Greve penaliza comércio

O presidente da CDL Porto Alegre, Gustavo Schifino, avaliou como gravíssima a situação do comércio da Capital desde o início da greve dos rodoviários, há 15 dias.

Segundo ele, o movimento diminuiu 50% nas lojas de rua e 30% nos shoppings da cidade. Schifino admitiu que as consequências poderão ser sentidas também pelos próprios comerciários.

“Os prejuízos são imensos e algumas lojas já falam em rever suas posições, inclusive, de empregabilidade”, afirmou em entrevista à rádio Gaúcha. A redução de vendas já ultrapassa os R$ 100 milhões.

Affonso Ritter



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12 respostas

  1. Nem tudo que brilha é ouro ou seja estas lojas de shopping que pagam uma verdadeira fortuna para estar lá nem sempre vendem coisas de primeira, vendem etiquetas,vendem marcas. Provavelmente grandes marcas trazem da China seus produtos pagam uma ninharia e vendem por um preção.Ainda bem que o centro ainda tem lojas de ruas e oxála que as tenha por muito tempo inclusive algumas redes que operam em shoppings.O que seria do já abatido centro sem as lojas.O comercio como qualquer atividade privada depende do mercado e da renda das pessoas e do que se põe na cabeça delas via marketing ou seja bermuda R 40,00 agora com a marquinha da nike R100,00.Não sou grande comprador de roupas agora se voce tiver paciência é bem capaz de comprar coisas razoaveis e a bom preço nestas lojas,Shopping é legal tem ar-condicionado limpeza e uma certa segurança mas deve ter seu custo né.Não sou lojista não conheço nenhum lojista mas uma coisa eu sei neste pais aquele empresário honesto e cumpridor de suas obrigações sofre.

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    • Nao ha nada de desonesto em cobrar caro por um produto. Cada um cobra o que quer. Se nao vender, azar o dele.
      DESONESTO é camelô vender coisas sem pagar impostos.

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      • Não se iluda achando que isso só acontece com camelôs, ramos como vestuário, eletrônicos e perfumaria fina (importada) é cheia de gente trambiqueira.

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  2. Olha, se tem um pessoal que é tratado a pão e água, ou nem isso, são os comerciários. Nos shoppings, ao menos eles têm ar-condicionado…. Mas existem inúmeros abusos, horários impossíveis de almoço, folgas que não se conseguem tirar, e por aí vai. Com certeza, muita gente foi de fato prejudicada: o pessoal do Mercado Público (se recuperando do incêndio!), grandes redes que apostam no Centro (a Ughini, etc).

    Óbvio que existem aqueles que querem demitir uns tantos e usam a greve como desculpa. Até as pedras soltas da calçada da Voluntários sabem que muitos funcionários foram contratados de modo precário antes do Natal e vão “dançar” agora com uma mão na frente e outra atrás.

    O Pablo comentou uma coisa interessante; muitas lojas do Centro vivem só do vai e vem de gente, oferecem produtos de baixa qualidade e os preços não são baratos, não. Mas as pessoas, por entrarem nestes baratilhos, às vezes de estrutura tosca, compram e pagam, achando que fizeram boa compra. Aliás, muitos compradores sequer têm tempo/disponibilidade para procurarem melhores ofertas.

    A mesma situação ocorre com o comércio popular da Assis Brasil.

    Donos de lojas de shopping tb vão aproveitar e se livrar de alguns funcionários. Quem conhece, sabe que muitas lojas estilosas de shopping center são tri-estilosas, mas com a contabilidade de dar medo…

    Certamente haverá demissões. E creio que não serão poucas.

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    • João, dá pra explicar melhor o trecho a seguir : “Quem conhece, sabe que muitas lojas estilosas de shopping center são tri-estilosas, mas com a contabilidade de dar medo…” ?

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      • Não posso citar nomes, evidentemente. Mas vou exemplificar (exemplo real). Aliás, o exemplo que vou dar refere-se não a uma, mas a duas pessoas diferentes de duas lojas diferentes que se utilizaram da mesma tática. Em linhas gerais: o cara, tem um loja de multimarcas de grifes caras de roupas masculinas, Ele não anda bem das pernas porque vive fazendo rolo, mas a loja tem pinta de metida à besta, tem um som ambiente legal, parece legal….. ele faz promoções para enganar incautos: pega umas calças de coleções de uns dois, até três anos passados, e coloca na vitrine: “Sale, até 70%” (naquela mistura de inglês macarrônico e português típica). As tais calças ele coloca com o preço quase verdadeiro que tinham há dois anos, baixa coisa de uns 20 reais. Ele faz assim: “Promoção – Calça marca tal de 398,00 por 195,00”. Não, láááááááá no passado tal calça não custava 398, custava 200, 220 no máximo… Mas quem vai lembrar, não é mesmo???? Quem tem bastante experiência com vestuário conhece montes de empresários assim

        Mas para quem faz este tipo de coisa e enrola fornecedores e os próprios vendedores, chega uma hora em que a coisa estoura. O Cara esse enche a vitrine de papel-pardo e um cartazinho: “Estamos em reforma, reabriremos em breve”.

        Não reabre nunca e todo mundo vai para a rua.

        Mas, algum tempo depois este mesmo empresário faz umas compras aqui e ali (RJ e SP) junto com o estoque encalhado da outra loja (vc sempre pode dizer que uma roupa de três, quatro anos atrás é da “coleção atual”, “ultima tendência”, etc.)

        O tal empresário se muda de shopping, reabre a loja com outra razão social no nome de algum laranja familiar e com outro nome fantasia completamente diferente. Re-contrata alguns funcionários que trabalharam com ele, os mais antigos, aqueles “de confiança” (para gerência, caixa, etc. Na carteira, eles vão ganhar x e na vida real 2x., ou até 3x. E pega mais uns vendedores inexperientes, louros e de “boa aparência”, que tomem apenas uma condução para o trabalho (o que elimina muita gente das cidades vizinhas e de bairros distantes), paga uma miséria, mas os rapazes acham que estão dando uma dentro, trabalhando numa loja descolada, conhecendo gente legal, etc, e recomeça o ciclo.

        Isso é mais comum que andar para frente, infelizmente.

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        • Franqueado sofre e faz sofrer. Sofre porque paga um absurdo em aluguel de loja shopping, além de ser explorado pela matriz da marca. Mas faz sofrer porque socializa esse ônus com o empregado (Banco de horas, pagamento por fora da clt) e com a sociedade (na forma de muita sonegação). Eu adoro esses levantamentos da CDL e que a RBS propaga, porém não são nada auditáveis.

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  3. Manda um quarto da conta para a prefeitura, outro pro judiciário, outro do sindicato e outro pra ATP.

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  4. Provavelmente, se não houvesse tantos ônibus no centro, as lojas investiriam mais em qualidade, conforto, atendimento, variedade, preço… para atrair clientes. Aquelas lojas do centro caindo aos pedaços só existem porque as pessoas são obrigadas a passar pela frente, daí sempre tem alguém que compra algo de baixa qualidade por preço abusivo.

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  5. Q almofadinha … Linguagem empolada : “rever posições de empregabilidade “…… A Trópico, loja do suposto empresário referido, está com os tributos em dia ?

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