Câmara aprova projeto de ampliação do Hospital de Clínicas

Obra orçada em R$ 408 milhões poderá ser iniciada após quatro meses de atraso

hcpa-ampliaçãoOs vereadores de Porto Alegre aprovaram por 30 votos o Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU), que permitirá a ampliação do Hospital de Clínicas, em sessão realizada na tarde desta quarta-feira. Com a aprovação, a obra – orçada em R$ 408 milhões, de recursos provindos da União – poderá ser iniciada, após pelo menos quatro meses de atraso. Apenas o vereador Pedro Ruas (Psol) se absteve.

Alvo de polêmicas em virtude da alegação que irá alterar a fachada do prédio – considerada histórica pelo estilo modernista – e a derrubada de mais de 200 árvores, o projeto consiste na construção de dois prédios de seis andares, anexos ao edifício principal. Áreas como o bloco cirúrgico, emergência e Centro de Tratamento Intensivo terão a capacidade, no mínimo, dobrada.

A aprovação do EVU na Câmara foi a saída encontrada após o projeto esbarrar na equipe do patrimônio da prefeitura, que não liberou a execução da obra. O projeto fere duas leis municipais: o plano diretor – por disponibilizar quantidade inferior de vagas de estacionamento – e o patrimônio artístico e cultural da cidade, devido à fachada.

Ainda assim, o projeto foi amplamente apoiado na Câmara, sendo defendido por parlamentares de praticamente todos os partidos representados no legislativo municipal. Apenas a bancada do PSol, formada pelos vereadores Pedro Ruas e Fernanda Melchionna, fez considerações, protocolando três emendas, uma delas exigindo que todos os leitos fossem destinados a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e outra que trata da contratação de funcionários – esta retirada por Ruas em seguida. Apesar do apoio, alguns vereadores criticaram a prefeitura de Porto Alegre por conta do atraso.

Correio do Povo



Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Patrimônio Histórico, Saúde

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7 respostas

  1. Felizmente ou não, a retirada das árvores foi direcionada neste sentido, caso contrário não haveria a ampliação, talvez o projeto tivesse sido debatido de forma democrática não teríamos mais este desgaste.

    Como ser contra num momento como esse, em que parte do Hospital de Clínicas atende pelo SUS (90%) e outros (10%) para Convênios e Particulares, em que as vítimas são os cidadãos que pagam impostos e tem direito ao atendimento pelo SUS, alega o Hospital de Clínicas que embora se utilize da estrutura pública para atendimento a
    Convênios e Particulares, o lucro é direcionado para melhorias de atendimento do HCPA como um todo.

    Aliás, parece ser um ótimo negócio, se têm à disposição uma estrutura pública com o intuito de visar lucro para o ente público ou privado, alegam que é para a sociedade e estudos que se desenvolvem dentro da Instituição HCPA.

    Aproveitando a reforma e ampliação, esperamos que seja observado o atendimento no hall de entrada para os respectivos atendimentos, que se tenha o mesmo conforto que dispõe as áreas de Convênio e Particulares, como se os cidadãos que têm atendimento pelo SUS não fosse cidadãos, em que começa, inclusive, por pequenos detalhes, no SUS banco de madeira, bancos nas ruas embaixo das árvores, ao relento da própria sorte, frio ou calor, banheiros em péssimos estado, vez que outra há um melhor atendimento, mas muito distante, mas enfim, quando se entra no HCPA se têm a nítida sensação de estar em dois mundos, um do SUS e outro do Convênio e Particular.

    Esperamos que o Ministério da Saúde uniformize e não permita mais que este dois tipos de atendimentos se tenha com Hospitais conveniado pelo SUS.

    No mais esperar as obras, as árvores é um pequeno detalhe para a maioria, aliás jogaram a batata para a sociedade ou se derruba as árvores ou não têm ampliação.

    Teria faltado planejamento ou má administração.

    Essa história é igual a que ocorre com o ente privado instalado as margens do Lago Guaíba, instalado em área pública, em que banca em torno de R$ 30 mil de aluguel para arrendar a área do Beira Rio para a Prefeitura Municipal de Porto Alegre, um ótimo negócio, que se faz de vítima neste momento, esperando que o cidadão que paga impostos banque os 30 milhões para obras do famoso legado, que faltarão para a saúde e educação.

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  2. teatro

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  3. Excelente noticia! Muito bom que tiveram a inteligência de aprovar o projeto, até o PSOL foi a favor e o partido deu a ideia de emenda que todos os leitos fossem para SUS e os outros vereadores não concordaram..

    Ah, e espero que depois de pronto não faltem médicos… Ou se faltar que tenhamos o primeiro hospital 100% mais médicos… Hehe

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    • O Pedro Ruas do PSOL não votou a favor. Foi a única abstenção da votação. Esses partidos radicais são tão nefastos quanto os corruptos. Boa parte do atraso que Porto Alegre vive é em função de alas radicais, eco-acéfalos e outras minorias barulhentas que são contra tudo e contra todos.

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  4. Excelente notícia!

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  5. UFA!!!!

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