nova estrutura ligada ao Gabinete de Comunicação Social (GCS) da Prefeitura, com a missão de fazer a gestão da comunicação online da Cidade, bem como promover o diálogo com representantes da comunidade porto-alegrense, coletivos e organizações locais e ainda implementar projetos, em parceria com a Procempa e demais secretarias municipais.

Sobre Brian Purchia – Especialista e consultor em Open Data – abertura de dados de uma cidade que permite ao cidadão acesso às informações oficiais. Purchia foi fundamental na construção do programa de dados abertos de São Francisco (EUA) e ainda presta consultoria ao governo local e às organizações sobre as melhores maneiras de aproveitar os dados e estimular o engajamento da população, consequência positiva de um governo que se torna mais acessível. É reconhecido como um líder neste processo, o Gov 2.0, criando estratégias e aproveitando o poder da comunicação em mídias sociais para interagir e garantir que essas novas ferramentas sejam usadas por cidadão comuns.

Sobre Open Data – “Open data” ou “dados abertos” é a expressão que designa um movimento em franca expansão em grandes cidades como São Francsco, Nova York, Londres, Paris, Toronto e Buenos Aires por exemplo. Trata-se de tornar disponível, de forma fácil e integrada, dados sobretudo da administração pública, a fim de permitir aos cidadãos acompanhar e influenciar políticas governamentais.

O movimento chama a atenção pelo potencial de transformação social e política, pois a disponibilidade desses dados propicia vantagens, como uma sensível melhora na transparência e no controle democrático da administração pública, bem como um aumento na eficiência e efetividade da prestação de serviços (tanto governamentais como por agentes privados), além de um empoderamento dos cidadãos e incremento de sua participação política.

Além disso, constitui uma matéria prima rica para hackers, estudantes, desenvolvedores, jornalistas, pesquisadores e empresários utilizarem na criação de soluções, plataformas e apps, fomentando a inovação e o empreendedorismo impulsionando novos negócios.

Programação:

– 14h – #POAdigital
Lançamento do núcleo digital de comunicação da Prefeitura de Porto Alegre
– 15h – #DataPOA
Apresentação do portal beta do programa de dados abertos da cidade.
– 16h – Workshop Brian Purchia
Líder do Open Data de São Francisco, na Califórnia, o especialista falará sobre as melhores práticas e estratégias em governo aberto.
– 18h – Hackathon
Primeira maratona hacker de Porto Alegre que vai desafiar desenvolvedores a criar soluções para a cidade.

Prefeitura de Porto Alegre

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OBS.:  O que é HACKER?

Em informática, hacker é um indivíduo que se dedica, com intensidade incomum, a conhecer e modificar os aspectos mais internos de dispositivos, programas e redes de computadores. Graças a esses conhecimentos, um hacker frequentemente consegue obter soluções e efeitos extraordinários, que extrapolam os limites do funcionamento “normal” dos sistemas como previstos pelos seus criadores; incluindo, por exemplo, contornar as barreiras que supostamente deveriam impedir o controle de certos sistemas e acesso a certos dados.

O termo (pronunciado “háquer” com “h” aspirado) é importado da língua inglesa, e tem sido traduzido por decifrador (embora esta palavra tenha outro sentido bem distinto) ou aportuguesado para ráquer. Os verbos “hackear” e “raquear” costumam ser usados para descrever modificações e manipulações não triviais ou não autorizadas em sistemas de computação.

Hackers são necessariamente programadores habilidosos (mas não necessariamente disciplinados). Muitos são jovens, especialmente estudantes (desde nível médio a pós-graduação). Por dedicarem muito tempo a pesquisa e experimentação, hackers tendem a ter reduzida atividade social e se encaixar no estereótipo do nerd. Suas motivações são muito variadas, incluindo curiosidade, necessidade profissional, vaidade, espírito competitivo, patriotismo, ativismo ou mesmo crime. Hackers que usam seu conhecimento para fins imorais, ilegais ou prejudiciais são chamados crackers.

Muitos hackers compartilham informações e colaboram em projetos comuns, incluindo congressos, ativismo e criação de software livre, constituindo uma comunidade hacker com cultura, ideologia e motivações específicas.5 Outros trabalham para empresas ou agências governamentais, ou por conta própria. Hackers foram responsáveis por muitas importantes inovações na computação, incluindo a linguagem de programação C e o sistema operacional Unix (Kernighan e Ritchie), o editor de texto emacs (Stallman), o sistema GNU/Linux (Stallman e Torvalds) e o indexador Google (Page e Brin). Hackers também revelaram muitas fragilidades em sistemas de criptografia e segurança, como, por exemplo, urnas digitais (Gonggrijp, Haldeman), cédula de identidade com chip, discos Blu-ray, bloqueio de telefones celulares etc. WIKIPÉDIA



Categorias:Ciência e Tecnologia

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3 respostas

  1. Sempre mais do mesmo :

    OFF TOPIC

    http://diariogaucho.clicrbs.com.br/rs/dia-a-dia/noticia/2013/11/chamaram-nosso-representante-de-pessimista-diz-morador-do-bairro-sarandi-apos-nova-enchente-no-bairro-4330035.html

    Tragédia anunciada11/11/2013 | 14h40

    “Chamaram nosso representante de pessimista”, diz morador do bairro Sarandi após nova enchente no bairro
    Reunião na sexta-feira com o DEP havia alertado autoridades sobre risco de temporal nesta segunda

    “Chamaram nosso representante de pessimista”, diz morador do bairro Sarandi após nova enchente no bairro Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
    Moradores com água nas canelas saem de casa na Vila Elizabeth
    Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS
    Além da vila Asa Branca, no bairro Sarandi, zona norte de Porto Alegre, a vila Elizabeth sofre com mais uma enxurrada em pouco mais de dois meses. Moradores que perderam boa parte dos móveis de suas casas em 31 de agosto após o rompimento de um dique voltaram a empilhar camas e colchões na manhã desta segunda-feira.

    A principal reclamação diz respeito a uma reunião que houve entre representantes do bairro com o Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) ainda na sexta-feira. Segundo o comerciante Gilmar Pimentel Andrade, o órgão foi alertado sobre a previsão de chuva intensa na Capital para hoje:

    — Chamaram nosso representante de pessimista. Era uma tragédia anunciada.

    Andrade pretende reativar a Associação de Moradores do Sarandi para cobrar da prefeitura as promessas feitas de melhorar a situação na região. Conforme ele, os valões seguem entupidos e ninguém apareceu para limpá-los.

    — Teve gente que mal pagou a mobília da outra enchente e perdeu tudo de novo. Somente eu perdi R$ 10 mil em tecido da outra vez — lamenta.

    Morador da Avenida Alcides Maia, o analista de infraestrutura Antônio de Souza Pereira está desde as primeiras horas da manhã contendo a entrada da água nos cômodos de sua casa. Na sala, já está na altura do calcanhar:

    — O jeito é tentar conter com panos embaixo das portas. Na outra chuvarada, a água subiu mais rápido.

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  2. Quero ver a prefeitura abrir os dados mesmo. Porque todo mundo que eu ouvi que tentou isso deu com a cara na porta. A ver.

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