Construtora pede reconsideração de acordo sobre casarões

Solicitação foi encaminhada ao Conselho Superior do MP para rever proibição

Foto: Gilberto Simon

Foto: Gilberto Simon

Um pedido de reconsideração tenta restabelecer o acordo que permite a derrubada de três casarões erguidos da década de 30 na rua Luciana de Abreu, no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Conforme o advogado da construtora Goldztein, Milton Terra Machado, a solicitação foi encaminhada ao Conselho Superior do Ministério Público (CSMP). A empresa, conforme o acerto, iria conservar outros três imóveis no local.

A Goldztein admite que pode não mais manter o interesse no negócio. “A saída da empresa de cena implica, aí sim, no sepultamento das seis casas”, disse Machado.

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (TJRS) concedeu liminar para impedir a demolição dos casarões. O pedido de reconsideração é do procurador do Ministério Público do Estado, Túlio Barbosa, que participou da articulação do acordo com a construtora e o município. O CSMP não aceitou o que foi acertado.

A decisão impedindo a derrubada de três casas e a recuperação de outras três é da 22ª Câmara do Tribunal de Justiça e foi proferida no dia 19. O caso é discutido há mais de uma década. Moradores do bairro iniciaram um movimento contrário à demolição alegando o caráter histórico do prédio. Machado põe em dúvida os interesses de quem pretende manter as casas em pé. “Não é patrimônio histórico. Isso está claríssimo”, declarou.

Correio do Povo



Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Patrimônio Histórico

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27 respostas

  1. Daniel Link disse: “Vai ser engraçado ver essas casas abandonadas, ao relento, sem manutenção, infestada de insetos e ratos, ou quem sabe ainda invadida por vários moradores de rua. “….exatamente o que querem as “democraticas” associacoes de bairros espalhadas pela cidade….vide o Pontal, nossa orla, ……

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  2. Deveriam aproveitar essa midia, comprar e fazer um restaurante ali.
    Iria bombar, sem contar que iria sair como o queridinho por salvar as casas.

    haha

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    • Jura, a maioria que foi protestar ia se negar ir ao local por gerar capital, o maior maior da humanidade.

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  3. Então uma construtora pode comprar os imóveis da Padre Chagas onde estão o Z cafe, Dado, Cafe do Porto, destruir eles e fazer predios residencias e nos perderiamos uma das regiões mais agradaveis da cidade, um dos nossos atrativos turisticos. E a história da galinha que bota ovos de ouro, e o cara vai lá e mata ela! O plano diretor tem que reconher aquela região como uma area diferenciada e incentivar a sua preservação. Isso se chama urbanismo, cidade projetada. Todas as cidades tem isso.

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    • Isso se chama autoritarismo, não urbanismo

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      • Isso se chama livre iniciativa. Os donos das casas são livres para vende-las para quem quiserem. Quem comprar terá a possibilidade de fazer o que quiser com as casas desde que dentro da lei. A lei estabelece algumas restrições com o que pode ser feito para que não haja perturbação da vizinhança.

        A lei não estabelece que devemos ter restaurantes ali. Isso depende da nossa vontade e capacidade de mobilização. A construtora agiu primeiro e assumiu o ônus do processo de liberação da demolição das casas.

        A questão aqui é as pessoas não perceberem que apesar de ser bonitinho e legal um restaurante ou pub ali, é preciso dinheiro, vontade e consenso para isso acontecer. Não tendo isso (no momento nao temos), as casas ou ficarão abandonadas ou serão demolidas.

        O que precisaríamos para que a vontade de manter as casas se concretizasse seria uma ONG com fundos para comprar os imóveis e mantê-los ou reforma-los e aluga-los. Não temos isso.

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        • Sim, nenhum plano diretor diz “construa restaurantes aqui”, mas o plano diretor pode diminuir os índices construtivos e a altura de forma a tornar a área menos interessante para o mercado imobiliário, e aumentar em outro setor da cidade para incentivar a construção naquela região.

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        • Tornar uma área menos interessante ao mercado imobiliário = degradação, abandono, desvalorização.

          Pensa um pouco antes de escrever, pelo amor de deus. Vai ver que lindas e bem desenvolvidas as áreas de qualquer cidade do mundo que foram abandonadas pelos malvados citados por ti.

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        • Leonardo, o 4º distrito é o que é pois teve excesso de regulamentação. Agora é um local abandonado, sem capacidade de renovação.

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  4. Poder não ser PATRIMÔNIO HISTÓRICO, mas com as definições da UNESCO, é PATRIMÔNIO da PAISAGEM CULTURAL e NATURAL.
    Na essência o que todos querem é o espirito que alimenta a todos, é o que encanta,
    Na Carta de QUEBEC de 2099, o ESPÍRITO do LUGAR é a real fixadora de valores humanos, portanto, vestido de CULTURAL e NATURAL, devemos entender que a modernização não deve e não pode roubar a ALMA da sociedade. E muito menos dar valores materiais para poucos (Especulação IMOBILIÁRIA).

    Desde o inícío foi sacramentado que a CIDADANIA, que é a SOCIEDADE CIVIL, alimentando e alimentada pela CARTA MAGNA, de forma PÉTREA. consagra

    A VIDA e a ALMA, fazem a razão da HUMANIDADE SER detentora da VOCAÇÃO e IDENTIDADE.

    O MERCADO, só quer determinar o STATUS de alguns.

    Agora, se a maturidade dos operadores do DIREITO e da ENGENHARIA, não se permitem a ser pensadores do Sítio Paisagístico, como podemos podemos esperar que PORTO ALEGRE daqui 20 anos tenha ALMA e ESPÍRITO ALEGRE, por isso devemos ser um PORTO.

    E a sociedade é quem determinará, e não um CONSELHO.

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  5. Eu pelo menos não quero aquelas casas abandonadas, eu gostaria delas ocupadas por restaurantes sofisticados, pubs, lojas de grife, enfim, uma ampliação natural da já saturada Padre Chagas, algo muito semelhante ao Patio Ivo Rizzo.

    Seria uma ampliação da área mais nobre de Porto Alegre, seria bom para cidade, para os empresários (todos menos a Goldztein), para os turistas, para os proprietários que receberiam alugueis de 10, 15 mil reais mensais, enfim.

    Uma pena que aqui o pessoal só quer saber de derrubar.

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    • Compre as casa e faça vc, Leonardo

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      • Exato, o pessoal não entende que a cidade não é feita conforme desejamos, mas conforme a circunstância ocorre. Se nenhum futuro dono de restaurante se interessar por aquelas casas, não vai haver restaurante ali.

        Não podemos simplesmente outorgar que um espaço da cidade vá virar algo especifico se não houverem interessados em investir nisto.

        Outro problema que ninguém considera é que apesar de ser bonito e agradável termos do misto residencial e comercial, tem o problema do barulho. Notem que ele falou em colocar um pub ali.

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        • Pois é, mas já perguntaram se tem alguém interessado? Conservar as casas pode não dar certo, claro, mas também pode dar muito certo. Só que ninguém se interessou ainda em ver isso. Só tem ambição de derrubar pensando no dinheiro. Mas tudo bem, ia ficar mesmo muito lindo novos prédios residenciais nessa área, com muros de 3 metros de altura e cerca elétrica, calçadas estreitas e sem nenhuma harmonia com a rua, bem ao estilo Goldsztein.

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    • Acho que é o que a maioria quer.

      Menos quem tem dinheiro para investir.

      E se quem tem grana para investir não faz, ou alguem vai derrubar e construir prédio, ou vira residencia de mendigos.

      Se eu tivesse grana, certamente abriria algum pub ali, é um sonho meu abrir um desses em uma casa antiga.

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    • Pelas negativações nota-se Sinduscon e Goldztein frequentando o blog

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  6. Vai ser engraçado ver essas casas abandonadas, ao relento, sem manutenção, infestada de insetos e ratos, ou quem sabe ainda invadida por vários moradores de rua. Vão reclamar pra quem daí?Capaz de pedirem a construção do prédio…

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  7. Terrorismo = Goldztein admite que pode não mais manter o interesse no negócio. “A saída da empresa de cena implica, aí sim, no sepultamento das seis casas”, disse Machado.

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  8. Eu acho que o sentido que foi dito “A Goldztein admite que pode não mais manter o interesse no negócio” significa o acordo não? Daí ganhariam em terceira instância e tudo iria a baixo.

    O que eu to torcendo, por sinal

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  9. Ai vão chorar que as casas vão ficar abandonadas.

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    • “A saída da empresa de cena implica, aí sim, no sepultamento das seis casas”, disse Machado.

      Olha, eu to para dizer que tem gente que prefere isto! Mas só se dará conta das reais consequências anos depois (ou não).
      Eu já falei e vou repetir: vão cuidar da SUA vida e deixem os assuntos que não são da sua conta.

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      • O pessoal que me negativou depois não venham reclamar que a ponte da Santana passa por cima da ciclovia! Ao menos sejam coerentes!

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        • Realmente um caixote de tijolos rebocado tem o mesmo valor para o patrimônio histórico do que um conjunto de seis casarões projetados pelo principal arquiteto de Porto Alegre da primeira metade do século XX. Afinal, é tudo “patrimônio histórico”, como tu sugeres. Tu realmente pode cobrar coerência dos outros.

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        • Não estou julgado o que tem “mais valor histórico” justamente por não ser dono dos casarões. Aliás, deverias fazer o mesmo. Se é tão importante para ti, que dê um lance pelos imóveis e os compre.

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