Completamente surreal: Fotos de dentro de shoppings abandonados nos Estados Unidos

Dixie Square Mall: Harvey, Illinois - Abandonado.

Dixie Square Mall: Harvey, Illinois – Abandonado.

Não há nada mais fascinante do que olhar um ambiente humano sem os seus protagonistas. O declínio econômico no negócio tem feito muitos investidores abandonarem este nicho, isso se explica pelo fato da “cultura do shopping” estar sendo superada por lojas que aproveitam o espaço público da cidade. É um fenômeno histórico de uma mudança de comportamento urbano: neste texto de um site especializado em arquitetura e urbanismo, podemos perceber que a lógica em que se aplica o uso dos shopping centers já não é a mesma.

“Quando o shopping passa a ser uma necessidade e não apenas mais uma opção, isso é sinal de que a cidade se encontra terrivelmente adoecida”

“Quando as ruas não são agradáveis aos sentidos (ruas feias, fétidas, com poluição sonora e visual), quando há uma constante sensação de insegurança, quando a infraestrutura das ruas é decadente, as calçadas quebradas e você tem que disputar o espaço com carros e camelôs, obviamente a melhor solução é nos refugiar em um ambiente mais agradável e de fácil acesso como um shopping center, para fazer nossas compras e satisfazer nossas necessidades de lazer.”

mapa

Enquanto o Brasil ainda não vive este momento, os Estados Unidos já experimentam a experiência de retornar ao espaço público, e isso tem sido fatal para os shopping centers. O mapa acima mostra a localização dos shoppings abandonados, abaixo estão algumas fotos desses lugares.

História Ilustrada

Para mais fotos e os nomes dos shopping centers, acesse o link da História Ilustrada.



Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Shopping Centers

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24 respostas

  1. Acho que se poderia chegar sim a uma situação como esta. A questão de bolhas talvez deva ser analisada e a meu ver há uma “bolha de shoppings” no Brasil, bom ao menos em Santa Catarina. Não sei muito bem o que se passa, mas há megashoppings como Continente Park que tem pouquíssimo movimento e o caso de Blumenau que inaugurou além do poderoso Neumarkt outros dois grandes e pelo que sei um não locou nem metade dos espaços passados dois anos. Agora mesmo Foz do Iguaçu vai receber dois megashoppings Catuaí e Palladium, e sinceramente não tem economia para dar supor nem para um, ou na melhor das hipóteses mal e mal para um, todavia o fato é que lá já há um médio chamado Cataratas JL. Estão inflando as cidades com muitos centros comerciais e a meu ver não temos crescimento econômico que possa sustentar tantos.

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  2. Meu comentário ficou trancado em algum lugar no caminho, vou tentar reescrever.

    Os extremos são as lojas populares do centro com baixa qualidade (em geral) e preço baixo ou se quiser qualidade mesmo só viajando para o exterior ou pela Internet. O meio do caminho são os shoppings que é formado basicamente por lojas de roupa e sapato com qualidade um pouco melhor que as lojas populares e com preços muito mais altos do que os preços praticados no centro ou no exterior.

    Talvez o maior inimigo dos shoppings seja a Internet e não o comércio de rua. Veja que a Magazine Luiza ou mesmo as Lojas Americanas estão investindo fortemente na Internet. Para computadores, os últimos 3 notebooks de amigos meus foram comprados pela Internet. Tem dois amigos meus que compram tênis pela Internet faz tempo… Tem até comercial do Buscapé brincam com isso e se você entrar no Buscapé e fizer uma pesquisa, a maioria são lojas virtuais.

    Agora é muito difícil competir com a padaria, fruteira ou estética do bairro… isso sempre vai ter.

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    • Concordo. Isso é real. O comércio online é praticamente imbatível. Algumas lojas até aceitam fazer o valor do site pra não perder a venda, isso diminuindo a margem de lucro, com certeza, pois a loja física tem comissão e aluguel que não tem na internet, mas é difícil. Normalmente eles não cobrem. Acho complicado comprar roupa pela internet, mas praticamente todo o resto eu compro na web. Tem sites que já permitem até agendar a entrega. Coisa que as lojas físicas, que são locais e que poderiam usar como um diferencial em relação à internet, muitas vezes pecam em fazer. Claro que sempre tem pessoas com receio da internet ou que preferem ver o produto ao vivo pra comprar, mas a tendência é isso diminuir com o passar dos anos e a geração que nasceu na era da web virar o consumidor “mainstream”.

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  3. Tem um muito parecido em Cruz Alta.

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  4. Não é bem assim.
    Eles ainda tem shoppings, mas de padrões diferentes dos nossos.
    As ruas com comercio são apenas em alguns lugares, em muitas cidades não tem muito dessa coisa de tu ir numa loja, deixar o carro, comprar e ir pra loja do lado, tu precisa pegar o carro e sair, e não por não deixarem, mas por serem lojas grandes e ser uma grande caminhada até a loja do lado.
    Muitas vezes tu não tem nem como atravessar uma rua em algumas cidades.

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  5. A tendência do consumidor é buscar melhor qualidade e menor preço. Isso é muito difícil de se conseguir em um shopping onde mesmo as coisas de baixa qualidade são muito caras. Acredito que a tendência são lojas pequenas com produtos mais específicos e de alta qualidade.

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  6. que coisa linda, esses shoppings abandonados. PoA tem várias ruas decentes com lojas, gustavo. Só valta melhorarem as calçadas, reduzirem o trânsito e o porto-alegrense deixar de ser fresco e só ir onde puder estacionar dentro. que venha o renascimento das ruas!

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    • Não me refeti ao decente com o sentido de suja, mas de falta de opção de mix de lojas mesmo.
      A Nilo Peçanha se transformou num polo de moveis/decoração para percorrer de carro.
      A Av. São Pedro tem lustres e materiais eletricos, mas as lojas fecham as 17h30/18h devido a região ser bastante degradada.
      Na 24 de Outubro, Protásio Alves, Getúlio Vargas, etc, temos um comércio bem tímido e, na minha opinião, não atrativo. Olha o site de um shopping qualquer de POA, só deve ter loja nas ruas (que eu me lembre):Gang, Gaston, Hering, Renner, C&A, Paquetá, Boticário, lojas de celulares e de eletrodomésticos.
      Faltam opções de ruas mesmo! Em várias cidades do mundo há ruas de comércio geral e não há vagas de estacionamento como a Oxford em Londres, Florida e Santa Fé em Buenos Aires (devem estar em situação pior devido a crise).
      Enfim, talvez seja o hábito do brasileiro (status, estacionamento, “praticidade”) e a insegurança que fazem essa migração das ruas para os shoppings, que estão longe de terem fim.

      A propósito, quase todos esses shoppings dos EUA fora destruídos, não deixaram esqueletos embelezando (sic!) a cidade.

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      • Isso que tu citou seria o Centro aqui. A Rua da Praia deveria ser nossa “Calle Florida”, onde haveria o mix de opções. A Otávio Rocha é um eixo com lojas boas de vestuário, a Dr. Flores é eixo de lojas de eletrodomésticos. Tudo tu pode percorrer rápido e a pé. Só que o Centro não é atrativo pelos motivos que todos sabemos (sujeira, mendigos, má urbanização, caos…).

        Eu ainda vou de vez em quando pois ainda há lojas que praticam preços melhores que suas filiais de shopping, mas que a região não é nada convidativa, não é mesmo.

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        • Parabéns pela coerência do comentário, e fica a pergunta quando esta cidade vai ter de novo um centro civilizado?

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  7. Seria interessante ler o post que originou o post do P.I. e do outro blog.

    http://www.buzzfeed.com/mjs538/completely-surreal-pictures-of-americas-abandoned-malls?bffb

    Num dos shoppings os clientes ficaram com medo dos frequentadores novos (gangues e jovens com corrente no pescoço). *Algo me fez lembrar os rolezinhos do ano passado.
    A recessão em cidades do interior dos EUA também levou ao fechamento de alguns.

    O shopping de Tramandaí também fechou, mas acredito que não seja pelo embelezamento e melhores odores pelas ruas da capital das praias.

    Enfim, seria agradável ter em POA algumas ruas decentes com lojas para fazermos compras.

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    • Vou repetir o que eu disse acima: estas ruas já existem! Por exemplo no Bom Fim, Menino Deus, Tristeza ou do Moinhos.

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      • O único problema do centro é a sujeira, mas em termos de comércio chega a ser melhor que shopping para alguns produtos. Por exemplo, esses tempos estava procurando fita de led e não encontrei nem na Leroy Merlin, nem naquela ferragem que tem no Praia de Belas.

        A vantagem do centro é que tem locais em que o aluguel é mais baixo, viabilizando um comércio de artigos mais incomuns, como fitas de led ou pilhas de óxido de prata. Sem falar em filme preto e branco, me digam o shopping onde eu consigo comprar? Só no centro, na Casa do Filme. Acho que o centro deveria aproveitar mais essa vocação para vender utensílios de nicho.

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        • Esse é o principal problema dos shoppings. É basicamente só roupa e calçado e tudo de estilo muito parecido. Qualquer coisa específica de áudio ou instrumentos musicais, nem pensar em procurar em shopping.

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      • porto alegre tem muito comércio de rua. Nos shoppings temos alguma coisa…fora, temos tecidos, decoração, moveis, roupas, tenis, cafés, padarias…

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  8. Impressionante. Não consigo imaginar os shoppings brasileiros chegando nessa situação. Aqui em Porto Alegre, por exemplo, o Praia de Belas fica perto do centro e numa zona bastante urbanizada. O Iguatemi idem. O Bourbon Ipiranga serve ao Petrópolis e Jardim Botânico. O Barra em breve estará cercado por edifícios residenciais e comerciais, além de estar perto do centro.

    Talvez os shoppings que correm mais risco são esses que estão para ser construídos em periferias. Nesses, consigo imaginar um declínio SE houver no Brasil um êxodo urbano — por exemplo, se um dia o Brasil tiver uma reforma agrária séria somada a investimentos pesados em infraestrutura para que o interior se torne mais interessante do que a periferia de uma grande cidade.

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    • Isso se deve a organização urbana brasileira ser diferente da americana.

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    • Acho que vai acontecer sim. Aconteceu com as lojas de departamentos que reuniam em uma mesma loja vestuário, mobiliário, decoração, produtos eletrónicos, cosméticos, brinquedos… O que tem hoje em dia são divisões bem claras do que é supermercado como Bourbon ou Big ou lojas de roupas como C&A, por exemplo. Veja que as Lojas Americanas da rua da praia fechou e percebe-se claramente a mudança do enfoque.

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      • Nem sabia que a Americanas da Rua da Praia tinha fechado, mas perceba que tu está falando exatamente o contrário. Todos os exemplos que tu deu, são lojas de rua. Porque eu iria numa loja de departamentos no centro (sujo, barulhento, feio, quebrado, cheio de pedintes e mendigos), se tudo que tem nela está reunido em um shopping center (com todas as características opostas às do centro)? Sem falar que não temos transporte de qualidade, então ir no centro já é um stress, enquanto o shopping tem estacionamento à vontade (sim, está errado andar por tudo de carro, mas é consequência de vários fatores, e não é alvo da discussão, apenas um exemplo da comodidade que as pessoas veem a favor do shopping).

        O artigo é claro e fala o óbvio quando diz que a “cidade está doente”. As ruas não estão abandonadas devido aos shoppings. As ruas estão em estado precário, principalmente o centro. O que acontece é que os shoppings sabem disso e aproveitam pra atrair o público carente de um lugar decente pra lazer e compras. É a eficiência do empreendimento privado x descaso do administrador público.

        O que talvez possa começar uma mudança nesse cenário é o Cais Mauá. Se houver uma boa integração dele com o centro, talvez seja o estopim para uma revitalização do centro. Mas duvido que isso aconteça a curto prazo, já que o descaso ali vem de décadas, e é preciso um prefeito corajoso (o que não temos há uns 40 anos) pra decidir revolucionar a área.

        Ainda assim, não acho que isso vá contra os shoppings. Pra mim, ao contrário do Semiógrafo, os shoppings na periferia são os que fazem mais sentido, e até onde eu sei, é assim que funciona nos EUA. Shoppings em áreas mais centrais é que estão errados, pois nessas áreas é que deveria haver comércio de rua. Pelo menos em países desenvolvidos, onde a urbanização é bem delimitada e a periferia é primordialmente residencial.

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        • É que antes dos shoppings só o que existiam eram lojas de rua, mesmo as lojas de departamentos, então esse caso dos EUA é o único exemplo que temos em relação aos shoppings.

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        • As opções que temos não são os shoppings ou o centro. Muita gente faz essa comparação mas esse modelo de cidade já foi superado até aqui em POA, era realidade quando construíram o Iguatemi e o Praia de Belas.

          Hoje há o comércio de rua do Bom Fim, do Menino Deus, Tristeza ou do Moinhos. Estes sim que vão “competir” com os shoppings.

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        • Aí tu só mencionou os comércios de bairros melhorzinhos. Se formos falar em comércio de rua, ainda temos eixos de comércio de rua fortes mesmo em áreas degradadas como Assis Brasil e Azenha. Aliás, o shopping mais mal localizado de todos pra mim é o Bourbon Wallig, a menos de 1km do Iguatemi e do Bourbon Country, e bem no meio do comércio da Assis Brasil.

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      • Fechou quando, Pablo? Vou passar ali na frente daqui a pouco, mas até a semana passada a LA estava aberta.

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        • Então reabriu e eu não sabia. A última vez que entrei na loja estava nas últimas, com várias prateleiras vazias e outras partes isoladas. Depois de alguns dias passei na frente e estava fechada.

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