Empreendimento será construído na área do antigo cine Astor

De acordo com a prefeitura de Porto Alegre, será construída uma nova edificação no terreno, que deve transformar-se em um prédio comercial ou em um hotel | Foto:Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

De acordo com a prefeitura de Porto Alegre, será construída uma nova edificação no terreno, que deve transformar-se em um prédio comercial ou em um hotel | Foto:Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

A área, onde está localizada a fachada do antigo Cinema Astor, possui um novo proprietário. De acordo com a prefeitura de Porto Alegre, será construída uma nova edificação no terreno, que deve transformar-se em um prédio comercial ou em um hotel. A fachada do local, conforme o novo proprietário do terreno, que preferiu não se identificar em razão da negociação com a prefeitura ainda estar em andamento, será mantida e restaurada com o novo empreendimento.

O Cine Astor foi inventariado pela prefeitura, ou seja, é considerado um bem a se preservar. “O inventário preserva a estrutura externa das edificações. Hoje, há uma estabilidade na estrutura da fachada, mas isso não dura toda a vida. Um imóvel se conserva melhor com todos os componentes, como cobertura, telhado e paredes.”, diz o coordenador da Memória Cultural de Porto Alegre, Luiz Antônio Bolcato Custódio. Segundo ele, técnicos da Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural (EPAHC) visitaram o local, e o Conselho do Patrimônio Histórico Cultural (Compahc) já aprovou o empreendimento, restando poucos detalhes para a finalização do negócio.

O novo proprietário da área afirma que nunca questionou a possibilidade de demolição da fachada do antigo cinema. ”Vamos resgatar a história do prédio. É um cinema tradicional de 1923. Muita família gaúcha começou a sua história no local. A manutenção da fachada está sacramentada”, disse, sem dar detalhes sobre qual tipo de negócio irá abrir.

História

O Astor, situado na esquina das avenidas Cristóvão Colombo e Benjamin Constant, foi um dos maiores cine-teatros de Porto Alegre. A área de 1,6 mil quadrados abrigava 1.395 lugares quando foi inaugurada, em 3 de outubro de 1923 com o nome de Cinema Orpheu. Foi reformado em 1963, ganhando o nome de Astor. A sala foi fechada em 1994. Recentemente, o espaço era explorado como estacionamento, o qual já foi fechado. Por Nícolas Pasinato

Defender – Defesa Civil do Patrimônio Histórico



Categorias:Patrimônio Histórico

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12 respostas

  1. Eu acho uma necessidade este empreendimento, porm caso no seja recuada a fachada com uso de tecnologia, ir impedir o alargamento da Benjamin Constant que necessita ser feita em toda a extenso desde a Igreja So Joo at a Cristvo. VD

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  2. Acho lindo esse prédio em NY, aproveitando o uso da fachada antiga:

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  3. Grande notícia. Pena que a maioria dos construtores e empresários têm uma mentalidade tacanha e não seguem exemplos como este.

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  4. Melhor noticia do ano.

    Odeio passar em frente dessa fachada, parece que vai cair, ta bizarra.

    Sempre sonhei com isso, muito bom.

    A Benjamin ta dando uma boa valorizada, acho que em alguns anos vai se tornar numa bela avenida.

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  5. Fico feliz quando um empreendimento quer preservar a história de uma cidade, preservar e respeitar acima de tudo. Realmente a calçada e todo o entorno da Avenida precisa de uma revitalização, paisagismo e fluidez no trânsito, para recuperar aquela avenida que pode ter muito investimento ainda.

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  6. Tenho preocupação quanto a manter a fachada no ponto em que está. Principalmente por se tratar de um empreendimento que irá atrair uma grande movimentação de pessoas. a calçada no local é irrisória. Os ônibus quase que sobem pela calçada quando passam por ali. Penso que o melhor seria adequar a fachada ao recuo que se faz necessário no local ampliando assim a calçada para uso dos transeuntes. Pode até parecer estranho para alguns falar em recuar a fachada, mas é possível ser feito na engenharia moderna.

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    • bah, ali não tem como.

      A avenida ja é apertada, só se retirassem um pouco no lado do santander, que tem um espaço gigante, mas ainda assim ficaria bizarro.

      Só não consigo imaginar onde vai ser a entrada, garagem entre outras coisas, a não ser que comprem os prédios ao lado.

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      • A Carlos Gomes faraônica foi feita para desafogar o trânsito na Benjamin, há (mais de uma década?) anos. Lembro que quando voltava de Canoas, sempre pegava a Ceará e depois a Benjamin para chegar à zona sul. Agora a rota sugerida é pela Carlos Gomes, só que a Benjamin continua sendo a via mais liberada.

        Não entendo, todo um esforço para mudar a cultura da população, que passou a usar a Carlos Gomes. Agora que a Carlos Gomes está saturada após poucos anos, vamos usar incentivar o uso da Benjamin? Acho que precisamos de transporte público de qualidade, esse alargamento não tem fim. Daqui a pouco vamos precisar de edifícios suspensos sobre as vias, que precisarão ser alargadas sobre os edifícios existentes.

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  7. Fantástico, vai ficar bonito, que bom que preservaram a fachada.

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    • Tomara que não seja uma fachada desconectada do resto do prédio, como se fosse um painel, como vemos na Duque em alguns prédios.

      Ali no centro, dois lugares precisam imediatamente ser ocupados e reformados: Confeitaria Rocco e Casa Riachuelo.

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