Histórias de Prestes e Memorial, por Sérgio da Costa Franco

11 de janeiro de 2014

Luiz Carlos Prestes
não se trata de um
herói esquecido,
de molde a
justificar a ereção
de um memorial

Sérgio da Costa Franco. Foto: Dulce Helfer

Sérgio da Costa Franco. Foto: Dulce Helfer

Cogita-se agora de inaugurar em Porto Alegre um memorial ou monumento a Luiz Carlos Prestes, obedecendo a um projeto assinado pelo seu correligionário Oscar Niemeyer. Poucas vezes se viu ideia tão desarrazoada quanto essa, e mais afrontosa à grande maioria dos cidadãos porto-alegrenses. Salvo durante um triênio, entre 1924 e 1927, quando as guerrilhas de sua coluna rebelde geraram uma lenda de habilidade tática e de invencibilidade, Prestes nunca empolgou a opinião pública.

(…)

Luiz Carlos Prestes não se trata, portanto, de um herói esquecido, de molde a justificar a ereção de um memorial. Mesmo que tenha subido por um momento aos altares da fama, logo caiu deles, causou graves prejuízos ao Brasil com o levante armado de 1935, dando forte pretexto para a implantação do Estado Novo de 1937 e, quando o Partido Comunista obteve sua legalização em 1945, logo deu mostras de total inabilidade política, arrastando o Partido outra vez para a clandestinidade e para a perda dos mandatos parlamentares que havia conquistado.

Sérgio da Costa Franco é historiador.

Leia o ARTIGO completo clicando aqui: Zero Hora.

Memorial Luis Carlos Prestes em construção - foto de outubro de 2013.

Memorial Luis Carlos Prestes em construção – foto de outubro de 2013 – LeiaJa



Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Artigos

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32 respostas

  1. Revolta-me, ver sendo erguido a sede da Federação Gaúcha de Futebol e o Memorial Luiz Carlos Prestes, no terreno da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, ou seja, dos cidadãos portoalegrenses, cedido na formalidade de Concessão de Uso, por período de sessenta anos, podendo ser prorrogada 1(ima) única vez, por período igual, ou seja 120 anos, até 2129, cfe Lei 10.695/2009. Como contrapartida, a FGF assumiu a construção do Memorial Prestes. Tão logo a FGF tomou posse do terreno, instituiu no local estacionamento de veículos, sem alvará de funcionamento, pois o imóvel não possuía matrícula, apenas uma única informação tratar-se de imóvel sob aterro sem averbação. Estima-se, que o estacionamento em três anos, sem pagar um centavo de imposto, tenha arrecadado R$ 3 milhões, mas o destino do dinheiro com quem ficou??? A bilheteria do estacionamento era administrada pela FGF. Denunciei, no MPE na Promotoria da Defesa do Patrimônio Público, em 20/12/2011, e o estacionamento foi fechado e lacrado. A localização destes empreendimentos fica na AV. Ipiranga 20, esquina Av. Edwaldo Pereira Paiva, local primoroso e abençoado por Deus, para curtir o Por-do-Sol. Quantos milhões vale este imóvel??? A prova disto, é o investimento da APLUB de R$ 10 milhões em publicidade, sendo 3 milhões já repassados em Dezembro/2013, e os demais R$ 7 milhões em parcelas. Qual é a razão deste investimento milionário da APLUB??? Eu, como cidadão tenho o direito de saber, e vou buscar na justiça o direito de acesso a cópia deste contrato. Por qual razão foi contratada a Construtora Nacional de Santa Catarina, para edificar esta obra??? Porque não escolheu uma empresa do Rio Grande do Sul??? O Presidente da FGF é catarinense e dirige uma Instituição Gaúcha, será que não temos dirigentes no RGS melhor capacitado para representar nossa instituição. Será?

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    • Paulo,
      Me parece que a prefeitura entregou de mão beijada esses terrenos em troca da construção de um memorial? Parecem negócios escusos, visto que a área está numa posição extremamente privilegiada. Parece-me também que há uma sobrevalorização do futebol, cedendo esse privilégio a uma entidade claramente obscura (como todas as federações de futebol) que é feudo do tal Noveletto há muito tempo.

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      • Caro Walter, há muito tempo que o futebol tudo que pede leva. O que o futebol retribui em troca? As loterias Timemania e Loteca, tudo que arrecada é compartilhada com clubes brasileiros, sonegadores da Previdência Social. Quando o cidadão deve imposto, o governo executa a dívida. Porque diferenças de tratamento? Para o futebol não existe lei capaz de impedir alguma coisa.. O estádio da Arena, foi construído num terreno doado pelo Governo do Estado nos anos sessenta, para a construção da Universidade do Trabalhador, e nunca saiu do papel. A Lei estadual da doação é bastante clara, invendável e impenhorável. Mas um arranjo político entre Prefeitura e OAS, consolidou a transferência. Eu sou contra doações do patrimônio público, mas sempre a favor de permutas que satisfaçam as duas partes. Eu não sou contra o Dr. Francisco Novelleto, ter bancado durantes anos reuniões com dirigentes e esposas dos clubes participantes do Gaúchão em diversos países da América do Sul. A grande imprensa sentou o pau no presidente da FGF, considerando esbanjamento. Tampouco ter uma rede de 100 lojas Multisom e diversos empreendimentos imobiliários em Rio Grande, em parceria com o Sr. Roncatto – Presidente do Vereanópolis. Além, de administrar o Clube São José e etc.. Fica pegajoso, desconfortável esta convivência íntima de negócios com presidentes de clubes. É minha opinião!!!

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    • muito bom até descambar pro xenofobismo. a picaretagem seria mais aceitável caso o Noveletto e a construturas foseem “gaúchas”?

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      • Desde quando preferir as empresas locais é xenofobia? Sendo uma iniciativa de uma organização estadual (FGF e governo do estado), a qual promove negócios dentro do estado apenas e tem responsabilidade pelo povo deste estado apenas, nada errado se tivessem preferido empresas locais.

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