Porto Alegre tem média de 20 feridos por dia no trânsito em 2014

Índice de acidentes caiu em relação a 2013, mas mortes cresceram com vítimas desta quinta

Porto Alegre tem média de 20 feridos por dia no trânsito Crédito: Fabiano do Amaral

Porto Alegre tem média de 20 feridos por dia no trânsito. Crédito: Fabiano do Amaral

Em média, 20 pessoas se feriram por dia no trânsito de Porto Alegre neste ano. De 1º de janeiro até a tarde desta quinta-feira, 20 de março, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) havia contabilizado 1.601 pessoas que sofreram lesões. No mesmo período, 25 perderam a vida, incluindo as duas jovens ciclistas que foram atropeladas nesta quinta.

Apesar do número, o trânsito de Porto Alegre está menos violento neste ano, segundo a EPTC. No mesmo período do ano passado, 1.752 pessoas haviam se machucado nas ruas da Capital, em 4.619 acidentes – em 2014 já foram 3.703. A redução, salienta a EPTC, é de 19,8% nos acidentes e 8,6% no número de feridos.

O número de atropelamentos também caiu, conforme a EPTC. Enquanto nos primeiros 79 dias de 2013 já haviam sido contabilizados 275 atropelamentos, em 2014 o índice está em 216. Entretanto, as vítimas fatais no trânsito de Porto Alegre aumentaram com relação ao ano passado devido às mortes desta quinta. Em 2013, foram 24. Agora, está em 25.

Acidentes com ciclistas têm queda

Entre 2012 e 2013, o número de ciclistas mortos em Porto Alegre aumentou de cinco para nove. No entanto, a média de acidentes envolvendo ciclistas registra queda em 2014. De 1º de janeiro a 20 de março de 2013, foram 58 acidentes com ciclistas registrados. Neste ano são 45 até agora. As duas mortes desta quinta-feira foram as primeiras envolvendo usuários de bicicletas em Porto Alegre no ano.

Integrante do Massa Crítica, Helton Moraes, 36 anos, reconheceu que as condições para a pedalada em Porto Alegre melhoraram nos últimos anos. Porém, afirmou que a infraestrutura está longe de ser a ideal: “Falta muito a melhorar”, cobrou.

Correio do Povo

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Ciclistas fazem vigília no local onde mulher foi atropelada em Porto Alegre

Movimentos por alternativas no transporte prometem protesto nesta quarta-feira

Ciclistas fazem vigília no local onde mulher foi atropelada em Porto Alegre Crédito: Fabiano do Amaral

Ciclistas fazem vigília no local onde mulher foi atropelada em Porto Alegre
Crédito: Fabiano do Amaral

Com velas e flores sobre o meio-fio, ciclistas fizeram vigília, na noite desta quinta-feira, diante da faixa de segurança onde foi atropelada a ciclista Patrícia Silva de Figueiredo, pela manhã. Inconformados pela falta de segurança para a prática do ciclismo, cerca de 40 ativistas se reuniram para iniciar uma atividade de protestos. Na sexta-feira, movimentos de ciclistas prometem interromper o tráfego em pontos-chave da cidade, ao final da tarde, para chamar atenção de cidadãos e autoridades sobre a necessidade de mais obediência às normas de trânsito e respeito entre quem circula pelas vias urbanas de Porto Alegre.

“Ciclista tem muita consciência sobre segurança. A gente investe dinheiro em boas bicicletas, equipamentos de proteção, lâmpadas para sinalização. O problema é que o espaço é mínimo e desrespeitado. Essa moça morreu na faixa de segurança. Não podemos mais tolerar esse tipo de acidente que só acontece porque alguém passa o sinal vermelho, excede na velocidade ou atravessa uma faixa de segurança quando uma pessoa está nela. É hora de dizer basta”, definiu a ciclista Lélia Matheus, 35 anos.

Integrante da Associação de Ciclistas de Porto Alegre, o servidor público Leandro Leite, 39 anos, revelou que associados e militantes de movimentos de ciclistas e de defesa dos direitos dos pedestres irão se reunir a partir das 18h30min para um ato de protesto. O local marcado é o entroncamento das avenidas Cascatinha, Getúlio Vargas, Erico Verissimo e Venâncio Aires, próxima da Praça Garibaldi. “Massa Crítica, Mobicidade PoA, Comunidade Pedestres do Facebook já confirmaram muitas presenças”, apontou Leandro.

Já o integrante do movimento Massa Crítica, Helton Moraes, 36 anos, reconheceu que ocorreram, nos últimos anos, melhorias em Porto Alegre para os adeptos da pedalada. “Houve incremento de ciclovias e o empréstimo de bicicletas deu chance de opção para quem não pode investir agora em sua própria bike, mas falta muito a melhorar”, disse Helton.

Fonte: Luiz Sérgio Dibe/Correio do Povo

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Porto Alegre registra 2ª morte de ciclista nesta quinta-feira

Uma ciclista foi atropelada por um ônibus na tarde desta quinta-feira em Porto Alegre. O acidente aconteceu por volta das 17h na rua Martim Félix Berta, nas proximidades da rua 6 de Novembro, no bairro Mario Quintana, na zona norte da capital gaúcha. A vítima ainda não foi identificada. Esta é a segunda ciclista a morrer atropelada hoje em Porto Alegre.

Por volta das 8h, uma ciclista morreu atropleada no corredor exclusivo para ônibus na rua Erico Verissimo, quase no cruzamento com a Venâncio Aires. O atropelamento foi nas proximidades do ginário Tesourinha. O ônibus circulava no corredor sentido centro-bairro, segundo a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).

Portal Terra

20 de Março de 2014•18h21 • atualizado às 18h26



Categorias:Bicicleta

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24 respostas

  1. Acho que “devemos” fica meio forte, prefiro dizer “precisamos” olhar para os dois lados da rua, pois isso é uma recomendação para atravessar vias urbanas com segurança, e não uma regra. Aliás, norma é o veículo parar antes da faixa no sinal luminoso, que muitos motoristas, seja de veículos particulares, de firmas ou de transporte coletivo, não respeitam!

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  2. Lamentavelmente, na manhã de 20/3/2014, Patrícia da Silva Figueiredo, aluna de Pedagogia da UFRGS estava indo de bicicleta assistir a aula de “Educação e Espiritualidade” na FACED-UFRGS quando foi atropelada; e pela tarde, outra discente, da psicologia… Tornaram-se mais duas vítimas do desmanche dos transportes públicos: são caros e ineficazes para incentivar a população a adquirir carros, entupindo as ruas, e gerando esse trânsito infernal dificultando manter a cordialidade. Embora a decuplicação da frota de veículos na última década, não foi melhorado, nem sequer teve manutenção, o sistema viário; as ruas vivem entupidas e as estradas estão um horror. Os engarrafamentos são (dissimuladamente) programados para aumentar o consumo de combustíveis, cujos impostos quase dobraram, e para impulsionar a indústria das multas, tudo concatenado para retirar todo o dinheiro do povo! E quem tenta uma alternativa ecológica, como bicicleta, sofre sérios riscos de se atropelado. Inclusive porque instalou-se a sensação de impunidade, aumentando o risco. São as mazelas desse nefasto plano de escravização da população brasileira http://padilla-luiz.blogspot.com.br/2013/07/transportes-mais-caros-do-mundo.html

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