Receita intensifica fiscalização de bagagens no Salgado Filho

Operação Ícaro quer coibir a prática do contrabando e do descaminho Crédito: Patricia Silva Fagundes / PRF / CP

Operação Ícaro quer coibir a prática do contrabando e do descaminho
Crédito: Patricia Silva Fagundes / PRF / CP

A Receita Federal desencadeou na manhã desta terça operação Ícaro com o objetivo de intensificar a fiscalização nas bagagens de passageiros provenientes de voos vindos do exterior e que desembarcam no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Além do aumento da oferta de rotas internacionais, o movimento de fim de ano também foi um dos fatores que motivaram a realização da ação no setor de fiscalização aduaneira da Receita Federal durante uma semana. Caso seja necessário, a Polícia Federal é acionada.

O auditor fiscal da Receita Federal, Paulo Roberto Cruz da Silva, explicou que a operação Ícaro visa coibir sobretudo a prática do contrabando e do descaminho. “Nosso foco é verificar as bagagens dos passageiros que, pela quantidade e qualidade excedendo valor da cota cujo limite é de 500 dólares”, esclareceu. Ele lembrou ainda que os passageiros tem direito a mais 500 dólares em compras nos free shops existentes nos aeroportos.

Durante a operação, um furgão da Receita Federal, dotado de um scanner com raio-x, está posicionado no início da esteira das bagagens desembarcadas das aeronaves, sendo realizada previamente então uma triagem eletrônica. “Se for constatado que há interesse no conteúdo da bagagem para a fiscalização aduaneira, essa bagagem passará em um segundo momento por uma inspeção física”, observou, acrescentando que, nos casos de excesso da cota ou tentativa de introdução de mercadorias clandestinas e proibidas. Se não ocorrer a apreensão, o passageiro paga o tributo relativo ao que excedeu e pode ficar com o produto adquirido no exterior.

Correio do Povo



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31 respostas

  1. Espero que esta operação da Receita Federal, não vá prejudicar mais o turismo que aqui já está moribundo. E os não turistas procuram se defender, adquirindo alguns produtos lá fora, tentando fugir dessa carga tributária imensa que temos no Brasil.

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  2. Porto Alegre já é muito pobre em matéria de turismo. Não atrai visitantes, porque lá pelas décadas passadas, até os anos 50, era bem mais atrativa e tinha muito mais aspecto de cidade européia. Tranquila e bem hospitaleira. E não nos preocupávamos com assaltos. De lá para cá até o poder público nos assalta. Hoje em dia quem gosta de vir para cá são os esquerdistas socialistas-comunistas para participarem de fóruns idiotas. E fumarem maconha e outras drogas nos acampamentos.

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  3. Defina muambeiro. Muambeiro pra mim é o cara que vem cheio de treco para revender e vive disso. Para mim o cara que compra uma câmera de U$500 nos EUA porque no Brasil o mesmo produto custa U$2000, sendo que desses, U$1200 vão direto para o governo sob forma de impostos, não é um “muambeiro”. Tem a qualidade também, a maioria das minhas roupas são compradas no exterior pois a qualidade das roupas no Brasil é um lixo: para quem é alto é um terror: ou fica com a barriga de fora, ou parece que está vestindo um pano de mesa, ou fica com as canelas de fora, ou tem que comprar roupa 2 números maiores. No exterior tu compra camisa escolhendo tamanho de manga e cumprimento da camisa, tu compra calça com numeração para cintura e tamanho de perna… Enfim, sempre que eu posso, eu dou um jeito de guardar um dinheirinho, passeio e trago produtos bons por preço justo para uso pessoal. No mais a RF tá mais preocupada com o cara que traz pra revender mesmo: ano passado morei 1,5 anos no exterior, o que me dava direito a trazer os meus pertences mesmo excedendo a cota de U$500, ao passar minhas malas no raio-x eles viram a minha TV, meus 2 notebooks, minha Canon, iPhone, etc, enfim, eu tinha milhares de dólares em trecos, e nem se preocuparam em me parar.. Eles pegam nego que vem com 15 iPhones na mala, esses tem que pegar mesmo.

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    • Perfeito comentário, Guilherme.
      Muambeiro é o cara que compra para revender.

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    • Roupas compradas no exterior ??? :-S

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      • Recebi um presente de amigo dos EUA, valor US$30,00 com frete, mas aí eles rasgaram o nome do remetente da correspondência, e taxaram os US$30,00 como se tivesse sido remetido por uma loja. Ou paga o imposto ou manda de volta, e espera na nova remessa ( no novo frete) a nova avaliação e sabe lá quando.

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        • Com minha esposa taxaram 2 sprays de cabelo que ela comprou tbm por $30 e havia sido enviado por PF… se não é para ficar puto!

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      • A compra de produtos no exterior acima do permitido, junto com a sonegação de impostos gera um grande prejuízo a industria nacional.

        Mas enfim, o mais bizarro de tudo, é que quando um sonegador é pego, o discurso dele é sempre “essa carga tributária é criminosa”, mas justamente, por ele ser sonegador que ele não pagou nada!Tem direito de reclamar da carga tributária quem realmente a paga.

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    • “Para mim o cara que compra uma câmera de U$500 nos EUA porque no Brasil o mesmo produto custa U$2000, sendo que desses, U$1200 vão direto para o governo sob forma de impostos, não é um “muambeiro””
      Esta matemática está errada, é parecida com a matemática da Sony para justificar o preço do PS4.
      O custo de aquisição parte do preço de venda no comércio EUA, só que este preço tem frete, impostos (sim, os EUA não são paraíso fiscal), custo de mão de obra, aluguel etc.
      Esta máquina de 500 deve sair da China pela metade disto.
      Sobre definir muambeiro, sim, muambeiro é o cara que entra com mercadorias para revenda, para este cara não tem perhaps, perde a mercadoria. Para o viajante que adquire acima da cota, pode pagar os tributos e internalizar o produto.

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      • Sua conta que está errada. Ela não leva em consideração o desincentivo que os impostos trazem para um empresa lançar oficialmente um produto num país de já baixo poder aquisitivo.

        Só para citar um exemplo. Há a tempos na Europa e EUA um robô aspirador chamado Neato. Mas nem sinal deles virem para o Brasil. O que tem é pelo mercado informal (mercado livre) e custa obviamente o quátruplo do que nos EUA.

        Para uma empresa se instalar aqui ela tem que pagar o registro do produto, selo da Anatel, instalar rede de assistências técnicas, treinar funcionários, call center… Se for para vender pouco e com baixa margem de lucro, elas nem vem. As poucas que vêm colocam o preço lá em cima para compensar a baixa demanda.

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        • Mais alguns exemplos de custos ocultos: insegurança jurídica, portos ineficientes e lentos, alfândega lenta e com regras complicadas (para não dizer esdrúxulas)

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        • se existe baixa demanda é pelo preço premium cobrado.

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        • Matemática é matemática, se custa 200 na loja nos EUA não pode custar 200 para o importador (FOB).
          Desincentivo e outros blás não alteram esta matemática.
          E outra, qual a carga tributária no EUA? Qual o custo da m-d-o nos EUA? E no Brasil?
          Não existe carga tributária que justifique esta diferença de preço no PS4.
          Sobre assistência, call center etc, infelizmente para o consumidor brasileiro, é irrelevante para a maioria das empresas, inclusive para a dona no PS4.
          Demanda é preço.

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  4. O muambeiro é pior que o ladrão, em matéria de prejuízo à economia nacional.

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  5. Todos que vão viajar sabem das normas sobre bagagem e valores permitidos. Quem chega na fiscalização sem declarar bagagem não é por falta de conhecimento e sim porque esta tentando trapacear. Se você acha injusta a lei, procure os parlamentares que você ajudou a eleger para que mudem a lei, mas não venham dizer que não sabiam que não podia trazer 3 mil em muamba.

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  6. Perdeu preibói.

    O nome “Operação Ícaro” é bem tendencioso. Lembrem-se que o Ícaro tentou voar, mas se deu mal. O mesmo para esse pessoal ai… tentou muambar em Miami e se deu mal também. Pwned!

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    • Típico de quem nunca viajou. Só quem já passou por isto sabe o pesadelo que é passar pela alfândega. Só para citar alguns exemplos:
      – Morei 6 meses em Portugal e comprei um macbook modelo antigo para trabalho. Na hora de voltar para o Brasil, o mesmo macbook custava R$2500 no Brasil e se eu pagasse imposto ele acabaria saindo R$3000, ou seja, valeria mais a pena ter comprado no Brasil, exceto que eu comprei ele para trabalho e não podia me dar o luxo de esperar. Se eu não declarasse corria o risco de pagar mais uns R$1000 de multa saindo o note por quase R$4000.

      – Minha esposa comprou um macbook air usado da Amazon modelo antigo (sim, pq os impostos nos obrigam a comprar coisas velhas) por $800 com a intenção de declarar. Só que a Amazon enviou a nota com o número serial errado. Resultado, estresse ao passar pela alfândega pois o fiscal poderia avaliar como novo que custa $1200, como aconteceu com minha guitarra em outra viagem.

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  7. Baita palhaçada! Tava na cara que isso ia acontecer depois da estréia do vôo para Miami.
    Mas olhem só essa: uma conhecida minha estava nessa “revista” e foi parada pelo fiscal da receita que disse que ela estava com “eletrônicos” na mala…Mala aberta, mala revistando a mala e de repente achou o eletrônico que nada mais era do que o brinquedo que a viajante tinha levado de Porto Alegre para Miami para distrair a filha na viagem. Mala em pé com cara de bunda, fechando a mala e pedindo desculpa para a viajante…
    Engraçado que no caso do mensalão e tantos outros de corrupção que existem por aí, a Receita Federal não nota nada, nunca. Se não fosse o Roberto Jefferson abrir o bico a Receita Federal continuaria achando tudo normal. Os caras contrabandeiam tudo e mais um pouco nessas fronteiras, e eles ficam enchendo o saco por causa de 500 dólares.

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  8. Mercenários incompetentes!
    Mercenários pois trabalham para sustentar este governo enorme e corrupto.
    Incompetentes pq certa feita me confiscaram minha guitarra fender chinesa usada de $270 (que nova custa $400) pois avaliaram ela como uma fender americana nova de $800 e eu me recusei a pagar a diferença. Não adiantou mostrar o made in china gravado no braço nem o recibo de compra. Tive que ir para casa e pedir segunda via da nota (que o dono anterior se esqueceu de me enviar).

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    • Detalhe: ainda ficaram rindo da minha cara quando disse que custava barato pq a fender tinha começado a fabricar guitarras na china.

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      • Ferramenta de uso profissional não pode ser tributada! Imagine se todo músico que vier ao Brasil vai ter seus instrumentos tributados. Foste achacado!

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  9. Porcos a serviço do sistema que explora a população brasileira. Todo mundo tem direito a comprar PELO PREÇO JUSTO os produtos que bem entendem. Aqui no Brasil tudo custa o dobro, pra alimentar essa máquina pública corrupta.

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    • não é só o imposto que é alto aqui.
      o empresário brasileiro fez a opção de mercado de vender tudo a preço premium.
      prefere ganhar muito vendendo para poucos a ganhar pouco mas em escala.
      aí o produto fica duplamente caro.

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  10. Só vou acrescentar que se o sujeito quiser trazer mais de U$500 do exterior, pagará 50% sobre o valor que exceder o limite. Assim, para um notebook de U$1,000, o imposto seria de U$250. Isso se o passageiro entrar no canal vermelho e declarar sua bagagem. Se passar no canal verde e for parado por um fiscal, que constata o notebook não declarado, pagará mais 50%, além do imposto, ou seja, U$500 no total. A maioria, claro, tenta a sorte e passa no canal verde. Dependendo da muamba, eletrônicos principalmente, acho que ainda vale a pena mesmo pagando os 50%, mas o ideal mesmo seria um dolar de R$2 ou menos.

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