Yara investe R$ 55 milhões e reinaugura unidade de Porto Alegre

Com investimento de R$ 55 milhões, as novas instalações em Porto Alegre ampliam capacidade de mistura de fertilizante de 450 mil para 700 mil toneladas

Por Laura D’Angelo

Yara - unidade Porto Alegre vista de cima

Yara – unidade Porto Alegre vista de cima

Depois de um ano e meio de obras e um investimento de R$ 55 milhões, a Yara Brasil reabriu, nesta quinta-feira (24), a unidade misturadora de fertilizantes de Porto Alegre (RS). Com a reformulação, a instalação ampliou a capacidade de mistura de 450 mil para 700 mil toneladas por ano. Localizada às margens do rio Gravataí, a unidade atende principalmente os mercados gaúcho e catarinense, além de Paraná, Mato Grosso e Paraguai.

Os processos dentro da fábrica foram quase que totalmente automatizados, agilizando a mistura, o ensacamento e a distribuição dos fertilizantes. Segundo Lair Hanzen, presidente da Yara Brasil, o projeto de renovação da planta gaúcha, construída em 1934, reforça a importância do Sul para a multinacional que, no início dos anos 2000, adquiriu a Adubos Trevo e, em 2013, o braço de fertilizantes da Bunge Brasil – ambas sediadas na região. “Aqui temos uma posição logística única. 80% do abastecimento da fábrica é feita pelo rio Gravataí e estamos perto do Aeroporto e das rodovias”, ressalta Hanzen. O Rio Grande do Sul é responsável por 20% da produção da Yara no Brasil.

A reformulação da unidade misturadora em Porto Alegre entra para a lista de investimentos recentes que a Yara tem realizado no mercado brasileiro a fim de acompanhar a crescente produção agrícola no país. Além da compra da Bunge Fertilizantes, em agosto deste ano entra em funcionamento uma nova fábrica em Sumaré, São Paulo, com capacidade de produção de um milhão de tonelada de fertilizante. Sem contabilizar as operações da Bunge, a subsidiária brasileira faturou R$ 5,6 bilhões no ano passado.

A Yara Brasil não divulga as estimativas para este ano, mas trabalha com boas perspectivas depois de um primeiro trimestre fértil para a agricultura brasileira. Segundo Cleiton Vargas, diretor comercial, a demanda por fertilizantes já se mostra positiva e em linha com os anos anteriores, o que deve, assim, manter a liderança em vendas da Yara no mercado doméstico, no qual tem participação de 25%. As vendas de fertilizantes no Brasil cresceram mais de 5% no ano passado, registrando 31,1 milhões de toneladas. A previsão para este ano é de um crescimento um pouco mais modesto nos negócios do setor – cerca de 2,5%.

Revista Amanhã

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Matéria da Revista Voto:

Yara reabre unidade mais moderna do País

Como parte da estratégia de aprimorar o desempenho de seus clientes e consolidar a posição de liderança no mercado de fertilizantes brasileiro, a Yara passa a operar, em 24 de abril, as novas instalações da Unidade Misturadora de Porto Alegre. Com investimentos de R$ 55 milhões, a unidade amplia sua capacidade de mistura de 450 para 700 mil toneladas por ano e passa a ser a mais moderna do País, reforçando o compromisso da empresa com a agricultura brasileira.

“O investimento viabilizou o posicionamento da Unidade Misturadora de Porto Alegre como referência em excelência operacional, qualidade dos produtos e segurança, atendendo à política global da Yara em manter sua posição de modeladora do segmento”, afirma Lair Hanzen, presidente da Yara no Brasil. Após a reforma, a unidade fortalece o abastecimento de soluções nutricionais para os agricultores brasileiros em todas as culturas e está apta a trabalhar com toda a linha de produtos sólidos oferecidos pela Yara.

As novas instalações se destacam pela inovação e tecnologia aplicadas na construção, nos equipamentos e nos processos de descarga, armazenamento, mistura, ensaque e carregamento, que garantem agilidade no serviço de atendimento ao cliente, reduzem o risco de contaminação e aumentam a qualidade do produto final. O que garante o título de unidade misturadora mais moderna do Brasil são máquinas importadas da Europa, o processo ganha um maior nível de automatização no carregamento, ensaque, montagem de paletes e transporte da carga para o caminhão.

Na descarga da matéria-prima pelo sistema hidroviário ou rodoviário, um potente sistema de peneiramento mantém a qualidade original da matéria-prima. Nos boxes de armazenamento, as novidades ampliam a capacidade, mantêm a fábrica mais limpa e garantem o controle de umidade e contaminação da matéria-prima. Na etapa de mistura, para facilitar e agilizar o ensaque, o processo também passa a ser automatizado.

Segundo Hanzen, ao oferecer o maior portfólio do mercado, o melhor serviço de orientação agronômica e a confiabilidade na entrega, a Yara atende à crescente demanda de agricultores brasileiros por tecnologias. “As novas instalações da unidade nos permitem expandir a oferta de produtos diferenciados e de alto desempenho e apoia o principal plano da empresa no País: contribuir para o desenvolvimento da agricultura nacional, trazendo soluções para aumentar a produtividade dos agricultores e preservar o meio ambiente”, afirma.

Localizada às margens do rio Gravataí, a unidade conta com um terminal fluvial de transbordo para a movimentação de graneis sólidos pelo modal hidroviário gaúcho, o que facilita a logística de recebimento de matérias-primas e de distribuição de produtos finais. “Os novos processos fabris e logísticos elevam a unidade aos mais avançados padrões mundiais do segmento e nos permitirão oferecer um produto final de melhor qualidade ao agricultor. Além disso, proporcionam melhores condições de trabalho para as equipes e atendem aos arranjos logísticos da região”, completa Hanzen.

Tradição no Rio Grande do Sul

A ligação da Yara com o Rio Grande do Sul é histórica. Foi no Estado que a empresa iniciou sua trajetória de crescimento, em 2000, com a aquisição da Adubos Trevo. Em 2013, após a concretização do acordo para a compra da operação da Bunge Fertilizantes, a Yara passou a operar, além das unidades de Porto Alegre e Rio Grande, as misturadoras de Canoas e Cruz Alta. Além das quatro unidades, a empresa possui um píer e duas fábricas para produção de fosfatados e NPK em Rio Grande (RS). A Yara também mantém, na capital gaúcha, sua sede no Brasil.

Em 2013, segundo a Associação Nacional de Difusão de Adubos (Anda), as vendas de fertilizantes no Brasil registraram 31,08 milhões de toneladas, um crescimento de 5,2% em comparação com o ano anterior. O Rio Grande do Sul é o terceiro estado brasileiro com o maior número de entregas de adubo, com 3,9 milhões de toneladas.

Sobre a Yara

Fundada em 1905 na Noruega, por Sam Eyde e Kristian Birkeland, os criadores do primeiro fertilizante nitrogenado mineral do mundo, a Yara aplica seu conhecimento e oferece a única linha de produtos de alto desempenho para todos os tipos de solos, culturas e climas ao redor do planeta. Sua presença em 51 países e distribuição comercial para 150 países, utilizando sua plataforma de produção e sistema de abastecimento global, cria benefícios locais e oferece aos clientes a combinação de produtos de qualidade e suporte agronômico especializado que melhor corresponda às suas necessidades de qualidade da lavoura e o valor nutricional das plantas.

No Brasil, tem sede em Porto Alegre e escritório em São Paulo, três fábricas, 32 unidades misturadoras e um centro de distribuição, com presença nos principais polos de produção agrícola do País. Seu portfólio de fertilizantes – que vai de misturas de grânulos a produtos especiais, como foliares e NPK no grão – e programas nutricionais que ajudam a produzir os alimentos necessários para a crescente população mundial. Os produtos e soluções industriais reduzem as emissões, melhoram a qualidade do ar e apoiam operações seguras e eficientes. Para manter a perspectiva de crescimento em longo prazo, a pesquisa e desenvolvimento (P&D) da Yara são focados na agricultura sustentável e na busca por novas soluções ambientais como a redução do uso da água e a produção de alimentos saudáveis e de qualidade superior com a quantidade precisa de fertilizantes.

Soluções industriais

A Yara também fornece produtos e soluções integradas para processos industriais em total conformidade ambiental. Entre as aplicações, está a prevenção de odores e gases tóxicos em estações de tratamento de água residual e a redução de emissões de NOx em caminhões, navios e fábricas. Como o maior produtor global de amônia e com locais de produção espalhados pelo mundo, a Yara fornece CO² para o setor de alimentos, nitrato de amônio de nível técnico para os setores de explosivos civis e mineração, e, ainda, ureia, amônia e ácido nítrico para vários setores industriais.



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5 respostas

  1. Pois, pelo menos essa não foi embora (ainda). Pois se depender da nossa prefeitura, todas as fábricas vão embora dessa cidade. Uma que logo deve ir embora é a GKN.

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  2. Sempre quis ver esses terrenos perto de rios revitalizados.
    Eles costumam transportar algo por navios/barcos para ser ali?

    De qualquer forma, investimentos são sempre bem vindos.

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    • São carregados pequenos navios ali que levam a produção para Rio Grande, dá pra ver na foto duas plataformas que são usadas no carregamento. Do lado “Canoense” do rio também, mas não lembro o que é feito ali.

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  3. Uma empresa se instalando no Rio Grande do Sul? Cada vez mais uma raridade. Especialmente pela inoperância do governo estadual em melhorar os serviços dos órgãos reguladores. Especialmente a FEPAM, que demora uma eternidade pra liberar as licenças.

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    • Ela não se instalou, ela modernizou e ampliou a sua unidade fabril já existente. A Yara comprou a antiga Adubos Trevo em 2000. A sede da empresa já era em POA. Mas pelo menos essa não foi embora como outras.

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