Projeto aprovado facilita obra em área com restrição da Aeronáutica

Foto: Gilberto Simon

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Os vereadores de Porto Alegre aprovaram, na sessão desta quarta-feira (4/12), projeto de lei do vereador Idenir Cecchim (PMDB) que permite ao Executivo declarar como de interesse público obras em áreas onde há restrições impostas pela Aeronáutica a edificações. A prefeitura agora pode autorizar construções nessas áreas, evitando, segundo o autor, “o engessamento imobiliário” em regiões próximas do Aeroporto Salgado Filho. “O artigo 94 da Portaria 256/GC5, do Comando da Aeronáutica, estabelece a participação do Poder Municipal nas decisões sobre restrições impostas ao uso do solo urbano da cidade em decorrência da existência do seu aeroporto”, explica.

Cecchim observa que sua proposta instrumentaliza o Executivo municipal, por meio do Sistema Municipal de Gestão do Planejamento (SMGP), a atender à Aeronáutica, no estabelecimento de regras que disciplinem o interesse público de desenvolvimento urbano, com os parâmetros definidos no Plano Diretor, e a indispensável plenitude das condições operacionais do aeroporto, e quais restrições a sua não-aplicação causaria a essas operações. “A declaração de interesse público prevista no parágrafo 1º do artigo 94 será aplicada às zonas de transição e planos internos horizontais 1, 3, 10 e 20 do Plano Específico da Zona de Proteção do Aeródromo (PEZPA) do Aeroporto Salgado Filho.”

Câmara Municipal



Categorias:Zona de Proteção Aeronáutica

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39 respostas

  1. Caro Augusto, temos em POA áreas chamadas uni-familiares onde está previsto construção com apenas 9m de altura. Estão localizadas em vários pontos da cidade, não somente na periferia, mas em bairros como Boa Vista, Higienópolis, etc…Obviamente que não estou me referindo a essas regiões, falo onde já temos adensamento vertical e não exploramos melhor a altura em razão do 5º COMAR. Não quero comparar duas cidades, como tu deste de exemplo, mas aumentar a verticalização em troca de maior área verde no solo, para ter mais vazão (drenagem) da água da chuva por exemplo, evitando tanto alagamentos, como tem acontecido frequentemente em cada chuvarada aqui.

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  2. É absurda a posição do plano diretor de POA, vai contra tudo que as grandes cidades do mundo estão fazendo, não que tenhamos que fazer igual, mas temos que seguir os bons exemplos. O mundo inteiro cresce para cima, vertical, e POA ocupa o solo, limitando a altura dos prédios, muito em razão desse 5º COMAR. Gostaria de ver muitas áreas de solo com recuos maiores e aproveitamento dessa área revertida em área verde, e prédios mais altos para fechar a conta das construtoras, pois é exatamente o inverso que temos hoje em POA, pouca altura e área de solo sendo aproveitada para garagens.

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    • Nem todas as grandes cidades do mundo crescem verticalmente. Muitas das cidades que se vêem nos filmes têm um pequeno distrito de negócios no centro da cidade designado para a construção de arranha-céus, mas fora disso há restrições drásticas para construção (ou falta de interesse da população em morar num espigão). Veja por exemplo San Francisco:

      Na Alemanha inteira existem exatamente 78 edifícios com mais de 20 andares.

      Talvez o pessoal que frequenta o blog deva ter mais claro para si mesmos que estão baseando a sua visão de Porto Alegre nas grandes cidades dos Emirados Árabes Unidos ou da China, e não nas “grandes cidade do Mundo”.

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      • Muitas cidades americanas são assim. Eu gosto de edifícios altos, acho que dão uma imponência para a cidade, mas não quero uma São Paulo da vida.
        Porto Alegre devia é remodelar o seu centro, derrubar alguns prédios velhos lá pra construir alguns maiores, além de criar mais um distrito que os permitissem, de preferência perto da orla em direção a zona sul.

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  3. A propósito, John Mirolha manda um abraço para os colegas.

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  4. Ué, interessante. Os mesmos que estão criticando a possibilidade de prédios maiores para evitar a “expansão imobiliária” são exatamente aqueles que dizem que deve haver mais compactação da cidade para poder dar mais condições de uso de modais alternativos e que a expansão horizontal da cidade é danosa porque as pessoas acabam morando muito longe do trabalho e se obrigam a usar carro.

    Decidam-se.

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    • É complicado seguir a esquerda (anti capitalismo-construtoras) e o estilo de vida europeu (que não é de esquerda e exige iniciativa privada). O pessoal fica confuso como tu está vendo. Uns começam se entusiasmando com uma coisa é acabam aderindo à outra. Outros vão seguindo tudo que aparece sem bem entender pra onde estão indo.

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      • Exatamente Adriano, e isso acontece porque essa gente é guiada exclusivamente por essa ideologia do atraso (anti-lucro, anti-capital, anti-empreendedores, etc) e não pelo bom senso ou uma racionalidade minimamente ética.

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        • Engraçado, me parece mais preconceituoso alguém que só faz acusaões pessoais infundadas do que alguém que dá um argumento palpável.

          Tipo, tem um AEROPORTO na região. Não ver isso sim é cegueira ideológica.

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    • ãhan, vai compactar-se lá no aeroporto. Beleza de raciocínio! Hahahaha

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      • 5 kM não é exatamente lá no aeroporto.

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        • E pq adensar justamente onde não pode, junto ao aeroporto? Será porque o transporte público de PoA é uma M. e o único lugar de PoA que facilita a saída para o Vale dos Sinos e Free Way é o entorno do Aeroporto?

          Tá cheio de lugar para adensar próximo ao centro, no bairro Floresta, mas os símios querem o Aeroporto. Por que será?

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        • Repito, 5 km não é exatamente entorno do aeroporto.

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        • E qual é a norma internacional Julião?

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        • Adriano não conhece as normas e não quer saber. Com certeza são normas ridículas.

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        • São normais gerais, como todos os acordos internacionais, que apresentam aberturas para especificidas locais.

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    • Adriano e as relações imaginárias que ele faz entre as coisas.

      Meu caro, por mim podem adensar a vontade no resto da cidade. Não perto do aeroporto, chega a ser absurdo eu ter que explicar isso.

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  5. O resultado vai ser alguns prédios altos em torno do Aeroporto. Daqui alguns anos quando finalmente ampliarem a pista a aeronáutica não vai aprovar, porque não há área de segurança suficiente em volta.

    A conclusão vai ser engessar uma cidade inteira por ter um aeroporto lá na pqp. Tudo isso para beneficiar uma ou duas famílias donas das construtoras.

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  6. Finalmente.

    Claro, não da pra abusar, mas a restrição imposta sempre foi bizarra, tava na hora de mudar isso.

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  7. Imagina se esses símios da aeronáutica vivessem em Londres, onde há aeroporto (London City) a poucos quilômetros de prédios gigantes de +300 metros de altura.

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    • “Only multi-engine, fixed-wing aircraft with special aircraft and aircrew certification to fly 5.5° approaches are allowed to conduct operations at London City Airport.” Como as superfícies livres de obstáculos não são respeitadas, foram adotadas medidas mitigadoras, que incluem uma licença especial para operar no aeroporto e a limitação dos tipos de aeronaves que podem operar. Lembrando que a pista tem apenas 1508 m. Se obstáculos novos forem adicionados à ZPA de POA, novas medidas mitigadoras (algumas já foram adotadas) serão adicionadas e limitarão a operação do aeroporto. A escolha é da cidade e de seus representantes.

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    • O London City é um aeroporteco com uma pista de 1500m (o Salgado Filho tem 2300m, e aparementemente precisa de ampliação), onde apenas uma tripulação com treinamento especial para aeroportos difíceis pode operar. Ou seja, é um brinquedinho de luxo para empresários pousarem com estilo no centro de Londres.

      Agora, olhando no Google Maps, até plantações se vêem no entorno do aeroporto de verdade de Londres, o Heathrow.

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      • Exatamente. Até me prestei a olhar ontem as imagens ao redor do aeroporto e é isso mesmo.

        Impressionante como aparecem especialistas em aviação por aqui.

        E os “símios” da aeronáutica (que devem ter umas 300x mais especialização que tu Ricardo) estão apenas seguindo normas INTERNACIONAIS.

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    • Os especialistas em Londres e NY, como sempre, fazendo comparações esdrúxulas.

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  8. Um abra$$o!!

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  9. Engessamento imobiliário foi engraçado mesmo.

    Enfim, flexibilização da região no entorno do aeroporto, novo aeroporto sendo desenhado para bem longe, os doadores de campanha estão colhendo os frutos do investimento.

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    • Ou o contrário, o súbito engessamente imobiliário da região do Salgado filho, com a cancelamento dos parâmetros menos restritivos usados a décadas, talvez faça parte do lobbie pela novo aeroporto na PQP.

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      • E qual a relação?

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        • Isso é evidente: transformar o Salgado filho num estorvo para a cidade, o que levaria a sua extinção, com o “natural” investimento na alternativa de Portão.

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        • Como um aeroporto na cidade se transformaria num estorvo? Como a ausência de prédios altos em torno do aeroporto transforma um aeroporto num estorvo?

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        • Nenhuma 😛

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        • Criando uma contraposição que não existia: aeroporto x crescimento da região.

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        • E “crescimento” da região é mais importante que o aeroporto para uma cidade?

          Esse teu raciocínio está totalmente furado…

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        • É exatamente isso que estou falando, criaram uma disputa que não existia antes da revogação da regra menos restritiva.

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  10. “engessamento imobiliário” hahahaha

    Falta de transporte coletivo não é “engessamento imobiliário”?

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