Câmara aprova criação do Corredor Parque do Gasômetro

A Câmara Municipal aprovou o projeto de lei do Executivo que propõe a instituição do Corredor Parque do Gasômetro como espaço público destinado à qualificação do ambiente urbano. Em sessão nesta segunda-feira, 31, a proposta recebeu votos favoráveis de 30 vereadores presentes, sendo aprovada por unanimidade.

“O governo assumiu e cumpriu o compromisso de fazer o traçado, ampliando o corredor do Parque do Gasômetro, incluindo a área em frente à Câmara de Vereadores, que foi negociada pela prefeitura com a CEEE. Todos os projetos do Executivo serão discutidos com a sociedade”, enfatizou o vice-prefeito Sebastião Melo.

Pela proposta, o corredor ficará dividido em duas áreas. A primeira compreende o Museu do Trabalho e seu entorno, a Praça Brigadeiro Sampaio, junto à Rua dos Andradas, a Avenida Siqueira Campos, a Rua General Portinho e a Avenida Presidente João Goulart. Na outra, na região da Praça Júlio Mesquita, o alcance chega à Avenida Siqueira Campos, Rua Vasco Alves, Rua Washington Luiz, Avenida Presidente João Goulart, Rua General Salustiano, Avenida Loureiro da Silva e Usina do Gasômetro.

Prefeitura de Porto Alegre



Categorias:Parques da Cidade

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33 respostas

  1. Lamentavel nao ver essa mobilizacao para termos uma orla decente nesta mesma regiao.

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    • E essa mobilização não é precisamente para termos uma orla decente (para seres humanos)?

      Não faz sentido nem começar a pensar em melhorias estéticas na área se a infraestrutura é totalmente inamigável às pessoas.

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  2. Gostaria de lembrar a todos que quem provocou a discussão no final foi a própria prefeitura. Em 2011 foi publicado inclusive em revistas internacionais o projeto tão falado de Fermin Vazquez para o entorno:

    http://www.arthitectural.com/b720-fermin-vazquez-arquitectos-regeneration-of-the-waterfront-of-port-of-porto-alegre/

    Veja só, sem rótula nova e com passagem para os pedestres sobre a rua. Para variar, a coisa é dilapidada para atender os “interesses” de sempre.

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  3. Eu acho que tendo dois parques separados ali (sendo que um basicamente vai ser uma “tripa” e não uma extensa área contígua), acho que vamos observar uma das 4 situações ruins:

    1- Um lado vai ser subutilizado em relação ao outro
    2- A sinaleira de pedestres vai fazer a super avenida ficar parada por muito tempo, ou seja, congestionada
    3- As sinaleiras de pedestre vai ser “padrão EPTC” (7 segundos), e daí os pedestres começam a correr risco para atravessar (e qq acidente será culpa deles)
    4- Vão usar o descrito no ítem 2 para fazer uma passarela ali. Que além de ser a pior opção para uma área de lazer também estimula comportamento de risco por parte dos pedestres.

    Honestamente não consigo acreditar que a EPTC faça por vontade própria a opção 2. A 1 não é incompatível com a 3.

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    • Se fosse feito um investimento decente de integrar a avenida ao parque eles poderiam existir em harmonia, existem muitos parques com avenidas cruzando, o problema é que sem ‘grade separation’, ou seja, separação de níveis, rodovias assim geralmente mais causam problemas do que são úteis.

      “Advantages
      Roads with grade separation generally allow traffic to move freely, with fewer interruptions, and at higher overall speeds; this is why speed limits are typically higher for grade-separated roads. In addition, less trouble between traffic movements reduces the risk for accidents.
      Disadvantages
      Grade-separated road junctions are typically space-intensive, complicated, and costly, due to the need for large physical structures such as tunnels, ramps, and bridges. Their height can be obtrusive, and this, combined with the large traffic volumes that grade-separated roads attract, tend to make them unpopular to nearby landowners and residents. For these reasons, proposals for new grade-separated roads can receive significant public opposition.”

      http://en.wikipedia.org/wiki/Grade_separation

      Resumo: se a prefeitura tentasse, ficaria horrível.

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      • Grade separation engloba coisas bem maiores do que está sendo discutido aqui pois acaba envolvendo o cruzamento de várias vias. Vendo o link da wikipedia dá pra ver que o que causa mais problemas é o tipo de intervenção já existente em POA, como o viaduto dos açorianos, e o que vem sendo construído, como o da Anita.

        Claro, como lá o benefício é para o fluxo de automóveis a obra sai mesmo com a resistência de “nearby landowners and residents”. Na real, no caso do parque, os residentes QUEREM a intervenção.

        Aliás, o único exemplo do link que mistura trânsito automotivo com de pedestres é no central park, é não é horrível.

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        • Tem o exemplo do Grant Park de Chicago também, logo acima, que é interessante, apesar de usar uma tática muito Parcão de fazer apenas uma passarela ligando os dois lados. Eu defendo bastante grade separation principalmente em casos como parques. O problema é que os viadutos de porto alegre são em avenidas, que tem gente cruzando a pé, gente morando em baixo e comércio na via, isso não serve pra separação de nível, só pra gerar tráfego em alta velocidade sem segurança alguma tanto para motoristas quanto para pedestres.
          Isso é um exemplo efetivo: http://stumptownblogger.typepad.com/.a/6a010536b86d36970c017742c1b19b970d-800wi I-405 em Portland, Oregon.
          Eu não sei exatamente como seria feita uma avenida inferior ao nível do parque do gasômetro justamente pelo fato da avenida servir de barreira anti-enchentes, mas eu tenho certeza que não é impossível.
          Eu acredito que essas duas partes poderiam ser inferiores ao nível dos parques e que esplanadas poderiam ser construídas sobre elas http://imgur.com/LoBgFKS,sXApMnS

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        • Concordo contigo lucas, 100%.

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  4. Parcão é cortado por uma avenida onde os carros andam a 60km/h e é um dos melhores parques da cidade.

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    • E a outra metade não é utilizada por ninguém, além da pista ser rebaixada.

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      • (mesmo com a pista rebaixada)

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        • Não sei da onde, pode não lotar, mas sempre tem gente praticando esportes por ali.

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        • Ao caminhar pela parte “principal” do parque eu gerealmente nem lembro que tem o outro lado. Por que? Por que não é integrado, tem aquela área toda mas apenas com uma passarelinha para interligar os dois. E olha que aquela passarela nem requer que o pedestre “suba”, ela é bem confortável.

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        • Porque o outro lado é onde as pessoas levam os cachorros passear, porque não há lago, não há tanta dedicação.
          Só por isso.
          Não culpe a avenida, tem uma passarela.

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        • Ok, vou culpar a única passarela então, é muito pequena pro fluxo de pessoas que tem no parque.

          Opa, mas a passarela só existe por causa da avenida, xi…..

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        • Rei dos argumentos. risos

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        • Rei de NY. risos.

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    • O outro lado do parcão é realmente morto, nem recebe o mesmo cuidado.

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    • Se a população que utiliza o parcão tivesse que atravessar as 6 faixas, tu acha que seria mais utilizável como agora ?

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      • Abre os olhos Leandro… tu sugeres algo entre a merda que está e uma merda pior? Que opções são essas?? Eu prefiria que transformassem aquela parte da Goethe em um túnel para unir os parques!

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        • Renan, meus olhos estão bem abertos. Eu estava inclusive na votação onde os nobres vereadores não aprovaram a emenda do rebaixamento da pista.

          É absurdo que a prefeitura ta fazendo no gasometro. Toda a população quer o rebaixamento. So os politicos (aqueles a mando do Fortunati) que não querem.

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        • É engraçado, a prefeitura simplesmente ignora uma parte da população, sequer obedece o plano diretor (http://vadebici.wordpress.com/2013/02/15/o-parque-do-gasometro) e outra parte da população acha que tudo está ótimo por que “é melhor que nada”.

          Merecemos os políticos que temos.

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    • Nem sabia que o Parcão tinha outra parte!

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  5. Como boa nota oficial da prefeitura, parece que foi uma benesse.

    Na realidade, POA está inovando, com um parque cortado por 8 pistas de rolamento onde se pode andar a 60km/h.

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  6. Agora sim, nossos problema acabaram.

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