Ampliação do Clínicas será apresentada na Câmara dos Vereadores nesta terça

Hospital busca aprovação de lei para liberar obra que poderá triplicar capacidade de atendimentos

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O Hospital de Clínicas de Porto Alegre e a prefeitura buscam na Câmara dos Vereadores uma solução para autorizar grande reforma que está parada no complexo. O projeto será apresentado nesta terça-feira na Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Casa numa tentativa de superar o entrave estabelecido pela Equipe do Patrimônio Histórico Cultural. A ampliação deverá aumentar a estrutura do HCPA em 70%.

Com as obras paradas nos últimos três meses, a Câmara dos Vereadores aprovou pedido de urgência na análise da questão. Agora, representantes do Clínicas vão participar da reunião na Cosmam. De acordo com a vereadora Jussara Coni (PCdoB), integrante da comissão, primeiro será feita a análise do projeto para então buscar as soluções possíveis dentro dos poderes da Casa.

“Vamos ter todo o empenho para resolver a questão. Queremos saber os entraves e vamos discutir todos os aspectos”, salientou a vereadora. “Sabemos que os trabalhos estão emperrados há três meses por conta da análise urbanística e daremos o apoio necessário ao HCPA, por ser referência, hospital público, além de uma instituição de ensino e pesquisa”, analisou.

A proposta deverá ampliar a emergência do HCPA para 5 mil metros, em comparação aos 1,7 mil atuais. Serão ao redor de 150 leitos de internação, com a possibilidade de triplicar o atendimento. A verba para a obra foi liberada e aguarda apenas que a situação burocrática seja resolvida.

Correio do Povo

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Nova imagem:

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Consideração sobre a matéria que saiu na ZH de hoje:

Inadmissível que se impeça ou dificulte a ampliação de um HOSPITAL devido ao corte de árvores.

Sugiro que se comece imediatamente as obras do Hospital e depois se veja com calma como vai se compensar o corte das 250 árvores. A vida humana é mais urgente. Não é todo dia que se constrói (amplia) um hospital deste porte, que vai quase duplicar o número de leitos e triplicar a emergência, setor hospitalar com lotação crítica na cidade (e no Brasil todo).

Não há como pensar de forma diferente. Árvores não tem sentimento e não morrem de ataque cardíaco. Pessoas sim. Quem não entende isso precisa urgente ser internado!

OLHEM O ABSURDO DESTA MATÉRIA:  



Categorias:Arquitetura | Urbanismo

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69 respostas

  1. http://defender.org.br/noticias/rio-grande-do-sul/porto-alegre-rs-aprovado-parecer-para-destravar-ampliacao-de-hospital-no-rs/

    Sem histerismos, fica mais facil de avaliar…teve veto negativo da Cauge. Ou seja, esse papo de árvore e ecochato é bobagem, o projeto vai ter que mudar o plano diretor para poder ser aprovado.

    Se perderem a verba a culpa certamente não é de uma arvore, ser inanimado, mas dos engenheiros e arquitetos do Hospital de clinicas que fizeram um projeto que não atende a legislação municipal. Erro básico, se fosse em universidade rodava.

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    • Essa história de compensar impacto ambiental em outra região é de chorar…

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      • Vai plantar arvores aonde mais na regiao?

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        • Não sei, é necessário fazer um levantamento. Mas se o impacto ambiental é no entorno do hospital de clínicas neste caso (ou no entorno do gasômetro em outro), não adianta fazer compensação no matagal da redenção. O impacto é local.

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      • Outra coisa que é engraçada na compensação é que às vezes usam como compensação coisas que a prefeitura já deveria ter feito, independente da compensação.

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  2. Um amigo meu da EPAHC me falou que o projeto não atende a vários critérios do plano diretor, como vagas de estacionamento mínimas por exemplo.

    Que estão iniciando uma campanha de desinformação para conseguir aprovar o projeto sem atender o plano diretor, e jogando a culpa nos ambientalista e defensores do patrimônio.

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    • Estacionamentos mínimos num hospital??

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      • Sim, hospital tem estacionamento mínimos, ainda mais um hospital escola, cheio de pesquisadores. Ele é hospital mas também é universidade

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        • E por que um hospital ou universidade tem que ter estacionamento mínimo? QUem quer ir de carro que se vire para achar uma garagem na região se acabarem as vagas do hospital.

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        • Bah Felipe, também acho que não tem nada a ver essa de ter que ter número mínimo de vagas, mas está no plano diretor. Shoppings ou até prédios residenciais tem que ter um número mínimo de vagas. “A criação de vagas de estacionamento é uma questão básica para o bem estar de todas as pessoas, a livre iniciativa e livre concorrência não é capaz de regular o número de vagas em construções”.

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  3. Como ativista ambiental, sou A FAVOR sim da ampliação do Clínicas, mas quero que o projeto seja analisado e discutido e as necessárias compensações ambientais adotadas. O que acho uma CRETINICE é essa campanha absurda contra as árvores urbanas que vejo nos comentários, cada vez mais imbecis, sobre esse tema. Parece que foram as árvores quem causaram as milhares de mortes no nosso sistema de saúde porco, corrupto e ineficiente. Vamos parar de usar a ampliação do Clínicas pra dizer tanta besteira sobre um componente essencial do urbanismo e da qualidade de vida nas cidades que é a existência de uma boa, densa e variada arborização da cidade.

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  4. Projeto medíocre, totalmente sem escala, acaba as visuais do lindo prédio modernista, um dos poucos exemplares decentes que a cidade tem.

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    • Não creio que altere tanto a vista, uma lateral e os fundos do hospital ficarão parcialmente cobertos, entratanto toda a frente do hospital continuará livre, como se pode ver na 2ª foto postada aqui. E continuarão inúmeras das árvores que existem no local, que aliás hoje em dia já escondem o hospital, que mal pode ser visto andando pela Protásio.

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    • “Lindo” já é demais.

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  5. A culpa sempre é do Fortunatti.
    O Compahc é composto por quinze membros designados pelo prefeito, dos quais oito da Prefeitura Municipal e sete vinculados a entidades relacionadas à questão do patrimônio. As entidades que participam do Conselho são: Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, Instituto de Arquitetos do Brasil, Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul, Associação Rio-grandense de Imprensa, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado e Ordem dos Advogados do Brasil.

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  6. É um absurdo o que acontece na província de São Pedro do Rio Grande. Não vão faltar árvores no entorno do hospital, como se observa no projeto. Aliás, há muitos espaços em POA onde faltam árvores, onde poderia ser compensada a perda. Por exemplo, até na beira do arroio dilúvio, que legal ficaria uma plantação de álamos ou sei lá, não sou da área, mas ipês ou outra espécie que floresce muito em POA, não lembro o nome agora. Outras avenidas que faltam árvores são a Farrapos, na região da Mauá, até no entorno da Castelo Branco. A entrada da cidade seria outra. O problema é o pessoal da prefeitura lembrar dos jerivás…. Não sou contra, mas já existem muitos espalhados por aí.

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  7. Para variar os histericos estão comprando a mentira que o problema da cidade são os ecologistas. Entendam, esses grupos tem pouquissimo poder aqui.

    Esse ephac está sempre botando picuinha em tudo, foram os culpados pela churrasqueira da Ipiranga também.

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    • O Ephac tem uma das funções mais ingratas na cidade. Ta sempre tendo que apagar incêndio. Resolver situações de última hora…As pessoas deveriam ter o hábito de consultar mais o Ephac ANTES de projetar, isso salvaria muito tempo de brigas e discussões.

      Mas o pessoal faz ao contrario, faz todo o projeto, detalhamentos, executivo, e na ultima hora vai no ephac e pedir autorização…claro que vai dar m….e a culpa de quem?

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      • Provavelmente minha, se escorrego na tinta escorregadia da ciclovia ao desviar da churrasqueira da Ipiranga!

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  8. Em virtude da minha formação, sou um defensor da manutenção de imóveis que sejam referencial histórico ou tenham uma relação histórica com a sociedade, devendo estes serem preservados em face da investida de conglomerados imobiliários, em especial.

    Também acredito que uma cidade não pode prescindir de manter uma cobertura vegetal abundante, e para isso é importante defendermos as árvores hoje existentes.

    Tenho defendido esse ponto de vista em todos os comentários que fiz no blog, porem neste caso especifico entendo que a ampliação do Clinicas tem prioridade sobre a manutenção da fachada ou mesmo das árvores. Um investimento desse porte em um hospital de referência não pode ser impedido por quaisquer motivos.

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  9. Mais perolas da manipulação midiática! Leia aqui a verdade!

    Câmara (municipal de vereadores de Porto Alegre) apoia ampliação do HCPA

    “… mas a Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural (EPHAC ), que integra a Secretaria Municipal da Cultura, e o Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural (Compahc) deram parecer contrário ao projeto. De acordo com a vice-presidente administrativa do HCPA, a alegação é de que a obra prejudicará a questão arquitetônica da cidade.”

    http://www2.camarapoa.rs.gov.br/default.php?reg=21371&p_secao=56&di=2014-02-13

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  10. Vamos ler atentamente essa notícia que foi postada:

    “O projeto será apresentado nesta terça-feira na Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Casa numa tentativa de superar o entrave estabelecido pela Equipe do Patrimônio Histórico Cultural.”

    O entrave foi estabelecido pela Equipe do Patrimônio Histórico Cultural, constituído por 15 membros escolhidos pelo prefeito, José Fortunatti !

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