Porto Alegre inicia terceira semana de greve dos rodoviários em dia de nova reunião no TRT

Ônibus novamente não circulam em Porto Alegre

Ônibus novamente não circulam em Porto Alegre Crédito: André Ávila

Ônibus novamente não circulam em Porto Alegre
Crédito: André Ávila

Porto Alegre inicia nesta segunda-feira a terceira semana de greve dos rodoviários. Neste 15º dia de paralisação, mais uma vez os ônibus não circulam pelas ruas da Capital. A situação deve ficar assim pelo menos até o resultado da nova reunião de mediação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), marcada para as 11h.

Antes mesmo de marcada a reunião no TRT, os trabalhadores já tinham assembleia acertada para as 19h30min no Ginásio Tesourinha. A expectativa é de que os empresários apresentem uma nova proposta nesta manhã. Na última quinta-feira, a Seopa propôs reajuste salarial de 7,5%, R$ 19 de vale-alimentação e plano de saúde gratuito para funcionários e dependentes.

Nesta manhã, os rodoviários voltaram a fazer piquetes desde as primeiras horas em frente às garagens das empresas. No domingo, o Tribunal Regional do Trabalho cassou a liminar que havia determinado aos grevistas a liberação da saída dos ônibus das garagens em um prazo de 48 horas – a contar de sexta-feira passada. A decisã ofoi da desembargadora Maria Cristina Schaan Ferreira, plantonista da 1ª Seção de Dissídios Individuais do TRT.

A magistrada acatou mandado de segurança impetrado por Alceu Weber, da Comissão de Negociação de Greve dos rodoviários. Ele justificou o pedido alegando que “o piquete é da essência da greve e reconhecido em lei, destinado a transmitir a toda a categoria a decisão amplamente majoritária de fazer a greve”.

“Os piquetes são instrumentos legítimos de convencimento na adesão à greve”, discorreu a desembargadora, em parte de seu exame. Ela também salientou que os rodoviários requeriam nova reunião de mediação e que o eventual uso de força policial poderia acirrar os ânimos entre as partes.

Correio do Povo



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9 respostas

  1. O Google nos informa que a referida desembargadora mora num dos endereços mais exclusivos de POA, a rua Eng. Olavo Nunes, na Bela Vista, bairro parcamente servido por transporte coletivo, aliás. Fazendo um exercício de imaginação, creio que a referida autoridade não saiba o que é um ônibus ‘ao vivo’ e talvez não tenha nenhuma pessoa de suas relações que o use (talvez a empregada, vá se saber…). Assim, sem saber como vivem os trabalhadores no mundo real, ela, talvez, tenha imensa dificuldade de entender as agruras deste mundo mundo real. Pelo texto oficial emitido pela desembargadora, percebe-se uma clara pendência aos grevistas, ignorando todo o cenário de caos sócio-econômico ao redor (o direito de ir e vir, o direito ao trabalho, o sacrifício da população justamente na pior onda de calor registrada em POA, etc etc). Ainda exercendo meu direito à imaginação, creio que a desembargadora talvez creia-se ela própria uma agente da lei muito conectada aos movimentos populares e ao direito da população.

    É uma pena que ela não viva no mundo real. É uma pena que ela desconsidere o sofrimento da população, aquela que muitas vezes não está ao abrigo de nenhum sindicato, recebe por dia trabalhado e está tendo seus ganhos corroídos. A letra fria da lei – que no caso brasileiro serve à interpretação e gostos pessoais de cada magistrado – e os prédios altos da Bela Vista estão, aparentemente, cegando essa senhora.

    Mas isso é só um exercício de imaginação.

    Talvez as coisas sejam piores ainda….

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  2. “o piquete é da essência da greve e reconhecido em lei”

    E a Constituição, não vale nada?

    Onde é que essa pessoa se formou em direito?

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  3. E o Fortunati dormindo….ou em férias com a esposa em NY.

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  4. Proibir os outros de trabalhar agora é legítimo?

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  5. Obstruir o direito de ir e vir é coisa dentro da lei?

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  6. Cadê a polícia? Cadê o governo?
    Já virou palhaçada isso.

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  7. Quem quiser fazer greve, que faça.
    Agora, trancar a saída e apedrejar quem quer trabalhar: isso não é greve.
    A greve é ilegal. Tem que dar uma camaçada de pau nessa vagabundagem.

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