Indústria carboquímica flerta com o Rio Grande do Sul

Reservas carboníferas do RS atraem atenção de empresas internacionais

Por Conrado Esber

Um estudo de viabilidade para a implantação de uma usina de gaseificação de carvão na região de Candiota, no Rio Grande do Sul, foi anunciado na manhã desta quarta-feira (7), em evento no Palácio Piratini. Para isso, foi assinado um memorando de entendimento entre o Estado e a empresa norte-americana Synthesis Energy Systems (SES), que havia sido alinhavado em um encontro entre representantes do governo gaúcho e da empresa em Xangai, na China, ainda no final de 2013.

evento-piratini-350Segundo o secretário estadual de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Mauro Knijnik, o aproveitamento do gás é uma alternativa sustentável para o uso das reservas de carvão do Estado, que correspondem a quase 90% das reservas brasileiras. “A carboqúimica pode vir a ser uma repetição do polo petroquímico no Rio Grande do Sul e em uma região pobre como é Candiota. Só temos a comemorar, achamos que esse é um passo enorme para o desenvolvimento da região”, sustenta.

O estudo irá apontar a viabilidade técnica, ambiental e econômica da região para a implantação da usina. A análise será feita pela Vamtec S/A, representante no Brasil da SES, e as conclusões do trabalho devem ocorrer em 12 meses. “Temos em mente esse projeto de aproveitamento do carvão do Rio Grande do Sul há uns dois anos. Trabalhamos com carvões similares na China, onde são responsáveis por geração de energia e metanol”, disse José Roberto Varella, presidente da Vamtec. “Utilizamos uma tecnologia limpa, avançada em relação ao que existe hoje, que é uma tecnologia que agride o meio ambiente. Além disso, a indústria carboquímica pode contribuir para inúmeras outras indústrias”, garante Varella.

Se os resultados do estudo, em 2015, forem satisfatórios, a implantação da planta industrial na região deve levar mais 24 meses. Nesse caso, a previsão é de inauguração em março de 2017. O acordo com a SES é a segunda parceria internacional firmada pelo governo na área de carboquímica. Na semana passada, na Coreia do Sul, foi firmado um memorando de entendimento com o grupo coreano Posco, para avaliar a possibilidade de implantação de usinas de gás para uso industrial, comercial e residencial. O foco do estudo firmado com a SES é a geração de energia elétrica.

Revista Amanhã



Categorias:Economia Estadual, Polo Carboquímico

Tags:, , , ,

5 respostas

  1. O gargalo para o crescimento industrial em nosso Estado é o próprio governo Estadual, através de sua FEPAM que demora 2 anos para liberação de licenças. Ninguém vai esperar tanto tempo pela incompetência pública. Pode ser o empresário gaúcho mais bairrista que exista, daqueles que usa bombacha toda semana. Mas com essa lerdeza do poder público ele vai investir em outro Estado do Brasil que seja mais ágil.

    Realmente o nosso governador é um homem de visão. Igual o Steve Wonder.

    Curtir

  2. Já já aparece um “paz e amor” aí pra falar da poluição e da camada de ozônio.

    Curtir

    • Esse projeto, pelo que li, será ecologicamente melhor do que as tecnologias mais obsoletas. Nesse caso, so há de agradecer por parte dos ecologistas.

      Curtir

    • Eu já concluí que os “ecologicamente conscientes” são os que mais prejudicam.

      Por que vivem pondo empecilho em energia hidrelétrica ou nuclear, então o jeito é torrar o que tem de pior, carvão ou gás que é menos ruim. É o que vem sendo feito aqui no estado além das usinas eólicas.

      Curtir

  3. Já passou da hora de aproveitar o potencial dessa fonte de energia que temos em abundância no nosso estado.
    Além do mais, só com investimento de capital e medidas de austeridade para tirar o governo da lama.

    Curtir

%d blogueiros gostam disto: