Assembleia definirá rumo da greve amanhã

No TRT, sindicato e empresas acordam sobre salários

Após quase três horas de negociações no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), empresários e rodoviários aproximaram-se de um acordo para pôr fim à greve no transporte público de Porto Alegre. As partes acertaram reajuste de 7,5% à categoria, vale-alimentação de R$ 19 e contrapartida de R$ 10 no plano de saúde.

A proposta será votada em assembleia dos rodoviários marcada para as 8h desta terça-feira, no ginásio Tesourinha. Caso aprovada, 70% da frota será colocada na rua a partir do meio-dia pelas próximas 48 horas – período destinado à negociação de outros pontos da pauta de reivindicações de motoristas e cobradores.

Caso o acordo passe pela assembleia, os empresários comprometeram-se a não descontar os dias parados do salário dos trabalhadores e a não puní-los.

Correio do Povo



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26 respostas

  1. Por aqui toda vez que alguém defende idéias progressista ou humanismo é chamado de “de esquerda”.

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  2. Como decorrência da greve, estão acontecendo coisas muito legais!

    “Embarcação fará transporte das ilhas do Guaíba até o centro de Porto Alegre” – ClicRBS

    “Trabalhadores da Zona Sul ressaltam o conforto das vans em comparação com os ônibus de Porto Alegre” – ClicRBS

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  3. Pelo menos vivemos num c* de mundo onde os trabalhadores ainda têm o direito constitucional da greve. Menos mal, menos mal.

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    • É… na Europa, greve anual é tão certo quanto a nova edição do BBB. Só no Brasil é que a nossa única certeza para 2015 é a nova edição do BBB.

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  4. Não descontar dias parados não punição,existe algo de podre no reino da Dinamarca.Será que as águas de março vão nos brindar com mais um aumento da tarifa e a continuação dos serviços podres de onibus na nossa cidade.

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  5. Deveriam descontar sim os dias de greve, em respeito a todas as pessoas que foram prejudicadas. E deveriam punir os sindicalistas também. Atos ilegais como esta greve não merecem que se passe a mão na cabeça.
    Quem pagou a conta desses transtornos? Mais uma vez, quem nada tem a ver com negociações salariais entre patrão e funcionário.

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    • Acho que podem descontar, mas geralmente não é vantagem na questão do acordo. O não-desconto é barganha da patronal, do tipo “Olha, vamos oferecer 10% e não descontamos o salário. Essa é a última proposta. Esses 4% ficam pelo prejuízo que vocês deram à ATP”.

      Se a ATP sinalizar com 10% nesses termos, aposto que a greve acaba hoje. Quem dá mais?

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  6. Volto a repetir o que disse em um outro tópico.

    Justamente por se tratar de um serviço denominado “essencial”, o funcionários do transporte público devem ser muito bem remunerados para evitar o caos urbano que estamos vivendo. O salário desses profissionais não deve ser regrado pelo mercado, como disse um outro colega aqui no fórum, mas sim pela sua vital importância social e econômica para a cidade.

    Sorte a nossa que outros profissionais como a BM não tiveram coragem para iniciar uma greve reivindicando melhores salários.

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    • Apoiado! O salário devido a sua importância e periculosidade deve ser igual ao de juiz: R$24.000

      Pelo reajuste de 1.000% no salário dos motoristas e cobradores já!!

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      • haahhaha tá certo.

        E Gari e Lixeiro também são trabalhadores de extrema importância mas de menor periculosidade, então eles tem que deixar as ruas todas sujas e reivindicar um salário justo de no mínimo R$ 18.000.

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      • Foi uma provocação, só para mostrar que essencialidade não é um bom índice para medir salários pois podíamos pedir o mesmo salário de R$24.000 para garis também alegando a mesma coisa.

        O meu ponto é que a única forma justa é deixar patrão e empregados negociarem salários, sem chantagem como está ocorrendo agora. O empregado procura a empresa que pague mais pela sua mão de obra e a empresa procura o que aceite por menos. Não há malvados aqui, é apenas a velha lei da oferta e demanda.

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    • Acho bizarro esse tipo de categorização, por que o emprego deles é tão mais importante do que o de um gari, professor, assistente social, sei lá qual outro. Aproveitando a provocação do Adriel, quem sabe fazemos todos estes ganharem saláriod e juiz? Os médicos já estão pedindo essa equiparação mesmo…

      Sem falar que nem imagino como pretendes que esse salário seja pago.

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      • E os empregados comuns?

        Empacotador do BIG, não merece um salário melhor?

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        • Com certeza, eu apenas quis me focar nos “serviços públicos”.

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        • Definitivamente, sim. O salário mínimo é muito baixo. Na verdade, se não houvesse um salário mínimo por força da lei, ele seria menor ainda, na faixa dos 100,00. Muitos frequentadores do PI adorariam que fosse assim. Daria até para ter uns quatro serviçais em casa, com direito a ofensas e chicotadas, caso não obedecessem à risca as ordens do sinhô.

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        • Já que a lei me proíbe de contratar “serviçais” por menos de R$700, comprei um robô para me ajudar na limpeza aqui de casa (pelo salário de 1 mês que o governo me obrigaria a pagar a eles):
          http://www.amazon.com/Neato-XV-21-Allergy-Automatic-Cleaner/dp/B007JOJ9QQ/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1391523573&sr=8-1&keywords=neato+xv-21

          Com certeza eles estão bem melhor agora: mendigando nas esquinas ou fazendo sabe-se lá o que!

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        • “…se não houvesse um salário mínimo por força da lei, ele seria menor ainda.”

          Jênio!

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        • Vou desenhar. Depende do ponto de vista:

          Se não houvesse salário mínimo, vários trabalhadores que hoje estão desempregados por não conseguirem produzir o suficiente para ganhar um salário mínimo (normalmente jovens inexperientes e pessoas de baixa qualificação) conseguiriam emprego, tendo a oportunidade de adquirir experiência para no futuro ganhar mais.

          Assim, ao invés de ganharem ZERO e parados (muitos pensando bobagem), ao menos estariam produzindo, recebendo algo e principalmente ganhando experiência!

          Ou você acha que convencerá um empregador a pagar R$700 para um funcionário cuja atividade traga R$500 de lucro extra para este?

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  7. Acho que o ponto de equilíbrio vai ser nos 10% de reajuste e 19,00 de VR. Isso vai dar um salário bruto de mais ou menos uns R$ 2500,00. Qualquer coisa abaixo disso, não terá valido a pena pelo desgaste todo.

    Será o início de uma nova era do transporte público, que começa com profissionais bem remunerados e, a partir daí, atraindo trabalhadores mais preparados e exigentes em termos de segurança no trabalho e conforto, o que é benéfico para nós, passageiros. A patronal pode, e ainda vai reduzir o desgaste em relação à opinião pública, já que essa história da caixa preta do transporte tornou a ATP a grande vilã do último ano.

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    • Torço para que tu esteja certo, ainda que meu lado racional me deixe cada dia mais desanimado nesta questão como um todo. Bem, vamos ver o que vai dar…

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    • Adoro ver como todo esquerdista sabe o valor “justo” para tudo: salário ideal, preço da passagem ideal, cotação do dolar ideal,… só não sabem como tornar isto sustentável!

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      • Adriel, parece que você não só não anda de ônibus, como também não conhece a rotina de um juiz. Em estados “civilizados” como no RS, um motorista de ônibus tem um risco de vida infinitamente maior do que o de um juiz. Diria que mesmo no Rio de Janeiro, onde a juíza Patrícia Acioli foi assassinada há cerca de três anos, ser motorista de ônibus ainda é mais perigoso do que ser um juiz. Lembra do motorista, lá no Rio mesmo, que foi agredido por um passageiro e despencou do viaduto, perdendo a vida e levando com ele a de vários passageiros?

        Olha essa notícia dizendo que só em janeiro de 2014, lá no Rio, morreram 2 motoristas de ônibus:
        http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/01/motorista-de-onibus-e-morto-no-rio-apos-parar-para-buscar-mulher-diz-pm.html

        Não me venha falar qual profissão é mais perigosa: uma em que tu pode andar armado, com direito a segurança pessoal, quando e se o bicho pegar, podendo ainda pedir auxílio de colegas e ser atendido — e repare que nem todos os juízes trabalham com matéria criminal, ou seja, para alguns ramos do direito o risco é desprezível na prática — do que com um rodoviário que se embrenha nas bocas de Porto Alegre sob o fogo cruzado das brigas entre traficantes e dos craqueiros que veem nos ônibus uma forma fácil de obter o dinheiro do vício, obviamente, assaltando à mão armada.

        Sobre o valor justo de salário, é aquele em que você consegue enxergar dignidade no semblante do trabalhador. O salário mínimo ao meu ver é um salário de trabalho escravo. É o mínimo para manter alguém minimamente vivo e alimentado para servir de mão de obra explorada. Você, Adriel, não consegue sequer enxergar que os empresários que exploram o transporte coletivo ganharam suas concessões não por mérito (seja lá o que for mérito), mas por seus relacionamentos com o poder há décadas. Se não você não percebe isso, no mínimo deve ser filho de dono de companhia e está aqui advogando para essa turma. Se for dessa turma, quem precisa de segurança sou eu.

        Um transporte público baseado nos alicerces do liberalismo não poderia ser construído através de um modelo de concessões. Qualquer um deveria ser livre para colocar o seu veículo nas ruas, bastando ele seguir as especificações técnicas. Também deveria obter crédito fácil para tirar a carteira de habilitação e adquirir o veículo em condições plenas de competir com os demais, onde o diferencial seria sua força de trabalho e inteligência para gerir o seu negócio. Sem essas premissas, teríamos monopólios já instaurados a priori. Por exemplo, imagine no cenário de hoje, com juros altos e custo de habilitação caro, como um zé ninguém ingressaria nesse mercado? O mais previsível seria que um ou dois caras com muito capital para investir tomassem rapidamente conta de um mercado inteiro. Isso para mim não é liberalismo, é colonialismo de quinta categoria. É, na melhor das hipóteses, mercantilismo. É como ganhar uma capitania hereditária para explorar livremente e sem concorrentes.

        Se eu sou esquerdista, suponho que você seja direitista, e se é para desferir descrições preconceituosas, já me arrisco a dar a sua: você deve ser daqueles que defende que os grandes herdeiros, aqueles que possuem dinheiro acumulado de família por gerações, dominem o Brasil dada sua predestinação para dominar. Os outros, os pobres, devem suar com sua força de trabalho para que um dia se tornem ricos. Na prática, sabemos que tal cenário é remotamente possível, mas os pouquíssimos exemplos que existem servem para o direitista encher a boca para dizer: “viu, ele trabalhou duro e ficou rico” ou “ele estudou e tornou-se ministro do STF” (como se ser ministro do STF não dependesse de fatores políticos subjetivos). Mesmo nesses contos de fadas em que pobres ficaram ricos, há muitos detalhes ocultos em que já havia um capitalzinho de família que nunca é referido para que a história de empreendedorismo fique mais romântica.

        Sem querer me alongar, mas já alongando demais, Adriel, suponho que você seja aquele tipo de “direitista” que odeia ter que pagar por uma faxina de cinco horas com o valor da sua hora técnica, pois, como você é instruído e digno de mérito, não pode admitir uma faxineira semianalfabeta ganhando um valor digno, comparável a um trabalho intelectual. Esse tipo de mentalidade remete ao imaginário escravocrata que sequestra o Brasil desde o descobrimento. De fato, Adriel, nunca tivemos algo remotamente próximo de liberalismo no Brasil. Mas certamente, não é defendendo companhias de ônibus e salários de fome que vamos chegar remotamente perto das utopias do iluminismo.

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      • Não faço ideia do que significa ser de esquerda, mas adoro como os liberais adoram achar uma maneira de criticar algum ganho salarial conquistado via pressão hahaha.

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    • Fico feliz pela categoria conseguir conquistar melhores salários, mas duvido que vá se converter em algum benefício aos usuários.

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