“Morte” chama atenção para acidentes em Porto Alegre

Campanha da EPTC mostra riscos da imprudência no trânsito

Em uma das esquinas, a “morte” aparecia ao lado de uma placa indicando o excesso de velocidade Crédito: Tarsila Pereira

Em uma das esquinas, a “morte” aparecia ao lado de uma placa indicando o excesso de velocidade
Crédito: Tarsila Pereira

A correria do final do ano é um dos fatores que resultam na elevação de acidentes de trânsito. Chamando a atenção para o assunto e da importância da cautela ao volante, a Empresa Público de Transporte e Circulação (EPTC) começou nesta quarta uma ação educativa especial de final de ano. Os motoristas que passaram pelo cruzamento das avenidas João Pessoa e Ipiranga, uma das mais movimentadas de Porto Alegre, puderam assistir a uma esquete teatral. Chamada “Vida ou Morte”, a encenação feita por integrantes da EPTC mostrou os riscos e as consequências da imprudência no trânsito.

Em uma das esquinas, a “morte” aparecia ao lado de uma placa indicando o excesso de velocidade. Em outro lado, a união da bebida e direção resultava em duas pessoas feridas. A mesma intervenção teatral será repetida em diversas vias de circulação da cidade até o final do ano. Na quinta, será realizada na parte da manhã no cruzamento da Siqueira Campos e Borges de Medeiros, no centro, e à tarde, na Ipiranga e Borges. Na sexta-feira, a ação será repetida no terminal de ônibus Triângulo e no cruzamento entre a Borges e a Salgado Filho.

Esse é o terceiro ano em que a atividade é promovida. De acordo com o coordenador de educação para o trânsito da EPTC, Juranês Castro, a campanha reforça a atenção das pessoas nesta época em que tradicionalmente o número de acidentes aumenta. E foi pensando nisso que um dos enfoques do trabalho desenvolvido pela equipe de educação é para que o trânsito seja visto como um espaço de todos. “Não importa se você é pedestre, passageiro ou motorista. Todos disputam o mesmo espaço”, destacou o coordenador.

Para terminar o ano bem, são reforçados alguns cuidados. No caso dos motociclistas, usar sempre capacete, farol aceso e ficar atento às condições da via, cruzamentos, curvas e pedestres. Já os pedestres precisam ter atenção especial no momento de atravessar alguma via e sempre andar na calçada. Para os ciclistas, entre os cuidados estão o uso de equipamentos de segurança e andar no mesmo fluxo dos veículos. O motorista deve dar atenção às normas de trânsito, como o uso do cinto de segurança, respeitar a velocidade e só fazer ultrapassagem quando permitido.

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Correio do Povo



Categorias:acidentes de trânsito, Meios de Transporte / Trânsito, Violência no trânsito

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8 respostas

  1. Certo, obrigar a cidade a andar a 30km/h vai melhorar tudo.
    Até por que apenas os motorista dos carros são o problema, o resto não.

    Sobre essa campanha, é divertida, mas não vai mudar muita coisa.
    Algo mais chocante até poderia impactar algumas pessoas.

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    • A velocidade média já está abaixo disso… A diferença é que vai se andar SEMPRE a 30km/h e não a 100km/h em alguns trechos e trancar em outros. Essas variações bruscas de velocidade que acarretam engarrafamentos e tranqueiras.

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      • O que acarreta engarrafamentos e tranqueiras é uma série de fatores: engenharia de transito mal planejada, anda e para com acelerações e freadas bruscas, constantes mudanças de faixa… Se a engenharia de transito fosse feita corretamente e todos recebessem melhor educação de transito (pedestres, ciclistas e motoristas) com certeza teríamos menos engarrafamentos e acidentes. Mas é fato, uma velocidade máxima mais baixa em certos trechos faz com que o transito flua melhor em certas vias.

        Mas a velocidade máxima não pode ser feita no “achódromo” de 30 km/h, por exemplo. Na Europa utilizam um meio que é a “velocidade operacional da via”, que usa como parâmetros para definir a velocidade máxima fatores como a qualidade da pavimentação, largura das pistas, existência ou não de canteiros ou muretas centrais, existência e quantidade de urbanização ao redor, escolas, hospitais, universidades, centros de compras…

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  2. Fazer traffic calming para forçar os motoristas a entrarem na linha e dar mais segurança para o pedestre nem pensar né EPTC.

    A iniciativa é original,uma pena que não vai mudar nada.

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