Prefeitura projeta nova calçadovia para a Zona Norte

Projeto de ciclovia da Avenida Sertório prevê remoção de espaço para pedestres

Fonte: Mobicidade
Publicado em 6 de maio de 2014 por Marcelo

Esta semana, tivemos acesso ao projeto do complexo de ciclovias da Sertório, elaborado pela EPTC e que será uma das próximas ciclovias a ser implementadas na capital. Estamos disponibilizando o download do projeto completo, basta clicar aqui.

Mais uma vez, a EPTC está optando por construir a ciclovia em cima da calçada, tanto na Avenida Sertório como em algumas das vias auxiliares que farão a conexão com a Avenida Farrapos. Em alguns trechos, a ciclovia chega a ocupar quase que a totalidade do passeio público, não deixando opção para o pedestre senão caminhar em cima da ciclovia, e em certos pontos ela passa rente às portas do imóveis não deixando nem um espaço para que quem saia ou entre nos imóveis possa ter o mínimo de conforto ou segurança, criando um sério risco de atropelamento de pedestres.

Há espaço físico suficiente em boa parte do trajeto para que a implementação da ciclovia seja feita na própria via sem remover faixas de circulação nem vagas de estacionamento, apenas redimensionando as faixas existentes para uma utilização mais eficiente do espaço público.

A montagem abaixo é meramente ilustrativa para mostrar como podemos acomodar uma ciclovia na pista de rolamento mantendo o número de faixas para automóveis particulares e sem interferir no corredor de ônibus. A imagem original mostra o mau aproveitamento do espaço atualmente, com faixas excessivamente largas que incentivam altas velocidades.

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Para ler a matéria completa, no Vá de Bici, clique aqui.

(vale a pena ler toda matéria, extensamente  ilustrada)



Categorias:Bicicleta, Ciclofaixas, ciclovias

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47 respostas

  1. Felipe X, naquele trecho da Sertorio há apenas um muro do lado esquerdo (sentido Centro-Bairro), pois atrás é área de Infraero. Não há comercio ou residências. Ou seja, o fluxo de pedestres está do outro lado da Sertorio. A própria foto aqui desta matéria mostra isso. Ou seja, querer colocar a ciclovia junto a pista de rolamento é coisa dessa nova geração de bico-chatos que tem prazer quase sexual em arrumar treta com motoristas.

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    • Juliano, não sei se tu percebeste, mas ali no post tem as plantas do projeto e fotos de outras ruas por onde e ciclovia passa e ela vai por cima da calçada em TODO o trajeto. Passa sim na frente da calçada em frente a comércios e residências. Leia o artigo inteiro antes de sair falando inverdades.

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    • Ou seja… não leu.

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  2. O cara que assina esse projeto é o Glauber C. Silveira. A EPTC devia rever a consultoria de engenharia que eles recebem desse cara.

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  3. Em Amsterdan a maioria das ciclovias são desta maneira que a EPTC propôs, afastadas dos veículos, dividindo espaço na calçada com pedestres. óbvio que lá os pedestres respeitam o espaço da bicicleta e vixe-versa. Isso prova que esse pessoal da Mobicidade, massa de manobra do Sgarbossa, não sabem porra nenhuma e se fazem de entendidos do assunto.

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    • Isso prova que tu não é bom em fazer comparações. Amsterdã (é assim que se escreve em português) é uma das cidades mais bem preparadas para bicicleta. Porto Alegre é um feudo medieval.

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      • Tu é do PC do B e aprova aquele projeto de lei inútil do Aldo Rebello em proibir estrangeirismos no Brasil? Veja que do Latim pras línguas que foram originadas a partir deste (Espanhol, Italiano. Francês e Português) bastou menos de mil anos. O próprio português do Brasil hoje é completamente diferente do de Portugal. O nosso gauchês já é bem diferente do português falado no nordeste. Portanto, não vamos remar contra a corrente: idiomas estão em mudança continua, todos os dias :]

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      • Também acho ridículo essas pessoas que querem ser chiques ao escrever em seus comentários de internet os nomes Madrid, Milano, Uruguay, Paraguay, New York, Milano…

        Então deveriam escrever, também, London, France, Italy…

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    • Fazer a ciclovia no mesmo nível da calçada, como é em Amsterdã, não significa remover espaço dos pedestres, pode-se remover um pedaço da faixa de rolamento e elevá-lo ao nível do passeio.

      O que devemos observar na verdade, se quisermos nos comparar à Holanda é a percentagem do espaço público destinado aos diferentes modais. Quantos porcento do espaço público são destinados aos pedestres? Aos ciclistas? E aos veículos motorizados?

      De qualquer maneira, a Holanda é só um exemplo, não significa que tudo que funcione lá, vá funcionar aqui.

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    • Algo me diz que o Juliano é um dos “técnicos” da EPTC envolvido na construção das ciclovias.

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    • E onde o pedestre anda nessa calçada com ciclovia?

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    • Tu não entendeu, Juliano. Os xiitas da bicicletinha só invocam Amsterdam quando lhes convém. Quando é para dizer que existe um país que as pessoas andam mais de bicicleta do que de carro, lá está a Holanda. Mas quando os pedestres e os ciclistas não conseguiriam dividir a mesma faixa aqui em Porto Alegre, então não se pode comparar.

      Percebeu? No primeiro caso, eles querem que as pessoas DAQUI sejam iguais as DE LÁ, ou seja, que todos comecem a andar de bicicleta. Mas no segundo caso, as pessoas DAQUI são diferentes das DE LÁ.

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      • Perfeito. Bem assim mesmo.

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      • fabio, tua lógica fracassou (e o teu português) já em Amsterdã. Mudar a estrutura sem mudar a mentalidade é pior do que mudar a mentalidade sem estrutura. Eu nem ando de bicicleta mas entendo isso. Tu já está emocionalmente comprometido, dá pra sentir a tua brabeza nas palavras contra o modal da cicloviário, e por tua opção em escrever errado o nome da capital da Holanda. Faz todo sentido cobrar que as pessoas ajam de maneira mais esclarecida, IDEAL, com a realidade que temos e que queremos transformar. Porém, uma cagada MATERIAL como essa ciclovia mal planejada não instruirá ninguém a agir idealmente. Sequer agirão conforme seria necessário para que a ciclovia cagada dê certo. A ciclovia tem que ser adaptada para a realidade que temos, em conjunto com o esclarecimento das pessoas. Assim, só pode dar certo. Mas sabemos que até lá faltam uns 300 anos.

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      • Caro Renan, nesse teu planejamento inclui-se pesquisa de eventual demanda do modal? Só por curiosidade.

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      • Nossa, vocês compararem essa tosquisse com Amsterdam é completamente ridículo. Vocês viram as fotos ou saíram escrevendo bobagem? Essas ciclovias simplesmente não deixam espaço para o pedestre. Pode dizer onde tem isso lá?

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      • Dúvida, é o mesmo fabio que eu estava falando outro dia? Não parece 🙂

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      • Agora reli o trecho (destaque adicionado por mim) “Mas quando os pedestres e os ciclistas não conseguiriam DIVIDIR A MESMA FAIXA aqui” e entendi que o Fabio acha que os pedestres e ciclistas tem que dividir o mesmo espaço mesmo, sem segregação.

        Então daí tenho uma dúvida, para que gastar um monte de dinheiro para criar uma “ciclovia”? É só passar a ser permitido pedalar na calçada.

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    • Juliano, em estrangeirês é Amsterdam com M no final. 😉

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  4. As soluções encontradas pela EPTC poderiam muito bem fazer parte daquele antigo programa “Acredite, se quiser”. Faixa de carro com apenas 1,5 m é simplesmente não pensar, afinal, a maior parte da frota nacional supera essa medida, mas com certeza da para reduzir, nem que seja um pouco as faixas dos carros para construir a tal ciclovia. Porém, construir de verdade exige projeto, algo do qual a EPTC tem nojo, então com certeza vão fazer a pior gambiarra o possível.

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