Avenida Grécia terá passagem subterrânea em Porto Alegre

Obra é considerada estratégica para a mobilidade urbana na zona Norte da Capital

Uma passagem subterrânea ligará as duas áreas da Forjas Taurus depois que o terreno, ocupado há mais de 50 anos pela fábrica, for dividido para a passagem da rua Visconde de Macaé — prosseguimento da avenida Grécia — até a avenida do Forte. A informação é da Prefeitura de Porto Alegre, que confirmou, nesta sexta-feira, a continuidade do projeto em 2014. A extensão da via é considerada estratégica para a mobilidade urbana na zona Norte da Capital. O problema é que a área onde funciona a planta industrial, fabricante de armas, é protegida por lei federal e licenciada pelo Exército Brasileiro.

Imagem: Google

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O entrave sobre a obra já dura meses, desde a inauguração do Shopping Bourbon Wallig e a abertura da avenida Grécia, na metade do ano retrasado, como contrapartida pelo impacto do empreendimento sobre a cidade. O trâmite de documentações já percorreu diversos setores da administração pública, entre os quais estão Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov), Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Procuradoria-geral do Município, Secretaria Municipal de Gestão (SMG), antiga pasta de Planejamento, autora do Plano Diretor, e Secretaria Municipal de Urbanismo. Atualmente, o processo está com a Fazenda, que tem a atribuição de determinar valor de ressarcimento a proprietários de duas áreas privadas que deverão ser desapropriadas, além da interferência sobre a Forjas Taurus.

À frente do projeto o secretário de Gestão, Urbano Schmitt, explica que há complexidade diferenciada pela dupla importância dos temas envolvidos. “A avenida será um eixo de passagem para o trânsito local, permitindo alternativa de acesso aos bairros e desafogando parte do tráfego na avenida Assis Brasil. Por outro lado, também é muito importante a manutenção da fábrica por sua representatividade na receita tributária e pelos empregos que gera na comunidade”, define.

Schmitt lembra também que o projeto para a passagem subterrânea depende da aprovação do Exército. “Por se tratar de uma obra diferenciada, precisamos de paciência e de rigor no cumprimento das exigências legais. Logo será possível estimar prazos para a obra”, conclui.

Até a conclusão, os motoristas que se deslocam pela área, no sentido Centro-bairro, necessitarão dobrar da rua Visconde de Macaé para a rua Dom Diogo de Souza. A avenida Grécia é continuação da rua Jari, que parte da avenida Plínio Brasil Milano, e cruza vias importantes como as avenidas João Wallig e Andaraí. A Forjas Taurus foi contatada para se manifestar, mas não se pronunciou.

Correio do Povo



Categorias:Meios de Transporte / Trânsito

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17 respostas

  1. Querem reduzir a capacidade da av Grécia, única alternativa à Assis Brasil, em 50% para um suposto fluxo de ciclistas que haveria no futuro ali. Que administração pública no mundo seria louca de fazer isso? Além disto, a av Grécia tem um perfil horrível para o ciclismo, com subidas íngremes facilmente contornaveis por outras ruas próximas. Cade a imparcialidade?

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  2. Na duplicação da Tronco propagandeavam e se gabavam que ia ter ciclovia… nos trechos prontos até agora…nem sinal de ciclovia, e do jeito que fizeram, nem tem como colocar ciclovia, a não ser na calçada…igual a da Restinga

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