Só 27% da frota de ônibus de Porto Alegre têm ar-condicionado

Foto: Gilberto Simon

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Apenas 27,5% da frota de ônibus da Capital têm ar-condicionado, ou 468 de 1.705 veículos, segundo a EPTC.

Para se refrescar durante a viagem, vale de tudo: desde uma garrafa de água ou um sorvete, até correr para conseguir um lugar na janela, escreve o Correio do Povo.

E a licitação para o transporte coletivo da Capital, prevista para ter início neste ano, não deverá alterar a temperatura em grande parte dos coletivos. Exceção ao sistema BRT (Bus Rapid Transit) que irá contar com ar-condicionado em sua totalidade, mas nos demais veículos ainda não há uma definição.

“Estamos analisando para tomarmos uma decisão se vamos permitir ônibus com ar-condicionado. A tendência é que não coloquemos”, afirmou o presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari. Segundo ele, o equipamento agrega um custo muito alto a cada veículo. “Para se ter uma ideia, hoje 29% do custo da tarifa é custo da frota e do veículo, entre manutenção e depreciação”, observa.

Hoje, a Carris é a empresa com o maior volume de veículos com ar-condicionado – 54% da frota. A lei estabelece que, ao substituir um veículo com ar, a empresa deve colocar em seu lugar um ônibus com o mesmo serviço.



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27 respostas

  1. Cheio de gente fresca, (literalmente) querendo todos os ônibus com ar condicionado em Porto Alegre. ônibus com janelas fechadas ninguém merece.

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  2. Sou só eu que acha horrível a sensação de entrar suado num ônibus refrigerado e sentir o suor (que normalmente evaporaria) escorrendo sovaco abaixo, geladinho, só para sair do ônibus dali a 20 minutos — exatamente o tempo necessário para se acostumar com a nova temperatura — e tomar outro choque térmico, dessa vez no sentido oposto?

    E que tal bafor dentro do ônibus no inverno, com os vidros embaçados do “calor humano”, porque as janelas são lacradas e não dá pra deixar entrar um ar fresco?

    Eu ainda prefiro a boa e velha brisa proporcionada pela janela.

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    • Por isso que os aparelhos de ar-condicionado tem a função “circular”, que faz justamente isso, circula o ar sem mudança de temperatura. Eu prefiro vidros lacrados, menos barulho vindo de fora.

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      • Mas tu concorda, com os atuais sistemas de refrigeração de ar, o interior ônibus fica extremamente húmido no inverno, e os vidros embaçam. Ou seja, a função “circular” não funciona na prática.

        Já sobre o ruído, que eu concordo é um problema gravíssimo para toda a população, a solução real seria melhorar a engenharia dos ônibus. Em particular mudar o combustível de diesel para gasolina ou gás natural amenizaria vários problemas ambientais.

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    • Porto Alegre não tem brisa no verão. Nem um ventinho sequer. É um verão abafado, ruim de respirar. O ônibus vira um forno com as janelas abertas.

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      • Salvo pela irrisória possibilidade de o ônibus e o vento possuirem exatamente o mesmo vetor velocidade por um período prolongado, a brisa é uma consequência natural do movimento do ônibus, e não possui qualquer relação com a meteorologia local.

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        • E quando o ônibus fica parado no congestionamento? Tem dias que a sensação térmica é tão insuportável que a única saída é desembarcar antes. Perdi a conta de quantas vezes fiz isso e optei por seguir o meu trajeto a pé.

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    • Onde, Augusto, que tem “brisa” em Porto Alegre entre dezembro e março? Tem certeza de que tu não estás falando de Ushuaia ou Punta Arenas, não? Aqui não tem esse troço no verão, não! E, no inverno, dê-lhe Minuano!

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  3. Esse Capellari está acumulando opiniões na direção do atraso. A filosofia dele sobre transporte público parte da mentalidade de alguém que nunca o utilizará.

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