Região sul do estado poderá ter fábrica de celulose

A Celulose Rio-grandense já em obras de ampliação.

A Celulose Rio-grandense já em obras de ampliação.

A Celulose Riograndense da chilena CMPC pode implantar uma fábrica na Zona Sul do Estado, onde adquiriu o direito de superfície do Projeto Losango da sua concorrente Fíbria, integrado por 100 mil hectares dos quais 40 mil com floresta de eucalipto por R$ 615 milhões. O problema é que 40 mil hectares de florestas não são suficientes para tocar uma fábrica de celulose e a legislação brasileira continua com restrições para venda de terras a empresas estrangeiras, segundo o presidente da Riograndense, Walter Lídio Nunes.

Mas, se a fábrica não se viabilizar, a madeira será transportada para a de Guaíba. Aliás, parte dela já vai para Guaíba como frete de retorno da exportação de celulose pelo porto de Rio Grande.

Esta legislação inviabiliza também a planta da findlandesa Stora Enso, que já comprou terras na fronteira com os países do Mercosul, neste caso em nome de pessoas físicas.

Já quanto à ampliação da fábrica de Guaíba, Nunes disse que tudo corre dentro do cronograma e que os contratos de fornecimento de serviços e equipamentos por empresas gaúchas romperam a marca de R$ 1 bilhão, mais do que dobrando a previsão inicial de R$ 450 milhões. O projeto quadruplicará a produção a partir de 2015.

Affonso Ritter



Categorias:Economia Estadual

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3 respostas

  1. A CMPC despejou grana oficialmente até na eleição municipal de Porto Alegre , imagina o que não anda fazendo nos bastidores e em nível estadual…

    Mas, evidentemente, essa fábrica é a solução das mazelas da região sul do estado (junto com a soja transgênica, claro, que há decadas impulsiona a região a níveis de produtividade antes inimagináveis). Lastimável que estes bondosos empreendedores tenham que fazer tamanho esforço para que o obtuso povo gaúcho enxergue a sua própria salvação. Até à pratica de comprar terras em nome de laranjas acabam sendo altruísticamente obrigados a se rebaixar!

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    • Claro, vamos acabar com as plantações, criar grandes reservas indígenas, expulsar essas empresas exploradoras e viver de pesca e artesanato.

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