UFRGS não quer prolongamento da Ipiranga

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A ampliação da avenida Ipiranga, em Porto Alegre, até a Vila Santa Isabel, já em Viamão, esbarra em trecho do terreno do Campus do Vale da Ufrgs.

Após três encontros, o grupo de trabalho criado pelo Legislativo estadual para tratar do tema esbarrou na posição da universidade de não ceder a área.

“Eu fiquei chateado com isso, pois é área federal. Não entendi a posição irredutível da universidade, pois esta obra traria mobilidade urbana à zona Leste e benefícios para quem frequenta a Ufrgs. Eles não quiseram nem avaliar as possibilidades”, reagiu o deputado estadual Aldacir Oliboni (PT), integrante do grupo de trabalho.

Conforme o parlamentar, as audiências e reuniões recomeçarão em março de 2014. Vários fatores contribuem para que o antigo pedido dos moradores da região Leste de Porto Alegre saia do papel, entre eles, o começo das obras no campus central da Uergs no Centro de Treinamento da CEEE e 11 empreendimentos imobiliários em construção na região, o que deve aumentar em mais de 25 mil pessoas vivendo no local.

Affonso Ritter



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38 respostas

  1. Ao invés de aumentar a malha viária de Porto Alegre o melhor seria a prefeitura de Viamão melhorar o transporte público incentivando os moradores a utilizá-lo a para a prefeitura de POA implementar o BRT com um terminar na Antônio de Carvalho(que já existe por sinal) assim as viagens ficam menores para os transportes de Viamão, uma vez que os passageiros entrariam no sistema de transporte de POA nesse terminal. Assim viagens menores para os ônibus metropolitanos, redução de custos melhoria de frota e redução de carro nas vias. A Metroplan já fez um estudo e seriam necessárias 91 linhas para atender toda a região metropolitana de POA e não as atuais 1500.

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  2. Concordo plenamente com a posição da UFRGS. Disponibilizar esse acesso prejudica a segurança do campus, dos setores de produção, da casa do estudante. O correto é ter transporte público de qualidade e reduzir absurdamente o número de automóveis circulantes entre as cidades. Super apoio a UFRGS!!!!!

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  3. Sou cidadão e sou totalmente favorável ao prolongamento da Ipiranga , o que não se pode admitir é que interesses políticos se sobreponham aos interesses públicos , existe uma rota já construída no interior da universidade que é pública , mas devido a uma postura segregacionista da gestão da universidade federal o que foi feito ?

    Foi construído muros e cercas de concreto no entorno da universidade de modo a impedir o trânsito de pessoas estabelecendo-se um verdadeiro enclave.

    Universidade pública tem que ser ser efetivamente pública permitindo o livre trânsito de cidadãos e veículos dentro dos limites da mesma , não estamos falando de universidade particular , agora se a administração desta universidade está agindo de maneira contrária ao interesse público algo precisa ser feito pelas autoridades legalmente constituídas e pela sociedade também (moradores locais , pessoas que por ali transitam) , o que não se pode admitir é a utilização da coisa pública para fins alheios ao interesse público.

    Dizer que afetaria o meio ambiente também é outra falácia , pois já está construída a estrada no interior da universidade porém o acesso as mesmas como dito anteriormente está impedido por razões políticas e contrárias ao interesse público.

    Precisamos agir e exigir respeito , pois a atual administração dessa universidade não está agindo de forma a respeitar o direito de ir e vir que é garantido a todos os cidadãos pela constituição federal de 1988.

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    • A Universidade é Pública, e não de circulação pública. Ou você acha que toda escola municipal e estadual devem estar abertas para que os cidadãos passem por dentro delas a qualquer hora? Imagine qualquer cidadão usando a escola como caminho quando bem entendesse. Imagine como os custos com limpeza e pessoal aumentariam. Sobre as cercas: foram construídas recentemente, para impedir o avanço das invasões sobre a área Federal. A UFRGS é responsável direta pela preservação ambiental na área que ocupa e as invasões estavam causando inúmeros problemas ambientais, além de financeiros. Além disso há questões de segurança e infraestrutura que devem ser muito bem observadas. O Oliboni fez um projeto eleitoreiro em que vai receber algumas cifras desses empreiteiros que há anos cercam a área federal e tem gente aplaudindo. Quanta ignorância!

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  4. Há outras soluções que não sejam prolongamento da Av Ipiranga, que seccionaria o Campus do Vale da UFRGS, especialmente as Faculdades de Agronomia e de Veterinaria. Porque não construir por trás do Morro Santana, ampliando e urbanizando a Av. Protasio Alves? Porque não reavaliar a quarta perimetral, planejada a décadas. Querem prejudicar o espaço e tranquilidade do espaço da UFRGS, como medidas simplistas. Chega de tanta especulação imobiliaria.

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  5. Apoio a ideia da Ufrgs em não querer essa aberração de avenida no meio do mato!!!!

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  6. Parabéns à UFRGS pela negativa em abrir mão de seu terreno, por algumas razões:
    1) Cortaria uma área de preservação ambiental, abrindo brechas para o aumento da ocupação desordenada no Morro Santana.
    2) Já existe uma grande avenida, a Bento Gonçalves, com corredor de ônibus e 3 faixas para veículos. Pra quê mais uma avenida? Pode-se investir na melhoria da Ipiranga para as famílias que já estão assentadas.
    3) Cortaria o terreno do curso de agronomia, possivelmente prejudicando a formação dos estudantes.
    4) Que a prefeitura invista em transporte público. Cadê o terminal do BRT da Antonio de Carvalho que ficaria pronto até a Copa? A prefeitura não tem que abrir mão de recursos para o transporte público para incentivar ainda mais a ocupação de áreas verdes e a especulação imobiliária na Lomba do Pinheiro e em Viamão.

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  7. Por que o reitor da UFRGS apoiaria a ampliação da Ipiranga se ele não recebe doações de empreiteiras para se eleger?

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  8. Ainda bem que existe gente inteligente pra cortar rapidinho o projeto estúpido do Sr. Oliboni

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  9. A ignorância atende por Aldacir Oliboni, um sujeito que acordou um dia pela manhã e pensou: já sei, vou propor um projeto para que todos lembrem de mim. Tomou café da manhã, pensou, pensou, até que descobriu: “eureca! Vou cortar o Morro Santana com uma rodovia para ligar Porto Alegre a Viamão”. Seus amigos não quiseram magoá-lo dizendo que era uma ideia estúpida, que a Metroplan está trabalhando com alguns conceitos mais contemporâneos de mobilidade urbana a partir do transporte coletivo.
    Oliboni foi lá e disse o que pensava. Angariou algumas pessoas que por algum motivo acharam que a ideia seria boa e bateu à porta da reitoria da UFRGS pedindo uma palavrinha com o Reitor. Chegou lá, tomou aquele cafezinho, papo vai, papo vem, disse: “vou direto ao assunto”. Por sorte, não havia câmeras no local, pois o Reitor cuspiu todo o cafe na sua gravata italiana comprada recentemente. “Cortar o Campus do Vale com uma rodovia? Nem fodendo!”.
    Pobre Oliboni, seus amigos não o alertaram que suas ideias ja estavam ultrapassadas e deixaram-no ir falar com uma instituição responsável pela inovação tecnológica.

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  10. E se, ao invés de prolongarem a Ipiranga, duplicassem a Protásio e a Caminho do Meio? Seria uma grande alternativa pra quem vai para Viamão a partir da Zona Norte e até mesmo das outras cidades da RM, desafogando um pouco a Bento Gonçalves.

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    • Duplicar a estrada caminho do meio é mesmo a melhor solução. É fácil culpar a Universidade sem mencionar a necessidade de preservação da nascente do dilúvio.

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