Prefeitura acelera obras nos corredores dos BRTs

Liberação de R$ 44 milhões permitiu a retomada dos trabalhos Foto: Joel Vargas/PMPA

Liberação de R$ 44 milhões permitiu a retomada dos trabalhos Foto: Joel Vargas/PMPA

A liberação dos primeiros R$ 44 milhões pela Caixa Econômica Federal, do financiamento de R$ 424 milhões contratado pela prefeitura para a execução das 14 obras de mobilidade urbana na Capital, permitiu a retomada das obras dos corredores BRTs (Bus Rapid Transit) das avenidas Protásio Alves, Bento Gonçalves e João Pessoa. A primeira etapa da obra consiste na substituição do pavimento asfáltico por asfalto de concreto, pois piso o rígido permite maior velocidade ao transporte coletivo. Ao todo, os recursos repassados ao município para os investimentos em mobilidade somam mais de R$ 880 milhões.

Na avenida Protásio Alves, está em execução o trecho entre as ruas Ivo Corseuil e a Palmeira. Na Bento Gonçalves, está em obra o trecho entre a Estação Sanatório e a rua Outeiro. E o projeto do BRT da avenida João Pessoa avança no trecho entre a rua Lopo Gonçalves e o Viaduto Dona Leopoldina. O total do investimento do Sistema BRT nas três avenidas soma R$ 246,7 milhões. Conforme o secretário de Gestão, Urbano Schmitt, o primeiro desembolso, de R$ 44 milhões, refere-se aos projetos já aprovados e em execução em Porto Alegre.

O restante dos recursos será liberado conforme o cronograma de execução das obras de mobilidade. Em 21 de março, o prefeito José Fortunati levou ao superintendente regional da Caixa Econômica Federal em Porto Alegre, Danilo de Albuquerque Pickrodt, o Contrato de Garantia e Contragarantia entre o município de Porto Alegre e a União, liberado pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e publicado no Diário Oficial da União.

BRT da avenida Protásio Alves – Com 7 km de corredor de pavimento de concreto e mais implantação do terminal da Manoel Elias. A obra que começa na Protásio Alves compreende trecho entre as ruas Saturnino de Brito e Sarmento Leite. O serviço é executado pelo consórcio vencedor da licitação, formado pelas empresas Sultepa e Conpasul, com a supervisão da Secretaria de Obras e Viação (Smov).

BRT da avenida Bento Gonçalves – Prevê a qualificação de 5,9 km de corredor de ônibus, no trecho entre as avenidas Antônio de Carvalho e Princesa Isabel, no total de 12 estações. A empresa executora da obra é a Conpasul.

BRT da Avenida João Pessoa – Terá aproximadamente 3,2 km de extensão e 29 estações de Corredor-Padrão BRT. O projeto prevê a qualificação no trecho entre a avenida Bento Gonçalves e a rua Desembargador André da Rocha. A obra é executada pelo Consórcio Giovanella / CBG (Construtora Giovanella Ltda e Construtora Brasília Ltda), vencedor do processo licitatório.

SISTEMA BRT

O transporte por BRT reúne conceitos ambientalmente sustentáveis e condições de segurança e comodidade para o deslocamento dos passageiros.

O modelo prevê veículos modernos de grande capacidade e baixas emissões, estações fechadas e seguras, passagem pré-paga, informação aos usuários e controle de tráfego em tempo real, sinal de trânsito prioritário nos cruzamentos, corredores exclusivos para ônibus, acessibilidade e passagem única e livre transferência de passageiros entre linhas de ônibus.

O projeto de Porto Alegre prevê utilização de ônibus de piso baixo, o que possibilita maior racionalidade e economia de escala na implementação. As estações projetadas contemplam os princípios de sustentabilidade, utilizando sistema de ar condicionado com ventilação natural e forçada. Estes mecanismos serão alterados conforme as condições climáticas, umidade e temperatura do ar, controlados por um sistema automatizado. A energia será gerada por painéis fotovoltaicos que compõem a cobertura das estações. Os vidros serão do tipo laminado temperado com película de proteção térmica e proteção contra raios ultravioleta.

Prefeitura de Porto Alegre



Categorias:BRT, Meios de Transporte / Trânsito

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11 respostas

  1. Não percebo o que querem dizer no 1º parágrafo da reportagem com: permitir maior velocidade ao transporte coletivo ao substituir o asfalto pelo concreto!
    Como se dá esta “maior velocidade”? Pois a velocidade de deslocamento não pode ser maior a que já é!
    Pelo que eu entenda a substituição do pavimento tem o objetivo de evitar as recorrentes manutenções no pavimento asfáltico de recapeamento e tapa buracos, que com o pavimento de concreto terá sensível redução.

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    • maior velocidade só se for a velocidade média, o que se obtem com a estrutura do sistema, não com o tipo de pavimento.
      Essa história de associar a nova pavimentação com um aumento de velocidade é o tipo de mentira que vem sendo repetida desde a primeira notícia e que decerto já virou verdade.

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    • E tem outra… Vão circular ônibus comuns junto aos BRTs. Se o BRT aumentar a sua velocidade média, os ônibus comuns também vão ter que aumentar, pois não há ultrapassagem é uma fila… Pois bem, hoje em dia já tem ônibus comuns circulando pela linha do BRT que é de concreto, então quando entrar os BRTs a velocidade não mudará, será a mesma dos ônibus que estão ali circulando.

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  2. Seguem trocando por concreto e nada de implantar paradas experimentais e linhas para teste. Qualquer um sabe que esse sistema vai precisar de ajustes… Por que não testar o sistema onde já tem infraestrutura para isso? Como a Sertório, poe exemplo.

    No fundo, o BRT é só eleitoreiro e o sistema vai continuar o mesmo. Provavelmente a licitação terá muito mais impacto do que BRTs e sai de graça, se comparar com o preço dessas obras.

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  3. Não entendo como e porque consideram os corredores da Bento e da João Pessoa como dois corredores diferentes, pois qualquer um que olhar no mapa percebe que um é continuação do outro. Ou será necessário fazer baldeação de um para o outro? (o que é totalmente irracional).

    E como assim vai terminar na André Pereira da Rocha? Onde há espaço ali para se construir um terminal de linha (de qualquer modal que seja), ou mesmo para manobrar os articulados de 23m? Vai simplesmente terminar ali, sem se integrar com o Trensurb nem com os outros BRTs? Se ao menos fosse Até a Salgado Filho, onde (reza a lenda, que consta no edital do metrô) haverá um acesso para a estação Rua da praia. E porque o da Bento não vai até a Ufrgs?

    E o da Padre Cacique? Vai simplesmente terminar na José de Alencar, sem sequer chegar ao centro? Vai seguir pela Borges, vai seguir por onde? O mais inteligente é que seguisse pela Borges, depois Salgado filho e se integrasse ao da João Pessoa / Bento Gonçalves como uma única linha, porém, como cada corredor pertencerá à vencedores de bacias diferentes, acho isso difícil.

    O único que parece um pouco mais claro é o da Protásio, que provavelmente vai seguir pela Conceição até chegar na rodoviária (onde haverá a tal parada do complexo da rodoviária, com acesso subterrâneo), mas deixa a dúvida se vai seguir até o mercado pela perimetral ou se vai parar por ali mesmo. Fora que os renders mostram somente a estação da rodoviário do sentido bairro – centro, não deixando claro se haverá outra no sentido centro – bairro.

    Aliás, a maior pergunta, será que a prefeitura realmente se preocupou com tudo isso ou está simplesmente postergando isso cada vez mais?

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    • Essas dúvidas eu tenho desde que remodelaram todo o BRT. Era pra haver um terminal no Largo Zumbi/Epatur e outro ao lado do mercado, se não me falha a memória, para o BRT da zona norte, que não existirão mais graças ao metrô imaginário.

      Eu acho que esse pseudo-BRT vai ser bem isso que tu disseste, Guilherme. Corredores toscos de concreto com estações feitas nas coxas, e ao acabar os corredores na área central, os ônibus circularão pelo trânsito caótico.

      Era pra ter uma suposta parada na Salgado Filho tbm, mas devem ter cancelado pois provavelmente haveria corte de árvores do canteiro central, então, já sabemos que haveria eco-chatos embargando a obra.

      Em suma, acredito que o corredor da Osvaldo Aranha acabe ali na entrada do túnel e os ônibus sigam até a rodoviária, depois dali, sabe-se lá pra onde vão. Talvez sigam pela Mauá e Perimetral até algum lugar… sem corredor exclusivo, em meio ao caos. Não há nenhum detalhamento disso.

      Os da João Pessoa provavelmente seguirão pela Salgado Filho, Borges… talvez cheguem uma hora no patético corredor da Padre Cacique. Há um tal binário da Borges e Praia de Belas que ouço há anos e não sai do papel. Enquanto isso, a Borges das 18h em diante é intransitável para os ônibus em meio aos carros.

      Ainda há uma série de linhas da STS que seguem pela 1ª perimetral, João Pessoa, Azenha e Carlos Barbosa, para chegar na 3ª perimetral e seguir pra zona sul. Esses não serão contemplados por nenhuma melhoria, seguirão pelo engarrafamento da 1ª perimetral, João Pessoa, Azenha e demais ruas.

      Parece que pra muita gente os ônibus não irão melhorar nada.

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    • O corredor da Pe Cacique acaba na José de Alencar sim, isso é certo. As outras dúvidas são boas, mas não sei dizer..

      Não teremos BRT aqui. Teremos pistas de concreto em alguns lugares e ônibus grandes. Só.

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    • Tava pensando sobre a André da Rocha. Pelo jeito a pista de concreto não vai até a Salgado Filho mesmo mas até essa rua.

      Sobre a estação, a ideia era na Salgado Filho sim mas quem sabe fazem no entorno do viaduto? Inclusive tem mais espaço ali, me parece uma opção melhor que o canteiro central da Salgado que é estreito e sim, requereria derrubada de árvores.

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      • O ruim de fazer a estação de baixo do viaduto é que não haveria calçada para as pessoas passarem…

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        • Se os ônibus tiverem portas em ambos os lados, como em trens e VLTs, da para fazer a estação no canteiro central. Mas minha dúvida ainda é de como os articulados vão manobrar ali, ou onde irão fazer o retorno para que o ônibus que veio fazendo a linha bairro-centro possa virar e fazer centro-bairro.

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        • Não precisa fazer apenas de baixo do viaduto, do lado do viaduto tem aquela “praça” (vulgo bancos de concreto e uma fonte seca). Acho que mais para o lado da escola de engenharia tem duas praças maiores também.

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