O PIB gaúcho cresceu 5,8%

MoedasO PIB gaúcho cresceu 5,8%. É o maior entre os estados do País que o divulgaram. Os Impostos aumentaram 4,3%, e o VAB (Valor Acrescentado Bruto) total, 6,0%. A Agropecuária foi a atividade que mais cresceu em 2013, expandindo-se 39,7% no período. Para tanto, foram decisivos os aumentos das produções de soja (114,6%), arroz (5,3%), milho (69,6%), fumo (8,6%) e trigo (79,6%). A indústria apresentou crescimento de 2,9%. A indústria de transformação cresceu mais, 3,6%, com os impulsos positivos vindos das atividades de veículos automotores (17,2%), máquinas e equipamentos (9,4%), borracha e plástico (9,8%) e refino de petróleo (35,2%). Negativamente, pesaram mais as atividades de calçados e artigos de couro (-4,2%) e fumo (-5,5%). A construção civil cresceu 2,0%, e as demais indústria! s, 0,3% no período. Os serviços expandiram-se 3,2%, com destaque para as taxas de crescimento do comércio (4,2%) e dos transportes (6,8%). Igualmente cresceram as atividades de aluguéis (2,5%), administração pública (2,7%) e demais (2,5%).

PIB do RS é 6,42% do País

A taxa de crescimento de 5,8% do PIB do Rio Grande do Sul, em 2013, foi superior à taxa nacional, de 2,3%. Na comparação com o Brasil, a economia gaúcha apresentou taxas maiores de crescimento nos três grandes setores, com destaque para as atividades da Agropecuária, Indústria de transformação, Comércio e Transportes. Em valores monetários, o PIB do Rio Grande do Sul atingiu R$ 310,508 bilhões, significando uma participação de 6,42% no PIB nacional, uma alta em relação à participação de 2012, que era de 6,21%. O PIB per capita alcançou o valor de R$ 27.813,21, um aumento de 5,3% em relação ao ano anterior.

Ficou abaixo do anunciado

O resultado do PIB gaúcho em 2013 não coincidiu com o antecipado pelo governador Tarso Genro na abertura da Expodireto. Ficou um ponto percentual abaixo: 5,8% no lugar dos 6,8%. Tarso se precipitou e não dispunha dos dados do 4º trimestre. Aliás, a divulgação do crescimento do PIB sempre foi um ato político, porque interpretado pelos governos (e oposição) como termômetro de seu desempenho. Um deles, ao tempo da ditadura, chegou a recolher a publicação com seus resultados, por não terem agradado. Um ponto importante a ser observado é sobre que base é feita a comparação. No PIB de 2013 é sobre o de 2012, menos 1,8%. Já na divulgação do PIB de 2014 vai ser diferente: sua base 2013 é muito alta, mais 5,8%. Mas foi um belo resultado. O crescimento do PIB gaúcho de 2013 atingiu a maio! r diferença sobre o PIB nacional dos últimos 17 anos. Foi duas vezes e meia maior: 5,8% para 2,3%. Ainda pesou a agropecuária, que representa 10% no total aqui no estado contra 5% no País. Mas a boa novidade é que a indústria gaúcha está hoje cada vez menos dependente do bom ou mau humor da agropecuária. Começou com o polo petroquímico, e continua com os polos navais e automotivo.

Indústria mais autônoma

A principal novidade na divulgação do crescimento do PIB gaúcho em 2013, na manhã desta quarta (12) pela Fundação de Economia e Estatística, além de seu elevado índice de 5,8% – ainda que um ponto percentual menor do que a previsão feita pelo do governador Tarso Genro na abertura da Expodireto esta semana – é o fato de que nossa indústria começa a depender menos do imprevisível desempenho da agropecuária. Tanto é que a indústria da alimentação amargou recuo de menos 1% e os 9,4% de expansão nas máquinas e equipamentos não dependem só da demanda local, já que seu mercado é nacional e internacional. Aliás, a razão principal para atração do polo petroquímico teve exatamente este objetivo e que tem continuidade na política atual da criação dos polos náuticos e automotivo e expansão de outros setores.

Affonso Ritter



Categorias:Economia Estadual

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22 respostas

  1. Para quem anda e vê a realidade do centro da capital gaúcha, não tem nada a ver, o que prevalece é um cenário de miséria e até desolação. A precariedade da precariedade, uma vergonha para um estado naturalmente rico. Este alegado alto PIB gaúcho em termos de realidade social a meu ver não corresponde em absoluto. As pessoas precisam viver bem, ter acesso a cidades bem estruturadas, ordenadas, bonitas e saudáveis com espaços verdes qualificados, e principalmente segurança para poder usufruir do que elas podem oferecer, e me parece que a capital e muitas cidades do estado não estão neste padrão, não, mas vamos lá comemorar estes tais pibões de pura alienação,

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    • Concordo contigo. PIB não mede muita coisa. Mas veja que os setores que mais cresceram foram a agricultura, em especial soja, milho e trigo (metade sul e oeste) e a indústria (região norte, Caxias, Gravataí, Canoas…), já os serviços não mudou muita coisa. Comparando o que era Porto Alegre aos demais centros urbanos de 30 ou 40 anos atrás, realmente Porto Alegre decaiu muito.

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  2. Muito bom.

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  3. Um ano com crescimento “chines”…….e outro com crescimento “grego”.
    A velha gangorra de um estado dependente da agro-industria.

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    • Qual o problema da agroindústria ???? O RS sempre teve essa tradição, foi celeiro do país décadas atrás, e feliz do povo que tem uma agropecuária desenvolvida. O que falta é IRRIGAÇÃO, algo extremamente desenvolvido que ajudaria grandemente a nossa agropecuária. Os EUA por exemplo, tem a atividade primária mega desenvolvida. Creio que temos que desenvolver mais a nossa também, não deixar de lado.

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      • Verdade. É até cômico se pararmos pra pensar que o primeiro grande declínio do estado se deu com a quebra na pecuária e agora vem retomando o crescimento no próprio campo. O problema, ainda, é a suscetibilidade da safra às mudanças climáticas. É um desafio pro estado. Se tivesse mais investimentos maciços em infra-estrutura e logística o estado também deslancharia como expoente industrial. Até porque os outros portos do centro-sul já estão saturados se comparado ao potencial do porto de Rio Grande. Além, claro, da urgência da nova ponte do guaíba, que pelo jeito vai continuar sendo promessa ainda pras próximas eleições.

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  4. Em 2012 “cresceu” -1,4, ou seja, na média, estamos crescendo como o Brasil, por volta de 2%, pouco, muito pouco.

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  5. Olha a maquiagem, mulher maquiada fica a mais linda do grupo…… eles são especialistas ….

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  6. Nestes valores publicados, não estão incluídas as “exportações” das plataformas produzidas em Rio Grande para a Petrobrás?

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    • Isto deve contabilizar na categoria “maquinas e equipamentos”, não as “exportações”, mas a construção dos estaleiros e plataformas.
      Mas já ouvi falar que as exportações do porto de RG conta para o PIB do estado, mesmo tendo sido produzido os produtos em outros estados.

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      • Mas o que de outros estados sai por RG? Acho que de SC para cima sai tudo por Paranaguá, Santos, etc

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        • Esse ano tá saindo soja de MT, MS e PR por Rio Grande.
          Segundo os embarcadores vale mais a pena pagar o frete até aqui do que as diárias na fila do porto de Santos e Paranaguá.

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        • Imagina se tivéssemos uma ferrovia dentro do RS para transportar esses produtos todos?

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    • tava pensando no efeito delas…

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  7. Que bom! Resultado ótimo, ainda mais considerando que o Tarso é o atual governador… imagina se fosse outro? Iria crescer quase 10% 🙂

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  8. Fico feliz com os seguintes resultados:

    1. Trigo (79,6%) – O Brasil importa muuuito trigo. Já estava na hora de começarmos a produzir mais trigo.
    2. Veículos automotores (17,2%) – Muitos dos veículos automotores são ônibus… isso é interessante.
    3. Máquinas e equipamentos (9,4%) – Isso resulta aumento da eficiência e produtividade.
    4. Fumo (-5,5%) – Isso significa melhorar a saúde e desempenho das pessoas.

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    • Ai hahah concordo com o 1. 2. e 3. O 4. provavelmente se deu pela substituição da área de plantio por outra cultura, suponho que soja. Queda na produção não significa queda no consumo né. Até porque o consumo de tabaco diminui 1 a 2% a cada década e não 5,5% de um ano para o outro.

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      • “O consumo de cigarro no país caiu 20% entre 2006 e 2012, apontam dados do 2º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, sobre o uso do tabaco, realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)”*. Além disso essas variações entre produção e consumo não acontecem de forma perfeitamente correlacionada em períodos curtos. Pode acontecer de produtores terem apostado em uma compra da Souza Cruz que não aconteceu e no ano seguinte baixarem bruscamente a produção.

        * Exame.com 11/12/2013

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        • O consumo de cigarro caiu mas eles usam apenas os dados relativos a venda legal. Se contar a quantidade de cigarro contrabandeado acho que esse número muda, a queda deve ter sido menor.
          Não sei de dados oficiais, mas tiro como base o dono de um armazém aqui perto de casa, ele me falou que quase metade do cigarro que ele vende é paraguai.

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