Começa segunda-feira análise de risco de 150 árvores

Cerca de 80 vegetais estão localizados no Parque Farroupilha   Foto: Sérgio Louruz/Divulgação PMPA

Cerca de 80 vegetais estão localizados no Parque Farroupilha Foto: Sérgio Louruz/Divulgação PMPA

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT) inicia nesta segunda-feira, 3, a análise de risco de 150 árvores de grande porte no Parque Farroupilha (Redenção) e em áreas de grande movimentação, como o Centro Histórico. Dos vegetais que serão analisados até março, cerca de 80 se localizam no Parque Farroupilha. O trabalho também será executado em árvores no Parque Moinhos de Vento, nas praças XV, da Matriz, Alfândega e Dom Feliciano e em vias de grande circulação do Centro Histórico.

Na primeira semana de trabalho, o IPT fará o levantamento visual dos vegetais. Após a análise externa, os técnicos passarão a emitir boletins técnicos de manejo de alguns vegetais caso seja detectado risco. Por fim, os técnicos utilizarão resistômetros e tomógrafos para examinar a parte interna dos vegetais que julguem necessários. A partir das análises, será elaborado laudo probabilístico de ruptura do tronco com orientações para que a Smam tome as medidas cabíveis em relação a cada árvore. Técnicos da Smam irão acompanhar todo o trabalho do IPT para se apropriarem da metodologia de avaliação.

O secretário Cláudio Dilda destacou que a análise de 150 vegetais não exime o risco do restante dos vegetais da cidade. “Não podemos ser levianos e criar a sensação de que nenhum outro vegetal vai cair. É como a EPTC dizer que não vai haver mais acidentes de carro”, ilustrou. Conforme o secretário, esta amostragem é importante, pois as árvores escolhidas para a análise são antigas, de grande porte e estão em locais de grande circulação. “Nossa ação vai no sentido de minimizar o risco. Há árvores com mais risco que outras e nosso esforço está voltado para os vegetais que, por meio de análise visual, temos dúvidas quanto à segurança”, explicou.

Dilda ressaltou ainda que a vegetação de Porto Alegre é antiga e que, antes da elaboração do Plano Diretor de Arborização Urbana (PDAU), os plantios ocorriam de forma desordenada. “Os problemas decorrentes da arborização urbana, em especial das vias e parques, foram plantados há mais de 40 anos. Muitas árvores foram plantadas de forma inadequada e sem planejamento. Hoje, estamos buscando equacionar esta situação, qualificando as podas e capacitando quem trabalha com a arborização e isso se faz mediante o manejo da vegetação”, disse.

Além da análise, o IPT realizará curso de uma semana com cerca de 20 técnicos que lidam com vistoria e manejo da arborização na Smam. A capacitação, que deve ocorrer em abril, tem como objetivo atualizar os conhecimentos sobre avaliação de risco. Conforme Dilda, poucas prefeituras possuem equipamentos de análise interna de vegetais. “A maciça maioria das cidades utiliza as técnicas de análise externa dos vegetais. Porém, após o término do trabalho do IPT em Porto Alegre vamos analisar a viabilidade de adquirir equipamento de análise interna.”

Prefeitura de Porto Alegre



Categorias:arborização urbana, Meio Ambiente

3 respostas

  1. Triste que algo que deveria ser rotina seja uma notícia no Brasil…

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  2. Do que adianta, que se tiver de cortar algumas, vão chorar?
    Sabe como o povo é….

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    • Quando as árvores caíram e mataram gente, disseram da prefeitura que as árvores tinham sido todas verificadas e estavam saudáveis. AHAM. E a prefeitura estava cagada de medo com mentiras na ponta da língua. QUE CARA DE PAU! ACHAM QUE SOMOS CEGOS PRA NÃO VERMOS A INÉPCIA DELES??

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