Revitalização do muro da Mauá fica fora da primeira fase da reforma do cais

Empresa prevê entrega de até três armazéns antes da Copa do Mundo

Empresa prevê entrega de até três armazéns antes da Copa do Mundo Crédito: Evandro Oliveira / PMPA / CP

Empresa prevê entrega de até três armazéns antes da Copa do Mundo
Crédito: Evandro Oliveira / PMPA / CP

Figura presente e alvo de polêmicas na região central de Porto Alegre, o muro da Mauá não será modificado durante a primeira fase da reforma do Cais Mauá – que começou nesta terça-feira. Em um primeiro momento, apenas as reformas nos armazéns serão contempladas. O investimento previsto para a obra é de R$ 150 milhões.

Construído com objetivo de evitar enchentes como a de 1941, os 2.647 metros do muro são tema de debate constante na Capital. No projeto do Cais, no entanto, o muro se faz presente, mas de forma diferente da atual. “Ele não será demolido, mas haverá um tratamento paisagístico que vai agradar os gaúchos”, destacou o presidente da Cais Mauá do Brasil, Ademir Schneider.

O projeto para o muro, entretanto, não está concluído. Ele será desenvolvido em paralelo ao da revitalização do Cais e não é certo nem que terá o planejamento de reformulação definido ainda em 2013, conforme a empresa.

Na Copa, cais estará parcialmente revitalizado

A primeira fase da revitalização do Cais Mauá consiste na limpeza dos 11 armazéns – trabalho que poderá levar até 90 dias para ser concluído. Até a Copa do Mundo, a expectativa é de que dois a três armazéns já estejam prontos. Conforme arquiteto Rodrigo Poltosi, entre os armazéns haverá a construção de praças. No local, haverá a construção de áreas culturais e de estabelecimentos comerciais e de lazer.

O contrato de arrendamento entre Governo do Estado e a empresa Porto Cais Mauá é de 25 anos, com um repasse anual de R$ 3 milhões ou 1,7% da receita operacional, valor que será destinado à Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) para ser aplicado em benfeitorias portuárias.

Correio do Povo

A matéria do Jornal Metro, de 13/11/2013:

Obra do Cais começa e muro terá novo projeto

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Categorias:Projeto de Revitalização do Cais Mauá

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26 respostas

  1. Como o Gilberto falou, e que ninguém quer discutir: o muro era uma opção viável na década de 40. Hoje, é uma opção estúpida dados os recursos e tecnologias existentes. A briga é derrubar o muro para colocar uma proteção mais eficiente e inteligente. Mas vai fazer o povinho e os políticos entenderem isso…

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    • O povo corre tanto mais risco com outras coisas, riscos mais imediatos… uns anos sem muro para efetuação de troca da tecnologia anti-enchente não seria nada.

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  2. Se derrubar o muro, ainda tem uma avenida de 20 faixas separando a cidade da orla. Querem aproximar a cidade da orla? Diminui o numero de faixas, aumenta o numero de buracos ao numero ou põe uma rampona que vá do Mercado até o cais, como já foi proposto em outras vezes.

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  3. Nossa, o nível de ignorância dos comentários sobre a enchente de 41 e sobre o muro é tamanho que supera a média do blog. Mas se quiserem se informar, leiam o que alguns como o Rogério Maestri falaram ad nauseam em posts mais antigos sobre o mesmo assunto.

    Como bons brasileiros, querem minimizar os riscos para fazer tudo de qualquer jeito. Depois quando a tragédia acontecer podem ficar culpando o governo como já fazem hoje de qualquer maneira.

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  4. Seria possível substituir partes deste muro por vidro superresistente?

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  5. A melhor revitalização que se pode fazer no muro é derrubando-o.

    Ele ficaria lindo demolido e seus destroços sendo utilizados para aterrar algum terreno.

    Uma enchente como a de 1.941 jamais se repetiria pelo fato de hoje o Guaíba ser mais fundo do que aquela época. Além disso, tem chovido menos do que 72 anos atrás.

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  6. Se em 1941 o muro existisse o nível do Guaíba teria ficado a 1,25m de atingir o seu topo. Pensem!

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    • Sim, mas vivemos em 2013…

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      • E o que te faz acreditar que ano que vem não ocorra uma cheia da mesma magnitude da de 1941?

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        • Hoje em dia a gente tem como se preparar e minimizar os danos de forma que em 1941 não podíamos! O muro é um atraso e uma prova do pensamento pequeno do povinho.

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        • E outra… vais viver a vida toda com medo da enchente? Tá alagando outros lugares com muito mais freqüência e danos, e o povo chorando pela permanência do muro da Mauá. Se tens medo de água, pensa em raios… também coisas improváveis de te acertar, mas nem por isso andas preocupado não é? E a enchente aconteceu uma vez na idade da pedra porto alegrense, e raios caem a cada chuva. Os benefícios à cidade da derrubada do muro são maiores do que o mal de tê-lo, prevenindo um medo psicológico. Nem com a maior chuva de 80 anos em novembro (anteontem) a água fez dano. Chora mais.

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        • Renan, as chuvas de ontem não foram nada perto do ocorrido em 1941, tu não sabes o do que estás falando. Te imagina com água até a esquina democrática por um mês inteiro, o Mercado Publico fechou por alguns dias e já foi um auê, que tal toda a região abaixo da rua da Praia?
          E tu achares que 80 anos atrás é idade da pedra é um uma demonstração de ignorância total. 80 anos não é nada em tempos hidrológicos.
          Os danos que tivemos com as últimas chuvas foram em bacias pequenas, o sistema de proteção (diques+muro) é para elevação do nível do Guaíba que só se elevará caso a chuva seja intensa e por algumas semanas em todas as bacias que contribuem para o Guaíba (Jacuí, Caí, Taquari, Sinos e Gravataí).

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          • O que quase ninguém fala e que já foi tema de post aqui é que o Rio Jacuí, rio que colabora com 85% do volume do Guaíba, possui hoje 4 represas, de médio porte. As 4 juntas conseguem regularizar com muita eficiência o fluxo e impedir em grande parte enchentes no delta. Em 1941 não existiam essas barragens. Não existia praticamente a dragagem dos rios também.

            Sem falar que existe um estudo de períodos em que seria mais provável a ocorrência de enchentes. E, se não me engano, este período para o RS seria daqui a cerca de 300 anos.
            Bom, eu continuo a favor da permanência do muro, embora ache que existam outras formas de se evitar uma possível enchente aqui em POA, mais caras, claro. Se fosse demolido o muro, outro sistema teria que ser construído no lugar. Qual político, prefeito, governador, que arriscaria retirar uma proteção da cidade, por motivos estéticos?

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        • “A argumentação de que barragens hoje existentes no Rio Jacuí reduziriam os níveis no Guaíba também não é válida, pois tais estruturas têm função de geração de energia, não dispondo de volume para amortecimento de cheias. Além disso, qualquer eventual efeito desse tipo seria anulado pelo desmatamento e pela urbanização acelerada em toda a bacia hidrográfica verificados desde os anos 40.”
          Daqui (http://www2.portoalegre.rs.gov.br/metroclima/default.php?reg=15&p_secao=8)
          Só não concordo com a última frase, a urbanização em toda a bacia do Jacuí não deve ter influência significativa no aumento do pico, talvez o desmatamento influencia, mas é de se avaliar, pois em uma situação de saturação do solo, uma área de mata pode responder hidrologicamente muito semelhante a uma área de plantação agrícola.

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  7. Mas derrubem logo essa inutilidade.

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  8. “O muro das lamentações”
    .
    Como seria bom caminhar(ou modal preferido dos senhores) pelo centro olhando pra orla e com o Cais te chamando.
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    Mas não… Os provincianos acham que essa mureta e os ‘diques anões’ vai impedir uma nova inundação na cidade… (suspiro)
    .
    Coisa que ficou provada nessa última segunda-feira, que não adianta nada, quando a zona norte ficou totalmente bloqueada devido a ‘chuvarada’, mas enfim…

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    • Tira o muro (caso seja possível) e o cais vai continuar tapando a vista da orla… é uma questão de física…

      é só olhar para a área infantil da Feira do Livro, onde o muro fica aberto e só se enxerga a água por que ali são vitrais.. coloca paredes no lugar dos vitrais (como acontece no resto do cais) e não se verá nada, com ou sem muro..

      Não sou contra a retirada do muro (caso seja justificado também por questões técnicas), mas achar que é ele que está nos tirando a vista é um engano.. comum, mas um engano..

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      • Pelo menos sem o muro veriamos os armazens (revitalizados) e o que mais se vai construir ali, ao invés de um paredão.

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      • Também prefiro ter a vista dos armazens do cais do que de um muro.

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      • Sem o muro, vendo os armazens, as pessoas vão ver que basta atravessar uma rua que vão poder curtir um pouco a vida, tomar um chope, um café, fazer compras, coisas do tipo, dando assim vida para o lugar.

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    • E essa inundação no Sarandi só aconteceu porque algum irresponsável mexeu no funcionamento dos diques da zona norte. O sistema de proteção contra cheias de Porto Alegre tem alguns problemas, mas no geral ele funcionam sim, e derrubar o muro seria um grande erro.

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      • no mundo inteiro existem exemplos mais inteligentes que um paredão para evitar que a água venha… água fantasma, pois ocorreu uma vez na história e nunca mais… haja medo…

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