Os “do contra”, pessoas retrógradas, fazem ato contra o projeto de revitalização do Cais Mauá

Promovido por diversos coletivos e movimentos de Porto Alegre, acontece neste sábado, a partir das 15h, um ato político-cultural que pretende pautar questões como a gentrificação do Centro da cidade, a especulação imobiliária e a privatização dos espaços públicos, como é o caso do Cais Mauá, recém entregue por 25 anos a um consórcio internacional.

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Lamentável, é só o que tenho a dizer !!!!



Categorias:Projeto de Revitalização do Cais Mauá

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61 respostas

  1. Ah, vão pra Cuba, vão pra Coréia do Norte, vão pro raio que o parta! Saiam de Porto Alegre! Isso é jogar contra o desenvolvimento do Estado e de Porto Alegre. Essa gente tem o que na cabeça?

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  2. Olha a ultima postada no facebook.
    hahaha

    Palhaçada…

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  3. E’ sempre a mesma corja do atraso querendo melar as coisas…nao estao felizes? Vao pra put……….ooops, quero dizer Cuba ou Coreia do Norte.

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  4. Eu acho o seguinte: o Centro é um lugar simbólico na história e na essência de Porto Alegre… Não estamos falando da Carlos Gomes ou do Moinhos. Estamos falando do Centro, um lugar diversificado socialmente.

    Shopping já temos muitos. Não gostaria que o Cais se tornasse mais um mero shopping.

    Seria legal se abrisse espaço para os artistas de artesanato que ficam ali da Alfândega, por exemplo. E se tivesse uns botecos mais baratos, pro povão se reunir. Uma coisa menos elitizada que os shoppings convencionais, mas com a mesma organização e limpeza… Mas claro que se depender da iniciativa privada, a tendência é elitizar mais e mais… Não que isso seja exatamente ruim, mas é um espaço que merece mais diversidade, na minha opinião.

    Dito isso, acho que o estado seria mais competente para gerir um negócio assim, tal como gere o Mercado Público ou a Casa de Cultura, por exemplo.
    O Cais NÃO DEVE ficar como está, mas poderia ser MELHOR PLANEJADO, visando a essência tradicionalmente POPULAR do Centro.

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    • Por outro lado, a proposta dessa rapaziada que vocês chama de “do contra” veio muito tarde. Mudar alguma coisa depois de tudo assinado, definido, é bem difícil, pra não dizer impossível. Se isso é tão importante e realmente queriam mudar algo, deviam ter iniciado o debate muitos meses antes. Se sempre protestarem assim, tardiamente, só vão alimentar a imagem de esquerda “festiva” e pouco produtiva.

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    • E outra: apesar de preferir um Cais mais popular e menos elitizado, reconheço que é altíssima a probabilidade de o povão achar lindo o prédio espelhado e toda aquela aura de shopping, mesmo que não tenha condições de consumir. É a nossa cultura.

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      • Eu imagino que o shopping ali instalado, devido à sua localização num local mais popular, não vai ser algo tão elitizado. Uma coisa é a gente “diferenciada” (como eles gostam de se chamar) ir num shopping como o Barra ou o Iguatemi, onde largam seus carros no estacionamento e aproveitam o que está dentro do shopping.

        Com o cais aberto ao público, boa parte das pessoas chegará ali a pé, para curtir a orla um pouco além do gasômetro, e o shopping ficará em segundo plano. Aliás, pelo espaço disponível ali, está muito mais para galeria, do que para shopping center. Fora que colocar lojas de grife ou academias ali não farão muito sucesso, acredito que a maior parte dos comércios ali serão bares, botecos, cafés e quiçá algumas livrarias.

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      • a pobreza vive no Praia de Belas, e com muita diversão. agora querem me convencer que shopping é só pra rico. huahauahau

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    • Um camelódromo no lugar do cais, é isso?
      hahahaa

      Cara, o centro ta abandonado, ta largado, se não trouxerem alguma coisa melhor, vai seguir como está.

      Shoppings são abertos ao publico, nem tudo é caro, teremos livrarias bares e restaurantes no cais, qualquer pessoa pode chegar la e consumir.

      Se for caro, pode tranquilamente aproveitar a orla que vai ser aberta ao publico.

      Vai ter um bonde para transportar as pessoas, movimento, vida, e isso trás segurança.

      Barraquinha para artesanato ja tem, tambem existe o camelódromo, comercio popular tem aos montes no centro, o cais merece se tornar um ponto turístico, algo diferenciado, ninguem vai vir pra Porto Alegre para comprar lembrancinhas ali.

      Isso se encontra em qualquer cidade, ja tem em Porto Alegre em outros lugares, .o cais precisa se tornar um ponto turistico, trazer dinheiro e desenvolvimento para a cidade e o centro.

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      • Se o comércio “popular” degradar o local, sou contra.

        Não é essa a minha ideia.

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        • A questão não é nem degradar, é interessante ter um comercio popular, mas isso é o que mais tem no centro.

          Pra salvar o centro, precisamos levar algo mais para elite, valorizar.

          Não precisa ser algo onde um prato custe 50 reais, mas algo de qualidade, que faça com que todos queiram ir, sem pagar um absurdo por isso.

          Alias, colocar umas barraquinhas vendendo produtos artesanais não vai salvar nada.

          No Rio de Janeiro por exemplo, a orla é show, os quiosques são bem caros, 10 reais um copo de chope de 300 ml, mas no outro lado da avenida, ja cai pra metade o preço, e são excelentes lugares.

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    • Eduardo, fazer do cais do porto uma nova área de comércio popular vai apenas expandir o que já temos aos montes no centro. Conhece o café da Praça Otávio Rocha? Lembra como ela era antes? E aí, você prefere o mictório que tinha ali em vez do café cujo expresso custa 4 reais, mas que mantém viva uma bela praça?

      O mictório era muito mais democrático (todos podiam usar e era de graça, embora com riscos à segurança de quem ali entrasse). Na prática, a cafeteria privada é mil vezes melhor – até para o mendigo que dorme no banco da praça. Aliás, até um mictório privado seria melhor. O governo poderia criar cartões de isenção para carentes e teríamos um banheiro limpo, podendo dar uma descarregada por uns 2 reais.

      Em teoria, a gestão do Mercado Público é muito boa, mas na prática, tem gente que detém por décadas uma concessão e subloca para empreendimentos de terceiros. Como é que o Café do Mercado tem umas 3 lojas e a Japesca tem umas duas? E por aí vai… deve ter muito marajá que aluga as lojas para terceiros ganhando uma aposentadoria gorda só porque teve a sorte de ser um dos primeiros concessionários.

      Outro exemplo: Viaduto Otávio Rocha (viaduto da Borges/Duque). Na parte de baixo tem aquelas lojas de discos usados, que, imagino, valeria mais a pena abrir lojas realmente lucrativas e pagar uma pensão para os atuais concessionários. Seria melhor para todo mundo, ninguém sairia perdendo. Eu conheço um local muito bacana que abriu na escadaria, privado, mas com chope barato e ajeitado, frequentado por bichos-grilo, playboys e turistas que se hospedam no Everest: o Armazém Porto Alegre. A escadaria agora está viva da segunda à sexta até as 23h. Vira e mexe passa um mendigo pedindo esmola, algo que não é suficiente para espantar as pessoas do bar, já que o chope artesanal é bom e barato. Anteriormente, o passeio era morto à noite, exceto quando abria o Tutti Giorni, noites em que os bichos grilos emporcalhavam a Duque com baganas de cigarro, copos de plástico e outros entulhos. A maioria dos presentes era da elite pensante de esquerda ocupando os espaços públicos.

      O que eu quero dizer é que o empreendimento privado não é sempre do mal, assim como o público nem sempre é do bem. Eu duvido muito que uma cafeteria administrada pela prefeitura municipal, com baristas e garçons estatutários, funcionaria melhor do que empreendimentos privados similares. Acho que o cais do porto será algo bem diferente de shopping até porque será aberto ao público. O pobre brasileiro já não é mais tão pobre e quer se dar ao luxo de tomar um sorvete olhando para o Guaíba com o conforto do ar condicionado. Não é diversão para o dia a dia, mas certamente não será algo proibitivo para os finais de semana.

      O que me incomoda com a fórmula de bem-estar social cristalizada da extrema esquerda é que ela se vangloria de criar espaços e meios de produção públicos, mas omite que ganha gordas remunerações de cargos em comissão, viagens para congressos sobre exclusão social com direito a hospedagem em hotel cinco estrelas e por aí vai. “Para o povo, o que é típico do povo. Para mim, o luxo.” É assim em Cuba, com os altos funcionários públicos morando em sobrados com vista para o mar, era assim na URSS e é assim no Brasil. Se o discurso fosse condizente com a prática, até dava para comprar a ideia…

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      • Belíssimo comentário Semiógrafo!!!

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      • Mas tu tá comparando a minha ideia de Cais do Porto com comércio controlado pelo poder público com uma praça abandonada pelo poder público! Não quero a praça abandonada, tampouco o Cais abandonado tal qual é hoje!

        Não faço oposição diretamente ao empreendimento privado, em si. Apenas gostaria que a elitização do Cais não acontecesse desenfreadamente. Se hoje quase ninguém frequenta o Cais, é ótimo que muitos passem a frequentar. Mas não seria lindo que todos pudessem fazê-lo?

        É possível que tal efeito previsto por mim não ocorra e torço muito para que as minhas previsões estejam erradas. Tomara que todos se sintam à vontade para frequentar o Cais!

        A minha crítica, na verdade, se direciona mais para a incompetência, falta de vontade e de criatividade do poder público do que para a “insensibilidade” do poder privado.

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        • tu é lento hein Eduardo!

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        • Acho que entendo a tua preocupação, Eduardo. Porém, a legislação tributária brasileira deixa muito pouco para os municípios. O grosso da arrecadação vai para Brasília, o que não dá às cidades muitas alternativas senão as PPPs. Por ser uma concessão privada, a área do cais pode acabar ficando restrita a quem tiver dinheiro para consumir nos armazéns, com suas cafeterias e gastronomia com preço de shopping, e os ambulantes serão enxotados pela segurança privada do local. Acredito que, havendo abusos, ocorrerão protestos. Porto Alegre tem uma forte vocação para o ativismo, então se o pipoqueiro for repreendido, acho que não sairá barato politicamente para a prefeitura e para a concessionária. Haverá pichações, quebra-quebra de vidros e tudo o que estamos acostumados a presenciar quando algo não está muito bem explicado.

          Se a prefeitura reformasse tudo e abrisse licitação para concessões diretamente aos comerciantes, o cenário não seria muito diferente. Teríamos um grupo de sortudos que iriam cobrar o que quisessem em suas cafeterias “shopping-class”. Nem o modelo de camelódromo nos salvaria dessas arbitrariedades. Acho que o melhor que podemos esperar do cais do porto (tanto ricos quanto pobres) é um espaço agradável para o passeio e a contemplação. Se for permitida a presença racional de alguns ambulantes, ótimo. Não dá para ser nem muito céu, nem muito terra. Os músicos da Andradas talvez se mudem para o cais nos finais de semana. Ótimo!

          O melhor que o novo cais do porto pode dar é o que a Andradas deveria ser: comércio qualificado nos prédios e artistas e ambulantes racionalmente posicionados nas esquinas. Se você notar, os artistas posicionam-se estrategicamente de forma que nenhum atrapalha o negócio do outro. O mesmo com vendedores ambulantes: ninguém vê na Andradas uma fila de carrinhos de pão de queijo. Se o cais reproduzir esse equilíbrio ecológico da rua da praia, estaremos bem.

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        • Bem argumentado, Semiógrafo. É assim que se desenvolve uma discussão, ao contrário do que parece achar o Fernando Duarte. Agradeço a tua colaboração, abriu-me a cabeça para outras questões e possibilidades.

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