Inter muda projeto e Beira-Rio terá entorno provisório durante Copa

A área privada do entorno do Beira-Rio terá uma manta asfáltica e nada mais. A mudança no projeto original de pavimentação das cercanias do estádio, que previa paisagismo e calçamento, será consumada a partir da próxima semana, quando o clube iniciará a obra para garantir o acesso ao palco de cinco jogos da Copa.

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Depois da Copa do Mundo, Inter e Brio – empresa criada para gerir o estádio pelos próximos 20 anos, deverão se reunir para elaborar um novo projeto de paisagismo para a área privada do entorno.

“Vamos deixar áreas para árvores e grama serem plantadas depois. O projeto tem que ser estudado outra vez. O posto de gasolina nem saiu do terreno ainda”, afirmou Emídio Ferreira, coordenador da comissão especial de obras do Beira-Rio, citando uma locação comercial próxima a uma das entradas do pátio do estádio.

Serão quase 12 mil metros quadrados de área com asfalto no entorno do Beira-Rio. O local recebeu sondagem do solo nesta quinta-feira, mas ainda aguarda um aval de um projetista para ser drenado e depois ganhar iluminação.

“A parte da pavimentação é rápida, mas temos que cuidar da iluminação e da parte pluvial antes. O que existe ali já nos ajuda no projeto. São uns 20, 30 cm de brita e areia”, disse Ferreira.

O cronograma prevê que pelo menos metade desta área esteja asfaltada até a reinauguração oficial do Beira-Rio, nos dias 5 e 6 de abril. O restante será concluído até o primeiro jogo da Copa do Mundo em Porto Alegre.

Um grupo de empresas do Rio Grande do Sul, com sócios identificados com o Inter, vai trabalhar na execução do projeto. E a previsão é que a obra de pavimentação custe cerca de R$ 5 milhões. O orçamento produzido pela construtora Andrade Gutierrez indicava um valor superior aos R$ 7,5 milhões.

O Beira-Rio segue sem uma solução efetiva para a construção das estruturas temporárias exigidas pela Fifa. O projeto de lei de isenção fiscal, criado pelo governo do estado, ainda não foi votado na Assembleia Legislativa. Deputados de oposição chamam a ideia de ilegal e querem um parecer do Ministério Público Federal sobre o tema.

Novo edital para entorno

As obras do entorno do estádio de responsabilidade da prefeitura ganharam um novo capítulo nesta sexta-feira. Um novo edital para licitação foi publicado no Diário Oficial de Porto Alegre. Nele o valor da obra foi corrigido, passando de R$ 7,75 milhões para R$ 8,78 milhões.

Outra mudança está no prazo para conclusão dos trabalhos. Anteriormente a pavimentação da área pública tinha quatro meses para ser realizada, mas agora serão apenas 60 dias. Com isto, o plano da prefeitura de Porto Alegre é evitar que o entorno do estádio ainda esteja em obras durante a Copa do Mundo.

Fonte: UOL

Blog Beira-Rio.com



Categorias:COPA 2014

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24 respostas

  1. E vamos nos recusar a levar mais qualquer tipo de renders a sério!

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  2. Isso é inadmissível e ultrajante! Anos e anos para pensar nisso, organizar e resolver quem iria fazer o que e na última hora esse jogo de empurra empurra e desleixo de “deixa pra depois”. Que falta de profissionalismo, quanta gente medíocre mandando na nossa cidade e na iniciativa privada também. Lastimável!

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  3. Capricharam muito nos renders, esse foi o problema.

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  4. Que (in)competência!

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  5. Na sua luta para ser sede, primeiro apresentaram um projeto a la Dubai. Depois prometeram de mãos juntas que estaria pronto para a copa das confederações. Por fim, não assumiram as despesas das estruturas provisórias, que caíram no colo dos contribuintes. Agora querem que a prefeitura invista no terreno deles fazendo a pavimentação! Enquanto isso, o Humaitá, onde o investimento em obras viárias beneficiaria milhares de moradores locais, está largado às moscas. Vergonhosa essa situação.

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    • Exatamente, agora imagina se não tivesse havido a arena nesse caminho, tinha ocorrido o mesmo que em Curitiba ou São Paulo, onde sob a chantagem de perder a Copa, aumentam sem parar os gastos públicos em estruturas privadas.

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  6. Essa área com árvores não está compensação ambiental de alguma obra? E pode simplesmente colocar asfalto e dizer que é provisório? Até parece que retirar um monte de asfalto e brita fácil e barato.

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  7. O exemplo maior da falta de senso e responsabilidade foi o entrave a reforma do Hospital de Clinicas. A ação do executivo municipal e do legislativo de Porto Alegre impediu que outra estupidez fosse cometida. O que mais impressiona é o apelo a legislação do patrimônio para impedir uma reforma que tornará a saúde em Porto Alegre mais eficiente e eficaz em um hospital escola. O que surpreende é que a casca do edifício era mais importante do que a função que ele exercia para a sociedade. Descalabros que vemos permanentemente serem efetivados com a chancela de chefetes cuja responsabilidade nunca é chamada a resposta.

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  8. O que vemos é o esforço dos executivos em realizar obras e eventos e os legislativos, o MP e algumas entidades postulando dificuldades. Assim como existe a lei que corrige a postura dos executivos e empresas privadas, deve existir um sistema de correção para todos os que entravam processos, existindo assim um limitador e um processo de responsabilidade para aquele que por qualquer razão resolve contestar uma obra de interesse publico.

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    • Teoria interessante. Contestar um projeto com o uso de ferramentas legais e democráticas merece punição. De fato, os fins justificam os meios. Uma evolução de sua idéia, bem mais eficaz, seria instalar um estado de exceção. Tenho até um nome a sugerir, estado de exceção Fifa.

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      • Basicamente, o zubaran quer uma ditadura pseudo-socialista aqui, onde o “parlamento” não vai contestar o “executivo”.

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    • Positivei, por engano. Faço minhas as palavras do Maquiavel.

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  9. Apesar do esforço da Prefeitura e das obras todas feitas com dinheiro dos contribuintes Porto Alegrenses, as empresas privadas continuam querendo empurrar a pavimentação do entorno do Beira Rio para a Prefeitura. É um descalabro o que as empresas privadas querem fazer.

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    • Ao ressaltar o “privado” (já que após “empresa” não precisaria dizer que são privadas) tu deve achar certo o que as empresas publicas, tal qual Procempa fazem com o nosso dinheiro, né? Lembre-se que a procempa usava dinheiro publico para pagar shows e que foi desviado um milhão atraves do plano de saude dos funcionarios (sem falar na maquina de contar dinheiro que encontraram).

      Não é um descalabro o que as empresas “privadas” querem fazer. É um descalabro que a patrula da esquerda monitire nosso blogs e venha aqui espalhar MENTIRAS!

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      • Nossa, até a procempa entrou na discussão sobre o estádio? Impressionante como gostam de demonizar administradores públicos e beatificar privados. Uma coisa não justifica a outra.

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      • qual a relação da procempa com o comentario do zubaran?! perdi algo?

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  10. Que beleza, lerdeza cada vez melhor, e parece que a copa aqui pra cidade foi escolhida ontem. Vergonha que vai ser isso!

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    • O que vai ter de colorado “fritando” no sol nos dias de jogos a tarde…

      Olha, não tinha brincado com nenhum colorado por causa da reforma do BR até agora. Mas depois disto está ficando cada vez mais difícil argumentar contra quando chamarem de “remendão”.

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      • Me esqueci de quotar para contextualizar:
        “quase 12 mil metros quadrados de área com asfalto no entorno do Beira-Rio”

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