Ciclista morre atropelada em corredor de ônibus

Acidente ocorreu na avenida Érico Veríssimo, em Porto Alegre

Acidente ocorreu na avenida Érico Veríssimo, em Porto Alegre   Crédito: Samuel Maciel

Acidente ocorreu na avenida Érico Veríssimo, em Porto Alegre Crédito: Samuel Maciel

Uma ciclista de 21 anos morreu atropelada por volta das 8h desta quinta-feira em Porto Alegre. Patrícia Silva de Figueiredo circulava pelo corredor de ônibus da avenida Érico Veríssimo quando foi atingida por um coletivo da linha Belém Velho, consórcio STS, próximo à Venâncio Aires, na zona Leste da Capital. Uma pista do corredor, no sentido, bairro-Centro, foi bloqueada para o trabalho da perícia.

Ainda em Porto Alegre, manifestantes bloquearam a avenida Osvaldo Aranha, em frente ao Instituto de Educação Genrral Flores da Cunha, sentido Centro-bairro.

Correio do Povo



Categorias:Bicicleta

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86 respostas

  1. O mais mesquinho dessa discussão para mim é como quem se coloca como “isento e sem ideologia” joga a culpa em todos. Não é assim. Se um motorista furou sinal vermelho a culpa dele e não interessa se o ciclista estava sem capacete ou se o pedestre atravessou a 10m da faixa. Se o ciclista pedalou na calçada “a 20 km/h”, a culpa dele e acabou, sem história.

    Ficar distribuindo a culpa só ajuda a manter as coisas como estão (ruins). Me lembra de quando houve a tragédia da kiss e alguns colegas de trabalho na época disseram que aquilo foi uma fatalidade. Faça-me o favor!

    Repetindo o que postei acima, uma leiturinha básica para todos aqui entenderem por que nosso nível de mortandade no trânsito é inaceitável. Dica: fazemos o contrário, criamos vias para favorecer o fluxo e velocidade de veículos. http://www.mobilize.org.br/noticias/6077/por-que-a-suecia-tem-tao-poucas-mortes-no-transito.html

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    • Esse pensamento simplista impede qualquer melhoria. É fácil simplesmente jogar a culpa unicamente no motorista, penalizar ele e dar o assunto como encerrado, mas isso não vai impedir que isso ocorra novamente. Nenhum acidente é causado por um único fator, é SEMPRE causado por uma série de fatores, e todos devem ser investigados para que haja uma solução e isso não se repita. O motorista furou o sinal vermelho, a ciclista não olhou para os lados, provavelmente alguma placa, árvores ou qualquer objeto impedia que um visse o outro… Um acidente nunca pode ter atrelada a culpa a somente um fator, nesse caso o motorista e deu. Ele deve sim ser penalizado por isso, mas simplesmente penaliza-lo não vai impedir que amanhã outra pessoa morra atropelada por um ônibus. TUDO deve ser visto e revisto para que não se repita. Simplesmente jogar a culpa em alguém era uma atitude muito comum antigamente na indústria, onde um operário se acidentava, interrompia a produção, os chefes jogavam a culpa nele e ficava assim, não se buscava uma única melhoria para que os outros operários ficassem seguros.

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      • Leu meu link sobre infra ou só vai considerar o que falei sobre o motorista?

        Pode parecer neste post que eu acho que o problema é sempre o motorista. Nesse caso parece ser para mim, na primeira instância, mas com certeza vale analisar o tipo de pressão que ele recebe por parte da empresa e da EPTC e podem levar ele a um comportamento agressivo.

        Ficar jogando a culpa em todo mundo e nunca punindo ninguém é o que sempre acontece, me desculpa. Me diz quem foi o culpado pelas milhares de morte no trânsito a cada ano no Brasil? Pois é, na maioria dos casos é um “acidente”.

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      • E se tu ainda acha que não tem nada errado, hoje mesmo um ônibus arrastou uma mulher pelo braço, na mesma Avenida Érico Verísssimo.

        Um abraço.

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  2. Interessante ver também que ela foi atropelada justamente naquele vácuo onde a pessoa saiu da Ipiranga, mas para chegar na proxima ciclovia (josé do patrocínio) tem que se arriscar na Érico. Pode colocar essa morte na conta da EPTC.

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  3. Não conhecia a moça, mas é aluna de uma colega na Pedagogia da UFRGS e, pela manhã, estava deslocando-se de bicicleta justamente para assistir a aula de “Educação e Espiritualidade” na FACED-UFRGS, quando se tornou mais uma vítima do desmanche dos transportes públicos: caros e ineficazes para incentivar a população a adquirir carros. Embora a triplicação da frota de veículos, não foi ampliado, nem sequer teve manutenção, o sistema viário e as estradas estão um horror. Os engarrafamentos são disfarçadamente programados para aumentar o consumo de combustíveis, cujos impostos quase dobraram, e para impulsionar a indústria das multas, tudo concatenado para retirar todo o dinheiro do povo! E quem tensa uma alternativa ecológica, como bicicleta, sofre sérios riscos de se atropelado. Inclusive porque instalou-se a sensação de impunidade, aumentando o risco. São as mazelas desse nefasto plano de escravização da população brasileira! http://padilla-luiz.blogspot.com.br/2013/07/transportes-mais-caros-do-mundo.html

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  4. Deveria haver disciplina de transito nas escolas, se tu tirar carteira de qualquer categoria você é obrigado a fazer um curso e aprender as sinalizações de transito, ciclistas devem respeitar essas sinalizações tanto quando os meios de transportes mais pesados mas muitos não sabem ler as sinalizações das ruas. Uma das questões aprendidas nos cursos é “o maior veículo tem prioridade, pois tem menos capacidade de freio e manobra, sempre prever o que ele esta fazendo, isso é direção defensiva”… e isso eu levo a risca no transito, eu sempre cuido o que os caminhos e onibus estão fazendo, pois eu sou o fraco da história e o mais difícil de ser visualizado.

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    • “O maior veículo tem prioridade”

      Isso é praticamente formalizar a Lei da Selva: se ele já é o menos vulnerável e o mais seguro, nem precisaríamos de uma legislação sobre esse assunto, não acha?

      Se um veículo tem menor capacidade de freio e manobra, não devemos dar a ele prioridade; devemos é limitar sua velocidade até uma que seja segura para o ambiente urbano.

      Na realidade, o Código de Trânsito Brasileiro diz exatamente o contrário desse raciocínio, Fabio:

      “(…) em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.” (CTB, Art. 29, inc. XII, § 2º )

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  5. Na foto do ClicRBS dá para ver perfeitamente a faixa de segurança atrás do ônibus.

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  6. Ser pedestre ou ciclista nas grandes cidades é um grande perigo. Há motoristas prudentes, mas há também muitos que não parecem nem um pouco preocupados em proteger aqueles mais frágeis no trânsito.

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  7. Amanhã haverá um ato por mais esta vida perdida no trânsito. https://www.facebook.com/events/224282807769459/

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    • E se fosse um pedestre sem bicicleta atravessando o corredor de ônibus? Aposto que não teria tanto preocupação. Acho que os protestos para mais segurança e organização do transito devem extrapolar a questão de ciclistas, até porque enquanto morre uma pessoa de bicicleta, morrem 100 a pé!

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      • Eu estava pensando a mesma coisa. Pessoas são atropeladas todos os dias, sem toda essa comoção. Elas valem menos? É isso? Essa ideologização das coisas, seja pra futebol, política, religião ou qualquer outra coisa é que estraga tudo.

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        • A organização de ciclistas pedindo segurança não inviabiliza a organização de pedestres pedindo segurança.

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        • Também acho, se eu não faço parte de tal grupo é ideologização, xiitismo, etc.

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      • Concordo contigo. Se quiseres organizar eventos para protestar algum atropelamento contarás com minha presença.

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      • Fabio, se tem algum grupo que se mobiliza pela segurança dos pedestres, é exatamente o mesmo que defende as causas relacionadas às bicicletas. Até porque são as mesmas pessoas, as mesmas ideias, os mesmos valores, as mesmas visões de cidade e de mundo.

        Historicamente, a bicicleta acabou unindo as pessoas como um símbolo, um ícone de uma visão de mundo e de planejamento urbano. Já para os pedestres, esse fator de coesão é um bem mais esparso, mais vago. Até porque todos nós caminhamos e somos pedestres um momento ou outro.

        Atos de desrespeito a pedestres acabam não repercutindo tando um pouco por isso, por essa falta de “liga” dentro desse grupo, que é composto por praticamente 100% da população.

        Mesmo assim, tem um turma que tem discutido esses assuntos e se mobilizado por mudanças. No Facebook, por exemplo, tem um grupo chamado “Ativismo Pedestre” (https://www.facebook.com/groups/165894100269511/?fref=ts). Entrem lá, é livre. Participem!

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  8. Veja essa imagem aqui no Google Maps: http://goo.gl/maps/CtMSW

    O ciclista está errado? Sim, mas veja a quantidade de carro estacionada e a placa de proibido estacionar… Se estão estacionados sem prejudicar o trânsito, por que ciclovia não pode?

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  9. Outro comentário no site da Gaúcha:

    Wanessa Yamada – Estagiária at Justiça Federal do Rio Grande do Sul

    Infelizmente eu presenciei este acidente no exato momento da batida. O sinal havia acabado de fechar e o onibus que eu estava havia parado, nisso o outro onibus veio no sentido centro-bairro e atropelou a ciclista que havia recem entrado na faixa de pedestre. Foi uma cena terrivel! Com a batida, a moça foi lançada longe. Lastimavel!

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  10. As pessoas querem que os motoristas façam milagres, parar um trambolho de varias toneladas em poucos metros,

    Isso no ecxiste.

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    • Justamente por esse milagre no ecxistir é que ecxiste uma coisinha chamada de “limite de velocidade”.

      Não é um milagre, mas faz praticamente o mesmo efeito.

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